{"id":29786,"date":"2018-03-20T03:03:41","date_gmt":"2018-03-20T03:03:41","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=29786"},"modified":"2018-03-20T03:03:41","modified_gmt":"2018-03-20T03:03:41","slug":"atividades-economicas-consumiram-32-trilhoes-de-metros-cubicos-de-agua-em-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/atividades-economicas-consumiram-32-trilhoes-de-metros-cubicos-de-agua-em-2015\/","title":{"rendered":"Atividades econ\u00f4micas consumiram 3,2 trilh\u00f5es de metros c\u00fabicos de \u00e1gua em 2015"},"content":{"rendered":"<p>A pesquisa Contas Econ\u00f4micas Ambientais da \u00c1gua (Ceaa), divulgada hoje (16), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), revela que 3,2 milh\u00f5es de hect\u00f4metros c\u00fabicos (hm\u00b3) de \u00e1gua, o equivalente a 3,2 trilh\u00f5es de metros c\u00fabicos, foram retirados do meio ambiente pelas atividades econ\u00f4micas e fam\u00edlias para distribui\u00e7\u00e3o e uso pr\u00f3prio em 2015. Um hect\u00f4metro c\u00fabico corresponde a um milh\u00e3o de metros c\u00fabicos, enquanto um metro c\u00fabico representa mil litros.<\/p>\n<p>O estudo in\u00e9dito foi feito em conjunto pelo IBGE, Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA), contou com apoio da Ag\u00eancia Internacional de Coopera\u00e7\u00e3o Alem\u00e3 para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e segue metodologia da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU).<\/p>\n<p>O levantamento mescla informa\u00e7\u00f5es de fluxo f\u00edsico e monet\u00e1rio do setor de \u00e1gua. O pesquisador respons\u00e1vel pelo levantamento no IBGE, economista Michel Lapip, ressaltou que as informa\u00e7\u00f5es obtidas s\u00e3o fundamentais para a sociedade e para a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas pelos governos. Salientou que poucos pa\u00edses, al\u00e9m do Brasil, j\u00e1 elaboraram suas contas econ\u00f4micas da \u00e1gua.<\/p>\n<p>O total de recursos h\u00eddricos renov\u00e1veis no Brasil, isto \u00e9, toda a \u00e1gua dispon\u00edvel na superf\u00edcie do territ\u00f3rio, era de 6,2 trilh\u00f5es de metros c\u00fabicos em 2015. Por habitante, isso equivale a 30,3 mil caixas d\u00e1gua de mil litros. Em 2013, o total de recursos h\u00eddricos era de 7,4 trilh\u00f5es de m\u00b3 e, em 2014, de 7,6 trilh\u00f5es de m\u00b3.<\/p>\n<p>A atividade econ\u00f4mica que mais contribuiu em 2015 para o volume total de \u00e1gua retirada foi eletricidade e g\u00e1s, com participa\u00e7\u00e3o de 97,3%, em fun\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o das hidrel\u00e9tricas brasileiras.<\/p>\n<p>Michel Lapip destacou, entretanto, que esse setor se caracteriza pelo uso n\u00e3o consuntivo, em que a \u00e1gua \u00e9 retirada de um rio e retorna na mesma qualidade e quantidade. \u201cO consumo dele \u00e9 \u00ednfimo\u201d, afirmou \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p>Excluindo a atividade de eletricidade e g\u00e1s e as \u00e1guas das chuvas que passam pelas redes pluviais, o retorno global de \u00e1gua para o meio ambiente alcan\u00e7ou 27 mil hm\u00b3, sendo que 25,6% desse retorno ocorreram por meio dos sistemas de esgoto e 74,4% foram lan\u00e7ados diretamente no meio ambiente.<\/p>\n<p>Consumo de \u00e1gua atinge 30,6 bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos em 2015<\/p>\n<p>J\u00e1 o consumo total de \u00e1gua, correspondente ao volume de \u00e1gua utilizada menos a \u00e1gua que volta para o meio ambiente, somou 30,6 bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos em 2015, o que significa que empresas e fam\u00edlias consomem apenas 0,5% dos recursos h\u00eddricos.<\/p>\n<p>As atividades econ\u00f4micas que apresentaram maior consumo de \u00e1gua foram agricultura, pecu\u00e1ria, produ\u00e7\u00e3o florestal, pesca e aquicultura (77,6%); ind\u00fastrias de transforma\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o (11,3%); \u00e1gua e esgoto (7,4%).<\/p>\n<p>O uso de \u00e1gua das fam\u00edlias per capita, isto \u00e9, por pessoa, em 2015, foi de 108,4 litros por dia. Em 2013, atingiu 111 litros\/dia e, em 2014, 114 litros di\u00e1rios.<\/p>\n<p>A pesquisa revela, ainda, que 68% da \u00e1gua do abastecimento correspondem \u00e0s fam\u00edlias e 32% a atividades econ\u00f4micas. As fam\u00edlias pagaram 58,7% dessa \u00e1gua de distribui\u00e7\u00e3o em 2015, ficando os restantes 41,3% de gastos para as atividades econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>Lapip destacou que a maior parte da \u00e1gua que chega na atividade econ\u00f4mica n\u00e3o vem do setor de abastecimento. \u201cEla capta direto. Ent\u00e3o, ela n\u00e3o \u00e9 paga para o setor de abastecimento\u201d.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vaz\u00e3o de esgoto enviado, 78,6% s\u00e3o destinados \u00e0s fam\u00edlias e 21,4% \u00e0s atividades econ\u00f4micas. Do mesmo modo que ocorre com os gastos com a \u00e1gua de distribui\u00e7\u00e3o, as fam\u00edlias ficam com o maior percentual de gastos com servi\u00e7os de esgoto (58,8%), enquanto as atividades econ\u00f4micas arcam com 41,2%.<\/p>\n<p>O valor da produ\u00e7\u00e3o de \u00e1gua de distribui\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os de esgoto somou R$ 42,5 bilh\u00f5es em 2015, sendo que a \u00e1gua de distribui\u00e7\u00e3o respondeu por 67,2% do total. O custo m\u00e9dio por volume de \u00e1gua e esgoto da economia foi de R$ 2,49 por metro c\u00fabico.<\/p>\n<p>O custo de \u00e1gua de abastecimento por volume de uso de \u00e1gua tratada fornecida foi maior para as atividades econ\u00f4micas (R$ 3,52 por metro c\u00fabico) em 2015 do que para as fam\u00edlias (R$ 2,35 o metro c\u00fabico).<\/p>\n<p>O pesquisador do IBGE explicou, tamb\u00e9m, que o custo \u00e9 menor para as fam\u00edlias porque a estrutura tarif\u00e1ria do pa\u00eds beneficia mais o uso da \u00e1gua para abastecimento humano do que para meios produtivos, devido a quest\u00f5es como sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao custo com servi\u00e7os de esgoto por volume de \u00e1guas residuais fornecidas \u00e0 rede de esgoto, a diferen\u00e7a \u00e9 ainda mais acentuada. Enquanto o custo para as atividades econ\u00f4micas alcan\u00e7a R$ 4,01 por metro c\u00fabico, para as fam\u00edlias \u00e9 de R$ 1,56 por metro c\u00fabico.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa do IBGE, em 2015 a atividade econ\u00f4mica \u00e1gua e esgoto correspondeu a 0,5% do valor adicionado bruto total da economia. Lapip observou que, quanto menor for esse indicador, \u201cmelhor para o setor, para a economia, para a sociedade, para n\u00f3s todos. Quer dizer que preciso de menos litros de \u00e1gua para gerar R$ 1 de valor adicionado ou de riqueza agregada\u201d.<\/p>\n<p>Para a atividade de agricultura, pecu\u00e1ria, pesca, aq\u00fcicultura e produ\u00e7\u00e3o florestal, o indicador de intensidade h\u00eddrica de consumo foi de 91,58 litros para gerar R$ 1 de valor adicionado; para as ind\u00fastrias de transforma\u00e7\u00e3o, 3,72 litros por real; para ind\u00fastrias extrativas, 2,54 litros por R$ 1; e o indicador de eletricidade e g\u00e1s foi 1,18 litro por real. Para a economia como um todo, foi necess\u00e1rio gastar seis litros de \u00e1gua para cada R$ 1 de valor adicionado bruto.<\/p>\n<p>J\u00e1 o indicador de efici\u00eancia h\u00eddrica, que mostra quanta riqueza foi gerada para cada metro c\u00fabico de \u00e1gua consumido pela economia, apresentou m\u00e9dia de R$ 169 por metro c\u00fabico.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, isso quer dizer que para cada mil litros de \u00e1gua que consome, a economia brasileira gera R$ 169. Entre as atividades, para cada mil litros de \u00e1gua consumidos pela agricultura, foram gerados R$ 11 de riqueza em 2015. O setor de eletricidade e g\u00e1s gerou R$ 846 para cada metro c\u00fabico consumido; as ind\u00fastrias de transforma\u00e7\u00e3o, R$ 269 por m\u00b3, e as extrativas, R$ 393.<\/p>\n<p>Crise h\u00eddrica afeta resultados<\/p>\n<p>O economista Michel Lapip salientou que o per\u00edodo abordado no estudo \u2013 de 2013 a 2015 &#8211; foi influenciado pela crise h\u00eddrica e pela redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o em diversas atividades econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>\u201cIsso impacta a demanda de \u00e1gua e seu valor adicionado gerado pela atividade\u201d, disse. O per\u00edodo foi marcado por queda de 3,8% no volume de \u00e1gua retirada para distribui\u00e7\u00e3o, o que fez com que as fam\u00edlias e demais atividades, que s\u00e3o os maiores usu\u00e1rios da \u00e1gua para distribui\u00e7\u00e3o, reduzissem tamb\u00e9m o volume de \u00e1gua usado em 4,3% e 3,4%, respectivamente.<\/p>\n<p>Quanto aos gastos, o estudo mostra que o consumo final de \u00e1gua de distribui\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias subiu 8,8% e o consumo intermedi\u00e1rio do grupo demais atividades evoluiu 10,4% entre 2013 e 2015.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pesquisa Contas Econ\u00f4micas Ambientais da \u00c1gua (Ceaa), divulgada hoje (16), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), revela que 3,2 milh\u00f5es de hect\u00f4metros c\u00fabicos (hm\u00b3) de \u00e1gua, o equivalente a 3,2 trilh\u00f5es de metros c\u00fabicos, foram retirados do meio ambiente pelas atividades econ\u00f4micas e fam\u00edlias para distribui\u00e7\u00e3o e uso &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":29489,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-29786","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29786","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29786"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29786\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29787,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29786\/revisions\/29787"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29489"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29786"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29786"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29786"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}