{"id":29796,"date":"2018-03-20T03:07:02","date_gmt":"2018-03-20T03:07:02","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=29796"},"modified":"2018-03-20T03:07:02","modified_gmt":"2018-03-20T03:07:02","slug":"cni-diz-que-consumo-de-importados-cresce-17-apos-3-anos-de-queda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/cni-diz-que-consumo-de-importados-cresce-17-apos-3-anos-de-queda\/","title":{"rendered":"CNI diz que consumo de importados cresce 17% ap\u00f3s 3 anos de queda"},"content":{"rendered":"<p>Depois de tr\u00eas anos de queda, o consumo de produtos importados cresceu em 2017 no Brasil. De acordo com dados divulgados hoje (15) no estudo Coeficientes de Abertura Comercial, da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), de cada 100 produtos vendidos no Brasil no ano passado, 17 eram importados.<\/p>\n<p>Em 2013, 18,2% dos produtos vendidos no mercado interno eram estrangeiros. Desde ent\u00e3o, esse percentual caiu, chegando a 16,4% em 2016. Em 2017, subiu para 17%.<\/p>\n<p>Os importados tamb\u00e9m voltaram a ganhar participa\u00e7\u00e3o no total de insumos utilizados pela ind\u00fastria. Em 2013, a participa\u00e7\u00e3o desses produtos era de 26,1%. Em 2014 come\u00e7ou a cair, chegando a 22,5% em 2016. Em 2017,  foi de 23,5%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do aumento de importados, a participa\u00e7\u00e3o dos produtos exportados manteve-se praticamente constante, interrompendo uma sequ\u00eancia de altas que vinha desde 2015. O coeficiente de exporta\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o passou de 15,7% em 2016 para 15,6% em 2017.<\/p>\n<p>O coeficiente mede a import\u00e2ncia das vendas externas para o setor. Em 2017, a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o registrou aumento de 3,6% do volume produzido, acompanhado de crescimento menor do volume exportado (2,3%). Com isso, o coeficiente recuou 0,1 ponto percentual, o que corresponde a uma redu\u00e7\u00e3o de 1,2%.<\/p>\n<p>Real \u00e9 valorizado diante do d\u00f3lar<\/p>\n<p>O aumento da participa\u00e7\u00e3o dos importados no mercado nacional e a perda da import\u00e2ncia das exporta\u00e7\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria decorrem da recupera\u00e7\u00e3o do consumo interno e da valoriza\u00e7\u00e3o do real diante do d\u00f3lar, diz a economista da CNI, Samantha Cunha, em nota divulgada pela confedera\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Segundo a CNI, o crescimento da demanda repercute nas importa\u00e7\u00f5es e na produ\u00e7\u00e3o para o mercado dom\u00e9stico, aumentando sua import\u00e2ncia relativa para a ind\u00fastria. A aprecia\u00e7\u00e3o do real estimula as importa\u00e7\u00f5es e desestimula as exporta\u00e7\u00f5es. Entre 2015 e 2017, o real valorizou 13,4% frente \u00e0 cesta de moeda de seus principais parceiros comerciais. <\/p>\n<p>O estudo, dispon\u00edvel no site da CNI, apresenta os resultados de quatro coeficientes: o de exporta\u00e7\u00e3o, que mede a participa\u00e7\u00e3o das vendas externas no valor da produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o; o de penetra\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es, que acompanha a participa\u00e7\u00e3o dos produtos importados no consumo brasileiro; o de insumos industriais importados, que aponta a participa\u00e7\u00e3o dos insumos industriais importados no total de insumos industriais adquiridos pela ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o; e o de exporta\u00e7\u00f5es l\u00edquidas, que mostra a diferen\u00e7a entre as receitas obtidas com as exporta\u00e7\u00f5es e as despesas com a importa\u00e7\u00e3o de insumos industriais, ambas medidas em rela\u00e7\u00e3o ao valor da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de tr\u00eas anos de queda, o consumo de produtos importados cresceu em 2017 no Brasil. 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