{"id":27872,"date":"2018-03-17T23:40:51","date_gmt":"2018-03-17T23:40:51","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=27872"},"modified":"2018-03-17T23:40:51","modified_gmt":"2018-03-17T23:40:51","slug":"com-alta-de-1-do-pib-especialistas-apostam-em-maior-crescimento-em-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/com-alta-de-1-do-pib-especialistas-apostam-em-maior-crescimento-em-2018\/","title":{"rendered":"Com alta de 1% do PIB, especialistas apostam em maior crescimento em 2018"},"content":{"rendered":"<p>O aumento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 mostra a retomada do crescimento da economia do pa\u00eds, segundo especialistas ouvidos pela Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p>Para o diretor de Estudos e Pol\u00edticas Macroecon\u00f4micas do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), Jos\u00e9 Ronaldo de Souza Jr., o resultado j\u00e1 era esperado e mostra o processo de recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>O diretor aposta em um consumo maior das fam\u00edlias, com previs\u00e3o de alta de 3,4% este ano. Em 2017, o crescimento foi de 1%. \u201cA gente v\u00ea recupera\u00e7\u00e3o do consumo das fam\u00edlias e do investimento tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Apesar do aumento do consumo ter ficado em 1%, diretor lembra que \u00e9 o quarto consecutivo depois de dois trimestres de alta bastante expressiva. \u201cEu diria que est\u00e1 ficando claro uma recupera\u00e7\u00e3o do consumo que teve impacto bastante significativo no com\u00e9rcio tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o aumento est\u00e1 relacionado \u00e0 infla\u00e7\u00e3o em baixa, que passou de 8,7% em 2016 para 3,4% em 2017; a taxa de juros menor, que caiu de 14% para 10%; e o cr\u00e9dito para pessoa f\u00edsica, que recuperou 2,6% no ano passado.<\/p>\n<p>No ano passado, o agroneg\u00f3cio puxou o resultado positivo, com alta de 13% em compara\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Para 2018, a previs\u00e3o, de acordo com o diretor, \u00e9 de queda de 1,4% no setor em decorr\u00eancia de uma safra de gr\u00e3os 6% menor.<\/p>\n<p>Com\u00e9rcio<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao com\u00e9rcio, o chefe da Divis\u00e3o Econ\u00f4mica da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC), F\u00e1bio Bentes, avalia que a alta de 1,8% do setor no ano anterior aponta para o in\u00edcio da recupera\u00e7\u00e3o dos preju\u00edzos com a crise. \u201cSe olhar pela \u00f3tica do PIB, em 2015 e 2016, a riqueza do PIB do com\u00e9rcio encolheu 13,8%. Agora, a gente rep\u00f4s 1,8%\u201d.<br \/>\nO movimento na Rua 25 de Mar\u00e7o, maior centro de com\u00e9rcio popular de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>Em 2017, o consumo das fam\u00edlias cresceu 1%<\/p>\n<p>J\u00e1 a queda nos investimentos preocupa. A taxa de investimento em 2017 foi de 15,6% do PIB, abaixo dos 16,1% de 2016. \u201cSe a gente continuar tendo mais consumo e menos investimento, o que vai sair da\u00ed \u00e9 uma infla\u00e7\u00e3o maior e, a\u00ed, a gente \u00e9 obrigado a abortar n\u00e3o s\u00f3 o crescimento, como abortar o pr\u00f3prio crescimento do consumo\u201d.<\/p>\n<p>Para este ano, a CNC trabalha com a perspectiva de expans\u00e3o do PIB de 2,8%, impulsionada pela infla\u00e7\u00e3o e taxas de juros baixas e alta na gera\u00e7\u00e3o de empregos.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do economista Istvan Kasznar, professor da Escola Brasileira de Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica e de Empresas (Ebape) da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), a retomada econ\u00f4mica ainda \u00e9 insuficiente para dar uma sensa\u00e7\u00e3o de melhoria consistente.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um an\u00fancio bom e \u00e9 algo de que necessit\u00e1vamos para acreditar mais, para ter mais alento. Ainda estamos longe dos indicadores de que necessitamos e permanecemos, infelizmente, enforcados pela falta da reforma da Previd\u00eancia, por excesso de carga fiscal, por uma crise de corrup\u00e7\u00e3o inenarr\u00e1vel, incompar\u00e1vel na hist\u00f3ria do Brasil, e outros tantos fatores que ainda n\u00e3o nos mobilizam o suficiente\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ind\u00fastria<\/p>\n<p>No caso da ind\u00fastria, o economista Marcelo Azevedo, da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), afirma que o crescimento deve ocorrer em 2018, mas n\u00e3o em ritmo exuberante. \u201cN\u00e3o vai se conseguir, j\u00e1 neste ano, recuperar tudo o que foi perdido, mas a gente acredita na continuidade da recupera\u00e7\u00e3o neste ano, sim\u201d.<\/p>\n<p>O setor fechou 2017 sem registrar crescimento &#8211; em estabilidade, com peso grande da constru\u00e7\u00e3o, que teve queda de 5%.<\/p>\n<p>Em particular, a CNI aposta que haver\u00e1 crescimento mais uniforme entre os v\u00e1rios setores. \u201cA gente acredita que este ano vai ter uma participa\u00e7\u00e3o menor das exporta\u00e7\u00f5es e maior do mercado dom\u00e9stico, o que vai tornar o crescimento mais homog\u00eaneo entre todos os setores\u201d.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Carolina Pimentel<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aumento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 mostra a retomada do crescimento da economia do pa\u00eds, segundo especialistas ouvidos pela Ag\u00eancia Brasil. 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