{"id":29372,"date":"2018-03-18T08:48:18","date_gmt":"2018-03-18T08:48:18","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=29372"},"modified":"2018-03-18T08:48:18","modified_gmt":"2018-03-18T08:48:18","slug":"pro-limao-e-pro-banana-visam-aumentar-producao-de-frutas-no-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/pro-limao-e-pro-banana-visam-aumentar-producao-de-frutas-no-estado\/","title":{"rendered":"Pr\u00f3-Lim\u00e3o e Pr\u00f3-banana visam aumentar produ\u00e7\u00e3o de frutas no Estado"},"content":{"rendered":"<p>Por meios dos programas Pr\u00f3-Lim\u00e3o e Pr\u00f3-Banana, Mato Grosso quer incentivar a produ\u00e7\u00e3o de frutas nas pequenas propriedades visando o mercado interno. Hoje, as frutas consumidas no Estado s\u00e3o trazidas de outros estados. Para se ter ideia, as bananas consumidas pelos mato-grossenses s\u00e3o oriundas de Santa Catarina, S\u00e3o Paulo, Acre e Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p> \u201cEstamos com o desafio de estimular locais onde tinham os nichos produtivos da banana no caso do M\u00e9dio-Norte regi\u00e3o de Alto Paraguai, Santo Afonso, e implantar unidades refer\u00eancias de tecnologias de banana e cultura. A ideia \u00e9 poder disseminar boas pr\u00e1ticas e ensinar o produtor que n\u00e3o adianta fazer uma mudinha no fundo do quintal que n\u00e3o vai ser produtivo\u201d, explicou o secret\u00e1rio de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Suelme Fernandes.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 80 e 90, Mato Grosso foi um grande produtor de banana com uma \u00e1rea de 530 hectares, segundo a Seaf. Hoje n\u00e3o passa de 50 hectares cultivados. \u201cA sigatoka negra e o mal do Panam\u00e1 foram as pragas que acabaram com a produ\u00e7\u00e3o de banana. A gente foi buscar algumas variedades que tem resist\u00eancia ao sigatoka para investir nessa fruta que \u00e9 a principal da g\u00f4ndola do supermercado\u201d.<\/p>\n<p>A Seaf adquiriu aproximadamente umas 20 mil mudas de banana que devem ser entregues a produtores de 14 munic\u00edpios. J\u00e1 no caso do Pr\u00f3-Lim\u00e3o foram entregues 16 mil mudas a 52 produtores que s\u00e3o de propriedades refer\u00eancias em tecnologias. \u201c\u00c9 como se voc\u00ea andasse de Fusca e n\u00f3s do programa Pr\u00f3-lim\u00e3o estiv\u00e9ssemos andando em uma Ferrari, para que o produtor possa ter a melhor performance poss\u00edvel. A ideia da secretaria \u00e9 buscar vitrine tecnol\u00f3gica que possa estimular boas pr\u00e1ticas e multiplica\u00e7\u00e3o de saberes\u201d, disse o secret\u00e1rio.<\/p>\n<p>O Estado buscou o know how da Embrapa, que apontou que um dos problemas da produ\u00e7\u00e3o do lim\u00e3o Taiti \u00e9 a quest\u00e3o da qualidade sanit\u00e1ria das mudas. \u201cN\u00e3o d\u00e1 para pensar em agricultura familiar em Mato Grosso com um cara produzindo mudinha de sementes de lim\u00e3o em copinho descart\u00e1vel. N\u00e3o vai vencer nunca o jogo da grande tecnologia e da grande qualidade do mercado. Hoje os produtores t\u00eam sementes geneticamente mais resistentes, com melhor performance\u201d, argumentou Suelme Fernandes.<\/p>\n<p>O mesmo racioc\u00ednio utilizado na produ\u00e7\u00e3o de grande escala do agroneg\u00f3cio tem sido usado na agricultura fam\u00edlia: boas sementes e muita tecnologia no campo.<\/p>\n<p>\u201cQuando o produtor pensar em plantar p\u00e9 de lim\u00e3o, n\u00e3o d\u00e1 para comprar no viveiro da esquina.Ele tem que ver quais s\u00e3o os viveiros que t\u00eam as melhores matrizes e melhores clones e materiais gen\u00e9ticos do Brasil. No Pr\u00f3-Lim\u00e3o n\u00f3s trouxemos uma variedade de lim\u00f5es Taiti que \u00e9 de S\u00e3o Paulo, de um dos melhores viveiros de produ\u00e7\u00e3o de muda do pa\u00eds. Certificado com uma qualidade sanit\u00e1ria que \u00e9 resistente a 70% das pragas do lim\u00e3o convencional e ele tem uma performance em resultado de produ\u00e7\u00e3o de 30% a 40% de uma m\u00e9dia convencional e com uma padronagem e quantidade de suco absolutamente maior do que a gente tem na m\u00e9dia convencional do lim\u00e3o caipira\u201d.<\/p>\n<p>Exporta\u00e7\u00f5es de frutas<\/p>\n<p>No dia 27 de fevereiro, o ministro Blairo Maggi lan\u00e7ou o Plano Nacional do Desenvolvimento da Fruticultura (PNDF) em parceria com entidades do setor privado com o objetivo de melhorar a qualidade, aumentar a produ\u00e7\u00e3o, o consumo interno e as exporta\u00e7\u00f5es de frutas. As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de frutas frescas t\u00eam potencial para crescer. Ap\u00f3s o recorde de US$ 1 bilh\u00e3o em 2008, o setor n\u00e3o repetiu mais essa performance.<\/p>\n<p>Dois milh\u00f5es de hectares de norte a sul do pa\u00eds s\u00e3o cultivados com esp\u00e9cies de frutas temperadas e tropicais, produzindo 44 milh\u00f5es de toneladas ao longo de todo o ano e empregando 5 milh\u00f5es de pessoas, 16% do total das vagas do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Apenas cinco produtos concentram cerca de 75% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de frutas frescas, quando considerado o per\u00edodo de 2014 a 2016: mangas, castanhas, mel\u00f5es, lim\u00f5es e uvas.<\/p>\n<p>No caso de Mato Grosso, o trabalho mais do que pensar em vender para o mercado externo \u00e9 aumentar a produ\u00e7\u00e3o e atender um mercado interno exigente e ainda dependente de outros estados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por meios dos programas Pr\u00f3-Lim\u00e3o e Pr\u00f3-Banana, Mato Grosso quer incentivar a produ\u00e7\u00e3o de frutas nas pequenas propriedades visando o mercado interno. 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