{"id":2812,"date":"2017-12-23T04:49:01","date_gmt":"2017-12-23T04:49:01","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=2812"},"modified":"2017-12-23T04:49:01","modified_gmt":"2017-12-23T04:49:01","slug":"trump-diante-do-tapa-eleitoral-do-alabama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/trump-diante-do-tapa-eleitoral-do-alabama\/","title":{"rendered":"Trump diante do tapa eleitoral do Alabama"},"content":{"rendered":"<p>O presidente americano, Donald Trump, enfrentou nesta quarta-feira (13) o impacto do tapa eleitoral no Alabama, onde a surpreendente vit\u00f3ria de um democrata ao Senado reduziu a margem de manobra do governo no Congresso e aumentou a possibilidade de uma debandada de legisladores republicanos.<\/p>\n<p>Roy Moore, um ex-juiz ultraconservador, acusado durante a campanha eleitoral de abuso sexual de adolescentes nos anos 1970, era o candidato de Trump para ocupar o cargo do agora procurador-geral Jeff Sessions no conservador reduto sulista republicano.<\/p>\n<p>Mas em uma apertada vota\u00e7\u00e3o que mobilizou a comunidade negra e encheu de esperan\u00e7a o Partido Democrata, venceu o defensor dos direitos civis Doug Jones, reduzindo a maioria governista no Senado ao m\u00ednimo (51 das 100 cadeiras), dificultando a j\u00e1 complicada concretiza\u00e7\u00e3o da agenda do presidente.<\/p>\n<p>Trump, que na ter\u00e7a-feira \u00e0 noite saudou Jones com uma vit\u00f3ria \u00e9 uma vit\u00f3ria, buscou nesta quarta-feira se distanciar da derrota, recordando que inicialmente apoiou o rival de Moore nas prim\u00e1rias republicanas, Luther Strange.<\/p>\n<p>O motivo pelo qual apoiei Luther Strange \u00e9 porque disse que Roy Moore n\u00e3o seria capaz de vencer as elei\u00e7\u00f5es. Tinha raz\u00e3o! &#8211; tuitou.<\/p>\n<p>Mais tarde, Trump admitiu que gostaria de ter conseguido a cadeira, e criticou os muitos republicanos que pensam de maneira diferente e est\u00e3o contentes com o resultado.<\/p>\n<p>Mas o certo \u00e9 que Trump ignorou o conselho dos l\u00edderes partid\u00e1rios ao apoiar Moore, que, como ele, contava com o apoio dos eleitores religiosos e brancos.<\/p>\n<p>Moore n\u00e3o s\u00f3 recebeu apoio de Trump para votar nele, como a assessoria do ultradireitista e ex-estrategista-chefe do presidente Steve Bannon, que acrescentou ao discurso do candidato republicano seus usuais apontamentos carregados de conota\u00e7\u00f5es raciais e ataques \u00e0 imprensa e \u00e0s elites.<\/p>\n<p>O rev\u00e9s eleitoral n\u00e3o fez mais do que alimentar as cr\u00edticas internas.<\/p>\n<p>Muitos republicanos que se preocupam em manter as maiorias est\u00e3o furiosos com Trump\/Bannon, tuitou Alex Conant, o ex-diretor de Comunica\u00e7\u00f5es do senador Marco Rubio, resumindo o sentimento de muitos.<\/p>\n<p>A Casa Branca queria celebrar nesta quarta a \u00fanica vit\u00f3ria legislativa anunciada pela nova administra\u00e7\u00e3o: a reforma fiscal. Mas agora o discurso de Tump sobre esse tema poderia passar despercebido.<\/p>\n<p>&#8211; Barba de molho &#8211;<\/p>\n<p>O terremoto pol\u00edtico no Alabama ganhou as manchetes: h\u00e1 um quarto de s\u00e9culo que os democratas n\u00e3o levavam uma cadeira no Senado nesse estado marcado pelas tens\u00f5es raciais, onde no ano passado Trump venceu por 28 pontos a sua advers\u00e1ria, Hillary Clinton.<\/p>\n<p>Jones, famoso por mandar para a pris\u00e3o perp\u00e9tua dois membros da Ku Klux Klan por um atentado em 1963 que deixou quatro crian\u00e7as mortas, teve 49,9% dos 1,3 milh\u00e3o de votos, contra 48,4% para Moore, uma diferen\u00e7a de apenas 21.000 votos que renovaram as esperan\u00e7as do Partido Democrata visando as elei\u00e7\u00f5es legislativas do pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>Quando o Partido Democrata se envolve cedo, chegamos devagar, mas de forma segura, afirmou na CNN o presidente do partido, Tom P\u00e9rez, ao assinalar a mobiliza\u00e7\u00e3o em massa que incluiu particularmente a comunidade negra e contou com o apoio decidido de Barack Obama, entre outras proeminentes figuras democratas.<\/p>\n<p>Os republicanos est\u00e3o colocando a barba de molho porque sabem que devem manter o controle das duas C\u00e2maras para fazer avan\u00e7ar suas iniciativas e afastar a possibilidade de uma destitui\u00e7\u00e3o do presidente, que conta com apenas 35% de popularidade e vive cercado por esc\u00e2ndalos.<\/p>\n<p>O jornal USA Today, usualmente moderado, pediu nesta quarta a ren\u00fancia do presidente, afirmando que n\u00e3o serve nem para limpar os sanit\u00e1rios da biblioteca presidencial de Barack Obama, ou lustrar os sapatos de George W. Bush.<\/p>\n<p>O presidente Trump mostra que n\u00e3o est\u00e1 apto para o cargo, assinala em seu editorial, um dia depois que o presidente insinuou que a senadora democrata Kirsten Gillibrand faria favores sexuais para conseguir fundos para sua campanha.<\/p>\n<p>Moore ainda n\u00e3o reconheceu a sua derrota. Quando a vota\u00e7\u00e3o \u00e9 assim apertada, ainda n\u00e3o terminou, disse aos seus seguidores, inclinando-se a pedir uma recontagem dos votos.<\/p>\n<p>Mas a lei do Alabama prev\u00ea somente uma recontagem autom\u00e1tica se a diferen\u00e7a estiver dentro de meio ponto percentual, que atualmente \u00e9 de 1,5%.<\/p>\n<p>O Alabama certificar\u00e1 a elei\u00e7\u00e3o entre 26 de dezembro e 3 de janeiro. Se n\u00e3o for ordenada uma recontagem, espera-se que Jones estreie no Capit\u00f3lio em Washington no in\u00edcio de janeiro. Mas j\u00e1 ter\u00e1 feito hist\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente americano, Donald Trump, enfrentou nesta quarta-feira (13) o impacto do tapa eleitoral no Alabama, onde a surpreendente vit\u00f3ria de um democrata ao Senado reduziu a margem de manobra do governo no Congresso e aumentou a possibilidade de uma debandada de legisladores republicanos. 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