{"id":28273,"date":"2018-03-18T02:07:00","date_gmt":"2018-03-18T02:07:00","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=28273"},"modified":"2018-03-18T02:07:00","modified_gmt":"2018-03-18T02:07:00","slug":"siria-coloca-credibilidade-da-onu-a-prova","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/siria-coloca-credibilidade-da-onu-a-prova\/","title":{"rendered":"S\u00edria coloca credibilidade da ONU \u00e0 prova"},"content":{"rendered":"<p>O Conselho de Seguran\u00e7a vota um cessar-fogo na S\u00edria por unanimidade, mas nada muda. Pior ainda, o regime s\u00edrio, apoiado pela R\u00fassia, acelera a recupera\u00e7\u00e3o territorial com ofensivas violentas. Qual seria o objetivo da ONU?<\/p>\n<p>Para v\u00e1rios membros do Conselho de Seguran\u00e7a, especialistas e integrantes de ONGs questionados pela AFP, h\u00e1 a mesma constata\u00e7\u00e3o: impot\u00eancia, ou inclusive, para alguns, perda de credibilidade da organiza\u00e7\u00e3o que deveria garantir a paz no mundo.<\/p>\n<p>Temos que fazer com que a trag\u00e9dia s\u00edria n\u00e3o seja, tamb\u00e9m, o t\u00famulo das Na\u00e7\u00f5es Unidas: com esta frase chocante, o embaixador franc\u00eas na ONU, Fran\u00e7ois Delattre, quis despertar a consci\u00eancia dos outros membros.<\/p>\n<p>No entanto, sua preocupa\u00e7\u00e3o com o futuro do organismo n\u00e3o parece ser compartilhada.<\/p>\n<p>Para o embaixador adjunto brit\u00e2nico, Jonathan Allen, o Conselho de Seguran\u00e7a falhou com o povo s\u00edrio devido \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o da R\u00fassia. Mas a S\u00edria n\u00e3o significa o fim deste organismo, declarou, acrescentando que sua a\u00e7\u00e3o continuar\u00e1 para salvar vidas e tentando impedir as atrocidades.<\/p>\n<p>Apesar de sua insist\u00eancia humanit\u00e1ria, apenas dois comboios das Na\u00e7\u00f5es Unidas foram autorizados por Damasco desde o in\u00edcio de 2018 a chegar \u00e0s \u00e1reas sitiadas, disse na quarta-feira um funcion\u00e1rio da ONU.<\/p>\n<p>Ele estava falando em uma reuni\u00e3o urgente do Conselho de Seguran\u00e7a, que n\u00e3o resultou em nenhuma iniciativa nova e forte para mudar a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; Bombas sobre Damasco &#8211;<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o \u00e9 o que fazemos na ONU, afirmou um diplomata sob condi\u00e7\u00e3o de anonimato, lembrando que o consenso ou a divis\u00e3o s\u00e3o decididos principalmente pelas capitais dos pa\u00edses-membros. A mudan\u00e7a de jogo na S\u00edria seria se Emmanuel Macron ou Donald Trump bombardeassem Damasco, acrescenta.<\/p>\n<p>A integrante do Instituto Internacional para a Paz (IPI), com sede em Nova York, Alexandra Novosseloff compartilha de uma ideia sobre o tema. Segundo ela, a ONU \u00e9 somente um instrumento nas m\u00e3os de seus Estados-membros e n\u00e3o apenas o Conselho de Seguran\u00e7a, mas tamb\u00e9m um sistema completo e ag\u00eancias de campo que tentam fornecer ajuda humanit\u00e1ria quando podem ter acesso \u00e0s popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, temos que culpar os Estados-membros, alguns Estados, n\u00e3o a ONU em seu conjunto.<\/p>\n<p>Um ponto de vista que \u00e9 apoiado por Richard Gowan, do Conselho Europeu de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores.<\/p>\n<p>\u00c9 injusto culpar a ONU em seu conjunto pelo fracasso do Conselho de Seguran\u00e7a. Muitos funcion\u00e1rios da ONU, de fato, muitos diplomatas do Conselho, apelaram para sua determina\u00e7\u00e3o a fim de tentar acabar com a guerra, sentenciou.<\/p>\n<p>Desde o chamado a uma tr\u00e9gua, o Conselho de Seguran\u00e7a esteve realizando reuni\u00f5es. Ap\u00f3s as duas primeiras, ao menos quatro sess\u00f5es adicionais sobre o tema est\u00e3o programadas para mar\u00e7o, incluindo uma na pr\u00f3xima segunda-feira com o secret\u00e1rio-geral da ONU, o portugu\u00eas Ant\u00f3nio Guterres, bastante discreto na crise s\u00edria.<\/p>\n<p>Se o Conselho de Seguran\u00e7a n\u00e3o se reunir e n\u00e3o nos esfor\u00e7armos para cumprir a resolu\u00e7\u00e3o, que exige um cessar fogo, ir\u00e3o nos perguntar o que fazemos, disse um diplomata. Essas reuni\u00f5es est\u00e3o destinadas a pressionar Moscou.<\/p>\n<p>&#8211; Resto de credibilidade &#8211;<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio da guerra, em 2011, o Conselho de Seguran\u00e7a n\u00e3o tem muita credibilidade sobre a S\u00edria, resume Louis Charbonneau, da ONG Human Rights Watch. E tamb\u00e9m tem sua pr\u00f3pria previs\u00e3o: se o Conselho n\u00e3o aplicar suas pr\u00f3prias resolu\u00e7\u00f5es (&#8230;), perder\u00e1 o pouco de credibilidade que lhe resta.<\/p>\n<p>Para os Estados Unidos, a responsabilidade recai sobre a R\u00fassia, que n\u00e3o exerce press\u00e3o suficiente sobre o seu aliado, o regime s\u00edrio, e continua realizando ataques a\u00e9reos em Ghuta com sua pr\u00f3pria avia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A R\u00fassia rejeitou v\u00e1rias vezes a aprova\u00e7\u00e3o da resolu\u00e7\u00e3o sobre a tr\u00e9gua e sua relut\u00e2ncia em votar agora tem uma explica\u00e7\u00e3o: n\u00e3o tinha inten\u00e7\u00e3o de aplic\u00e1-la, declarou \u00e0 AFP um funcion\u00e1rio americano de alto escal\u00e3o sob condi\u00e7\u00e3o de anonimato.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi poss\u00edvel obter coment\u00e1rios dos diplomatas russos. Nos \u00faltimos meses, Moscou tem se comprometido reiteradamente a deter os combates na S\u00edria, dizendo a seus s\u00f3cios que eles n\u00e3o podem impor todos os seus pontos de vista sobre Damasco.<\/p>\n<p>A realidade \u00e9 que a R\u00fassia usou o Conselho como um meio para complicar e frear os esfor\u00e7os de paz na S\u00edria, opinou Gowan, do Conselho Europeu. E os Estados Unidos e seus aliados s\u00e3o, at\u00e9 certo ponto, c\u00famplices, ressaltou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Conselho de Seguran\u00e7a vota um cessar-fogo na S\u00edria por unanimidade, mas nada muda. Pior ainda, o regime s\u00edrio, apoiado pela R\u00fassia, acelera a recupera\u00e7\u00e3o territorial com ofensivas violentas. Qual seria o objetivo da ONU? 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