{"id":28356,"date":"2018-03-18T02:41:23","date_gmt":"2018-03-18T02:41:23","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=28356"},"modified":"2018-03-18T02:41:23","modified_gmt":"2018-03-18T02:41:23","slug":"mulheres-do-campo-sao-homenageadas-por-paises-de-lingua-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/mulheres-do-campo-sao-homenageadas-por-paises-de-lingua-portuguesa\/","title":{"rendered":"Mulheres do campo s\u00e3o homenageadas por Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa"},"content":{"rendered":"<p>Representantes da Comunidade dos Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa se reuniram hoje, em Lisboa, no Pal\u00e1cio do Conde de Penafiel, para homenagear as mulheres e debater a import\u00e2ncia das que trabalham no campo como agentes transformadoras do desenvolvimento.<\/p>\n<p>Por ocasi\u00e3o do Dia Internacional da Mulher, a comunidade escolheu dedicar as homenagens este ano \u00e0s mulheres rurais. A secret\u00e1ria executiva da CPLP, Maria do Carmo Silveira, ressaltou que, apesar das mulheres serem respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o de mais da metade dos alimentos de todo o mundo, apenas 20% delas t\u00eam acesso \u00e0 terra. Al\u00e9m disso, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 disparidade salarial entre homens e mulheres, situada em torno dos 23%, nas \u00e1reas rurais chega a 40%.<\/p>\n<p>As mulheres do campo em todo o mundo, al\u00e9m de exercerem pap\u00e9is de agricultoras, s\u00e3o tamb\u00e9m educadoras e cuidadoras, ficando respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o dos filhos nos ambientes mais remotos do mundo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, t\u00eam papel fundamental na preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, apesar de n\u00e3o terem acesso igualit\u00e1rio a ferramentas, sementes, tecnologia, cr\u00e9dito e terras.<\/p>\n<p>Vida mais digna e uma sociedade mais justa<\/p>\n<p>Maria do Carmo reafirmou, ainda, a import\u00e2ncia da luta por uma vida mais digna e por uma sociedade mais justa e igualit\u00e1ria. Em v\u00e1rias partes do globo, a vida de muitas mulheres continua a ser martirizada pela viol\u00eancia, pelo abuso, pelo tr\u00e1fico, por casamentos for\u00e7ados e gravidez na adolesc\u00eancia. Ao ritmo atual, ser\u00e3o necess\u00e1rios pelo menos mais 100 anos para que se possa acabar com a desigualdade entre homens e mulheres. Hoje \u00e9 uma data em que devemos juntar nossas vozes para chamar a aten\u00e7\u00e3o da sociedade sobre os preconceitos de g\u00eanero existentes na sociedade, disse.<\/p>\n<p>O embaixador Gon\u00e7alo Mour\u00e3o, representante permanente do Brasil junto \u00e0 Comunidade dos Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa, ressaltou a relev\u00e2ncia do tema escolhido.<\/p>\n<p>A vida no campo, a vida rural, \u00e9 o primeiro trabalho elementar do homem em cima da terra. \u00c9 o primeiro trabalho que n\u00f3s fazemos, que \u00e9 buscar nossa pr\u00f3pria alimenta\u00e7\u00e3o. \u00c9 um di\u00e1logo que o ser humano, representado pelo ser humano feminino, faz com a terra em busca de uma coexist\u00eancia com a natureza. De conviver e compartilhar o mesmo espa\u00e7o de maneira pac\u00edfica, detalhou.<\/p>\n<p>O evento de hoje contou ainda com a realiza\u00e7\u00e3o de uma mesa redonda com o tema \u201cA mulher rural como agente transformador do desenvolvimento na CPLP\u201d. Participaram do debate a portuguesa Ana Melo Portugal, coordenadora cient\u00edfica do programa de doutorado Saber Tropical e Gest\u00e3o \u2013 TropiKMan; a guineense Isabel Miranda, gestora de projetos da A\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento (Organiza\u00e7\u00e3o N\u00e3o Governamental AD, Guin\u00e9-Bissau); e a brasileira Joana Dias, coordenadora da Rede das Margaridas.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Representantes da Comunidade dos Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa se reuniram hoje, em Lisboa, no Pal\u00e1cio do Conde de Penafiel, para homenagear as mulheres e debater a import\u00e2ncia das que trabalham no campo como agentes transformadoras do desenvolvimento. 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