{"id":28738,"date":"2018-03-18T04:59:18","date_gmt":"2018-03-18T04:59:18","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=28738"},"modified":"2018-03-18T04:59:18","modified_gmt":"2018-03-18T04:59:18","slug":"regime-sirio-isola-principal-cidade-rebelde-em-ghuta-e-numero-de-mortos-desde-o-inicio-da-ofensiva-passa-de-mil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/regime-sirio-isola-principal-cidade-rebelde-em-ghuta-e-numero-de-mortos-desde-o-inicio-da-ofensiva-passa-de-mil\/","title":{"rendered":"Regime s\u00edrio isola principal cidade rebelde em Ghuta e n\u00famero de mortos desde o in\u00edcio da ofensiva passa de mil"},"content":{"rendered":"<p>As for\u00e7as do regime s\u00edrio conseguiram neste s\u00e1bado um avan\u00e7o claro no enclave rebelde de Ghuta Oriental, isolando sua principal cidade, Douma, tr\u00eas semanas ap\u00f3s o in\u00edcio de uma ofensiva devastadora para reconquistar este reduto rebelde, que j\u00e1 causou a morte de mais de mil civis.<\/p>\n<p>Desde 18 de fevereiro, as for\u00e7as leais ao presidente Bashar Al-Assad vem submetendo este enclave assediado a um ataque que j\u00e1 custou a vida de 1002 civis, segundo o Observat\u00f3rio S\u00edrio de Direitos Humanos (OSDH).<\/p>\n<p>As for\u00e7as pr\u00f3-regime conseguiram retomar mais da metade do enclave, de 100 km\u00b2, controlado por duas fac\u00e7\u00f5es rebeldes e onde cerca de 400 mil habitantes se encontram sitiados desde 2013.<\/p>\n<p>Neste s\u00e1bado, isolaram Douma do restante de Ghuta Oriental, depois que tomaram o controle da estrada que a liga a Harasta, no oeste, e \u00e0 localidade de Misraba, no sul, informou o OSDH.<\/p>\n<p>Desta forma, conseguiram dividir Ghuta Oriental em tr\u00eas partes: Douma e sua periferia ao norte, Harasta a oeste e o restante das localidades ao sul, afirmou o OSDH.<\/p>\n<p>Seu objetivo \u00e9 enfraquecer as fac\u00e7\u00f5es rebeldes que controlam o enclave, de onde s\u00e3o lan\u00e7ados obuses contra a capital s\u00edria, deixando v\u00edtimas.<\/p>\n<p>Um correspondente da AFP em Douma informou que a cidade estava sendo bombardeada pelo ar e baterias de artilharia no come\u00e7o da tarde, e que as ruas estavam vazias.<\/p>\n<p>As tropas leais avan\u00e7am de v\u00e1rias frentes, disse \u00e0 AFP Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH. Avi\u00f5es s\u00edrios e russos lan\u00e7aram barris de explosivos sobre Douma e seguem com seus bombardeios em outras localidades, assinalou.<\/p>\n<p>O conselho local de Douma lan\u00e7ou um chamado de socorro dirigido \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es internacionais, afirmando que numerosas pessoas dormiam nos jardins p\u00fablicos e estradas, uma vez que os abrigos e por\u00f5es estavam saturados.<\/p>\n<p>Segundo o conselho, enterrar os mortos \u00e9 dif\u00edcil por conta dos bombardeios, que atingiram o cemit\u00e9rio da cidade.<\/p>\n<p>De acordo com a TV p\u00fablica s\u00edria, o Ex\u00e9rcito intensifica suas opera\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias frentes. A rede exibiu imagens ao vivo da cidade de Misraba, em que se viam dezenas de civis em um por\u00e3o sem luz e um idoso chorando contava que sua fam\u00edlia teve que fugir dos bombardeios e havia se refugiado em Douma.<\/p>\n<p>&#8211; Medo nos rostos &#8211;<\/p>\n<p>A ofensiva come\u00e7ou com uma campanha a\u00e9rea de viol\u00eancia incomum, inclusive para um pa\u00eds que, em 15 de mar\u00e7o, entrar\u00e1 em seu oitavo ano de guerra. Mais de 340 mil pessoas j\u00e1 morreram e milh\u00f5es tiveram que abandonar suas casas desde 2011.<\/p>\n<p>Desde 18 de fevereiro, apenas dois comboios com ajuda humanit\u00e1ria puderam entrar na parte rebelde de Ghuta para ajudar a popula\u00e7\u00e3o, gra\u00e7as a uma tr\u00e9gua di\u00e1ria e parcial anunciada pelos russos, que, no entanto, n\u00e3o cessou a hostilidade.<\/p>\n<p>O representante na S\u00edria da Ag\u00eancia da ONU para os Refugiados (Acnur), Sajjad Malik, que entrou em Ghuta na \u00faltima segunda-feira, no primeiro comboio, afirmou que a regi\u00e3o est\u00e1 \u00e0 beira de uma cat\u00e1strofe. Nunca vi tanto medo nos rostos, descreveu, em entrevista publicada na p\u00e1gina da Acnur.<\/p>\n<p>&#8211; Afrin amea\u00e7ada &#8211;<\/p>\n<p>Em outra frente desta guerra, for\u00e7as turcas e grupos rebeldes s\u00edrios aliados avan\u00e7aram neste s\u00e1bado at\u00e9 a cidade de Afrin, reduto da mil\u00edcia curda YPG na S\u00edria, que a Turquia deseja expulsar da fronteira entre os dois pa\u00edses.<\/p>\n<p>As for\u00e7as turcas est\u00e3o a menos de 2 km de Afrin, a nordeste da cidade, onde continuam os combates violentos e bombardeios a\u00e9reos e de artilharia, declarou neste s\u00e1bado \u00e0 AFP o diretor do OSDH.<\/p>\n<p>A Turquia realiza uma ofensiva desde 20 de janeiro contra as Unidades de Prote\u00e7\u00e3o Popular (YPG), uma mil\u00edcia que chama de terrorista, no enclave curdo de Afrin, regi\u00e3o no noroeste da S\u00edria.<\/p>\n<p>A ofensiva turca j\u00e1 matou mais de 200 civis, segundo o OSDH, o que o governo turco nega. Segundo o governo de Ancara, s\u00e3o tomadas todas as precau\u00e7\u00f5es para evitar atingir a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As for\u00e7as do regime s\u00edrio conseguiram neste s\u00e1bado um avan\u00e7o claro no enclave rebelde de Ghuta Oriental, isolando sua principal cidade, Douma, tr\u00eas semanas ap\u00f3s o in\u00edcio de uma ofensiva devastadora para reconquistar este reduto rebelde, que j\u00e1 causou a morte de mais de mil civis. 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