{"id":27664,"date":"2018-03-17T22:25:29","date_gmt":"2018-03-17T22:25:29","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=27664"},"modified":"2018-03-17T22:25:29","modified_gmt":"2018-03-17T22:25:29","slug":"celulares-ajudam-a-melhorar-a-resposta-ante-catastrofes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/celulares-ajudam-a-melhorar-a-resposta-ante-catastrofes\/","title":{"rendered":"Celulares ajudam a melhorar a resposta ante cat\u00e1strofes"},"content":{"rendered":"<p>Os celulares est\u00e3o transformando a maneira como as equipes de resgate respondem \u00e0s crises humanit\u00e1rias, permitindo identificar exatamente os lugares mais afetados para canalizar a ajuda depois de um terremoto, furac\u00e3o ou outro desastre.<\/p>\n<p>Paralelamente, os aplicativos nos smartphones para fazer doa\u00e7\u00f5es de forma simples s\u00e3o uma fonte cada vez mais importante de recursos para a assist\u00eancia, coincidiram socorristas e especialistas em tecnologia reunidos no Mobile World Congress (MWC) em Barcelona.<\/p>\n<p>As companhias de telecomunica\u00e7\u00f5es podem detectar os lugares onde se concentram os afetados por um desastre rastreando a localiza\u00e7\u00e3o de seus telefones celulares, explicou Mats Granryd, o diretor-geral da GSMA, a associa\u00e7\u00e3o mundial de operadoras m\u00f3veis que organiza o congresso.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as a isto, as operadoras podem ajudar os governos e as organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais no planejamento e tomada de decis\u00f5es, disse Granyrd.<\/p>\n<p>A GSMA trabalha com 20 grandes operadoras de telecomunica\u00e7\u00f5es presentes em mais de 100 pa\u00edses para estabelecer diretrizes padr\u00e3o sobre como reunir e analisar dados de suas redes em momentos de cat\u00e1strofes.<\/p>\n<p>&#8211; Fotos e tu\u00edtes &#8211;<\/p>\n<p>O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU, a principal ag\u00eancia humanit\u00e1ria contra a fome em n\u00edvel mundial, trabalha com as operadoras m\u00f3veis para saber aonde v\u00e3o as pessoas que fogem de uma \u00e1rea de desastre ou conflito, explicou sua diretora de tecnologia, Enrica Porcari.<\/p>\n<p>\u00c9 muito importante para n\u00f3s saber aonde temos que dirigir nossa ajuda para garantir que chegue \u00e0s pessoas, acrescentou em uma confer\u00eancia.<\/p>\n<p>As ag\u00eancias de ajuda humanit\u00e1ria recorrem tamb\u00e9m \u00e0s milhares de fotos e mensagens que as pessoas trocam em redes sociais para conhecer as condi\u00e7\u00f5es no terreno.<\/p>\n<p>Programas inform\u00e1ticos permitem reunir tu\u00edtes ou outras informa\u00e7\u00f5es que venham de zonas de crise e com base nisso elaborar mapas de zonas inundadas ou identificar os insumos que s\u00e3o necess\u00e1rios ap\u00f3s um furac\u00e3o.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia federal de emerg\u00eancias americana (Fema) lan\u00e7ou um aplicativo que permite aos usu\u00e1rios tirar fotos que s\u00e3o automaticamente geolocalizadas, permitindo assim identificar as zonas mais afetadas.<\/p>\n<p>A Fema tamb\u00e9m contrata pessoas, chamadas ouvintes sociais, que se dedicam a buscar mensagens no Facebook, Snapchat ou outras redes sociais para compilar informa\u00e7\u00f5es \u00fateis para os socorristas.<\/p>\n<p>&#8211; Doa\u00e7\u00f5es com celulares &#8211;<\/p>\n<p>Os smartphones se tornaram ferramentas de arrecada\u00e7\u00e3o de doa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, a porcentagem de doa\u00e7\u00f5es on-line feitas atrav\u00e9s desses aparelhos subiu para 21% em 2017, enquanto era de apenas 9% em 2014, segundo um informe do Blackbaud Institute.<\/p>\n<p>O PMA introduziu em 2015 um aplicativo para smartphones que permite fazer contribui\u00e7\u00f5es rapidamente de um m\u00ednimo de 50 centavos, o suficiente para garantir as necessidades nutricionais de uma crian\u00e7a por um dia.<\/p>\n<p>O aplicativo, ShareTheMeal, foi baixado por mais de um milh\u00e3o de pessoas, que doaram mais de 20 milh\u00f5es de refei\u00e7\u00f5es entregues em pa\u00edses em guerra como S\u00edria e I\u00eamen.<\/p>\n<p>Os usu\u00e1rios podem compartilhar suas doa\u00e7\u00f5es em redes sociais, estimulando outras pessoas a contribu\u00edrem.<\/p>\n<p>&#8211; Base ampliada &#8211;<\/p>\n<p>As doa\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s do aplicatico v\u00eam em sua maioria de jovens que n\u00e3o doam a ag\u00eancias da ONU, disse um representante do ShareTheMeal, Massimiliano Costa.<\/p>\n<p>Ampliamos a base de pessoas que doam, afirmou.<\/p>\n<p>Usamos o telefone o tempo todo, inclusive tiramos fotos de nossa refei\u00e7\u00e3o. Pensamos que seria \u00f3timo se, apenas com um toque, permit\u00edssemos a outra pessoa que n\u00e3o tem nada compartilhar nossa comida, acrescentou.<\/p>\n<p>Diferentemente dos aplicativos, j\u00e1 associados a um cart\u00e3o de cr\u00e9dito ou conta PayPal, se uma pessoa quer doar atrav\u00e9s de um computador precisa inserir os dados de seu meio de pagamento, de modo que costuma adi\u00e1-lo e pode acabar perdendo o impulso para fazer isso, disse Costa.<\/p>\n<p>O Facebook, a maior rede social do mundo, tamb\u00e9m ajuda a aumentar as doa\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s dos telefones m\u00f3veis: desde 2015, as organiza\u00e7\u00f5es beneficentes podem p\u00f4r um bot\u00e3o para receber doa\u00e7\u00f5es em suas p\u00e1ginas.<\/p>\n<p>Quando uma pessoa contribui, compartilha, e essa mensagem carrega, por sua vez, o bot\u00e3o para doar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os celulares est\u00e3o transformando a maneira como as equipes de resgate respondem \u00e0s crises humanit\u00e1rias, permitindo identificar exatamente os lugares mais afetados para canalizar a ajuda depois de um terremoto, furac\u00e3o ou outro desastre. 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