{"id":28289,"date":"2018-03-18T02:13:28","date_gmt":"2018-03-18T02:13:28","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=28289"},"modified":"2018-03-18T02:13:28","modified_gmt":"2018-03-18T02:13:28","slug":"turismo-excessivo-preocupa-e-o-setor-propoe-solucoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/turismo-excessivo-preocupa-e-o-setor-propoe-solucoes\/","title":{"rendered":"Turismo excessivo preocupa e o setor prop\u00f5e solu\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Veneza pro\u00edbe os barcos de cruzeiro, Barcelona est\u00e1 contra os alugu\u00e9is e Dubrovnik imp\u00f5e cotas a seus visitantes. Frente ao chamado turismo excessivo, os profissionais do setor buscam solu\u00e7\u00f5es urgentes na Feira de Turismo de Berlim (ITB).<\/p>\n<p>Em 2030, haver\u00e1 1,8 bilh\u00e3o de turistas no mundo. Uma coisa \u00e9 certa: este crescimento infinito \u00e9 imposs\u00edvel em um espa\u00e7o que \u00e9 limitado, o que gera cada vez mais conflitos vis\u00edveis, constata Roland Conrady, diretor cient\u00edfico da ITB, conclave anual dos profissionais do turismo.<\/p>\n<p>De 1995 a 2016, o n\u00famero de viajantes internacionais passou de 525 milh\u00f5es para mais de 1,2 bilh\u00e3o gra\u00e7as \u00e0s companhias a\u00e9reas de baixo custo, e aos turistas de mercados emergentes como China, \u00cdndia e pa\u00edses do Golfo.<\/p>\n<p>O ano de 2017 esteve marcado por um aumento recorde de 7% no n\u00famero de turistas no mundo, e por in\u00e9ditos movimentos de rejei\u00e7\u00e3o ao turismo de massa, que desfigura ou expulsa as popula\u00e7\u00f5es locais dos lugares onde vivem.<\/p>\n<p>E as primeiras consequ\u00eancias ou medidas n\u00e3o demoraram a chegar: na Tail\u00e2ndia, os corais da famosa Maya Bay n\u00e3o sobreviveram aos banhistas, e o lugar est\u00e1 amea\u00e7ado de fechamento. No But\u00e3o, o governo imp\u00f5e cotas e em Dubrovnik, na Cro\u00e1cia, o prefeito impede que entrem mais de 8.000 pessoas por dia no centro hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>&#8211; 10% do PIB mundial &#8211;<\/p>\n<p>Fala-se muito hoje de turismo excessivo, pois aumentou em v\u00e1rios destinos, principalmente devido aos cruzeiros, diz \u00e0 AFP o professor de economia do turismo, Torsten Kirstges, que cita o caso de Mallorca, onde podem desembarcar cinco barcos de 4.000 passageiros que acostam ao mesmo tempo para visitar a catedral.<\/p>\n<p>O setor considera ao menos quatro caminhos para se assegurar de que o turismo n\u00e3o se autodestruir\u00e1: a mais evidente, e a mais positiva para as economias locais, \u00e9 repartir melhor o fluxo de visitantes.<\/p>\n<p>Por exemplo, Veneza &#8211; com 265.000 habitantes e 24 milh\u00f5es de visitantes por ano &#8211; limita o acesso de sua lagoa aos imensos barcos de cruzeiro.<\/p>\n<p>A cidade edita um guia mensal chamado Deturismo, que real\u00e7a outros locais secund\u00e1rios com a esperan\u00e7a de dissuadir os turistas de se concentrarem em massa na pra\u00e7a de S\u00e3o Marcos.<\/p>\n<p>Sempre s\u00e3o os mesmos tours, sempre os mesmos lugares&#8230; No M\u00e9xico, as pessoas s\u00f3 pensavam em Canc\u00fan, mas finalmente conseguimos lev\u00e1-los \u00e0 rota dos maias, explica na ITB Gloria Guevara, presidente da federa\u00e7\u00e3o internacional do turismo (WTTC).<\/p>\n<p>Guevara recorda que o turismo representa 10% do PIB mundial, e que o bairro invadido por um representa uma fonte de ingressos para outro.<\/p>\n<p>&#8211; Tarifas segundo a hora &#8211;<\/p>\n<p>Outra solu\u00e7\u00e3o \u00e9 aumentar os pre\u00e7os para dissuadir. A Torre Eiffel financiou suas obras de renova\u00e7\u00e3o aumentando 50% seu bilhete de entrada. Sua g\u00eamea de Dubai, a imensa torre Burj Jalifa, prop\u00f5e quatro tarifas diferentes segundo a hora do dia, sendo a mais cara ao p\u00f4r do sol.<\/p>\n<p>A tecnologia permite tamb\u00e9m regular os fluxos, em especial em Amsterd\u00e3, onde um site informa em tempo real aos visitantes do tempo de espera que h\u00e1 nas filas. Em breve, um novo aplicativo lhes indicar\u00e1 os lugares a evitar.<\/p>\n<p>Mas a internet tamb\u00e9m propulsou os alugu\u00e9is tempor\u00e1rios do tipo Airbnb, que fazem com que os pre\u00e7os imobili\u00e1rios disparem e atraem festeiros, suscitando rejei\u00e7\u00e3o extrema entre a popula\u00e7\u00e3o local, como ocorre em Barcelona, e estendendo, assim, o movimento de turismofobia.<\/p>\n<p>Segundo o primeiro estudo sobre o turismo excessivo, realizado pela empresa de consultoria McKinsey, 36% dos habitantes das zonas que sofrem este fen\u00f4meno consideram que os visitantes internacionais geram uma press\u00e3o excessiva. H\u00e1 seis meses, eram apenas 18%.<\/p>\n<p>Enfim, agora h\u00e1 grandes esperan\u00e7as depositadas entre os turistas de 18 a 35 anos. Mais aventureira que a dos baby-boomers, esta gera\u00e7\u00e3o se dispersar\u00e1 mais, por medo a ficar decepcionada se visita um s\u00f3 lugar, ou pelo medo de que pessoas demais v\u00e3o ao mesmo tempo a esse lugar, segundo a an\u00e1lise da McKinsey.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Veneza pro\u00edbe os barcos de cruzeiro, Barcelona est\u00e1 contra os alugu\u00e9is e Dubrovnik imp\u00f5e cotas a seus visitantes. Frente ao chamado turismo excessivo, os profissionais do setor buscam solu\u00e7\u00f5es urgentes na Feira de Turismo de Berlim (ITB). Em 2030, haver\u00e1 1,8 bilh\u00e3o de turistas no mundo. 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