{"id":27616,"date":"2018-03-17T22:08:06","date_gmt":"2018-03-17T22:08:06","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=27616"},"modified":"2018-03-17T22:08:06","modified_gmt":"2018-03-17T22:08:06","slug":"continuam-bombardeios-em-ghuta-oriental-onde-nao-chega-ajuda-humanitaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/continuam-bombardeios-em-ghuta-oriental-onde-nao-chega-ajuda-humanitaria\/","title":{"rendered":"Continuam bombardeios em Ghuta Oriental, onde n\u00e3o chega ajuda humanit\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p>As for\u00e7as s\u00edrias e russas mantiveram nesta quinta-feira (1) a press\u00e3o sobre o enclave rebelde de Ghuta Oriental, enquanto a tr\u00e9gua unilateral segue sem ter os efeitos humanit\u00e1rios esperados no terreno.<\/p>\n<p>Mais de 40 caminh\u00f5es carregados de ajuda humanit\u00e1ria n\u00e3o conseguiram entrar no enclave sitiado desde 2013, onde vivem 400 mil pessoas, o que levou a ONU a pedir novamente a aplica\u00e7\u00e3o do cessar-fogo na \u00e1rea, aprovado no s\u00e1bado.<\/p>\n<p>Uma pausa di\u00e1ria de cinco horas, anunciada na segunda-feira por Moscou, resultou em uma diminui\u00e7\u00e3o dos bombardeios, que mataram centenas de pessoas desde 18 de fevereiro.<\/p>\n<p>Segundo o Observat\u00f3rio S\u00edrio dos Direitos Humanos (OSDH), 613 civis, incluindo cerca de 150 crian\u00e7as, perderam a vida at\u00e9 a data, e mais de 3.500 ficaram feridas.<\/p>\n<p>A For\u00e7a A\u00e9rea s\u00edria realizou bombardeios nesta quinta-feira antes das 09h00 locais, quando come\u00e7ou a tr\u00e9gua, disse o OSDH. Como nos dois \u00faltimos dias, os bombardeios do governo foram retomados ao fim desta pausa, \u00e0s 14h00, e continuaram os confrontos entre o regime e grupos rebeldes, explicou a mesma fonte.<\/p>\n<p>&#8211; Praticamente n\u00e3o h\u00e1 vida &#8211;<\/p>\n<p>O corredor humanit\u00e1rio instaurado pela R\u00fassia para que os civis possam evacuar a zona continuava ostensivamente vazio nesta quinta-feira, pelo terceiro dia consecutivo.<\/p>\n<p>Os \u00fanicos civis que conseguiram deixar Ghuta Oriental esta semana foram um casal de paquistaneses de cerca de 70 anos, segundo o Crescente Vermelho.<\/p>\n<p>O Ex\u00e9rcito russo acusou nesta quinta-feira os grupos rebeldes de impedirem os civis de deixarem o enclave.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tr\u00eas dias, as pessoas n\u00e3o puderam sair de Ghuta Oriental. Forma\u00e7\u00f5es armadas ilegais os pegaram como ref\u00e9ns e n\u00e3o os deixavam partir, assinalou o Ex\u00e9rcito russo em comunicado, afirmando que dezenas de pessoas tentaram.<\/p>\n<p>Os insurgentes negam as acusa\u00e7\u00f5es e asseguram que os habitantes temem deixar o enclave e terminar nas m\u00e3os do governo, ou morrer nos bombardeios.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os combates em terra entre as for\u00e7as do governo e o grupo rebele Jaish al-Islam continuavam seu curso em Al-Shaifuniyah, a nordeste do enclave, muito destru\u00eddo nos \u00faltimos dias.<\/p>\n<p>Praticamente n\u00e3o h\u00e1 vida ali, a zona est\u00e1 completamente destru\u00edda e os civis est\u00e3o enterrados sob os escombros, declarou \u00e0 AFP Siraj Mahmud, porta-voz dos socorristas dos Capacetes Brancos, que operam em zonas rebeldes.<\/p>\n<p>Em Hazeh, uma localidade da Ghuta Oriental, um bombardeio destruiu parte de um edif\u00edcio em 20 de fevereiro, em cujo por\u00e3o havia 21 pessoas refugiadas.<\/p>\n<p>Deixei minha filha no subsolo com seu marido e sua filha, explicou Abu Mohamed, de 60 anos. Voltei no dia seguinte, encontrei o edif\u00edcio destru\u00eddo e ainda n\u00e3o achei minha filha.<\/p>\n<p>Por enquanto os socorristas conseguiram retirar seis corpos.<\/p>\n<p>Segundo a ONU, tr\u00eas quartos das casas do enclave rebelde ficaram danificadas, enquanto centenas de civis feridos, ou doentes, precisam urgentemente ser evacuados.<\/p>\n<p>Os moradores da zona tentam sobreviver apesar da escassez de alimentos e rem\u00e9dios, fruto de um cerco asfixiante imposto pelo governo.<\/p>\n<p>ONU e organiza\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias asseguraram que cinco horas \u00e9 pouco tempo para fazer a ajuda chegar.<\/p>\n<p>O governo, apoiado militarmente pela R\u00fassia, tenta recuperar desde 2015 o enclave rebelde, \u00e1rea de lan\u00e7amento de obuses contra Damasco.<\/p>\n<p>Oito soldados turcos morreram e 13 ficaram feridos nesta quinta-feira no \u00e2mbito da ofensiva realizada pela Turquia contra uma mil\u00edcia curda das Unidades de Prote\u00e7\u00e3o Popular (YPG) na regi\u00e3o de Afrin, no noroeste da S\u00edria.<\/p>\n<p>Com estas novas baixas, o n\u00famero de soldados turcos mortos desde o in\u00edcio da opera\u00e7\u00e3o Ramo de Oliveira, em 20 de janeiro, sobe para ao menos 40.<\/p>\n<p>Em quase sete anos, a guerra na S\u00edria, desencadeada pela dura repress\u00e3o do governo de Bashar al-Assad de manifesta\u00e7\u00f5es pr\u00f3-democracia, deixou mais de 340 mil mortos e milh\u00f5es de deslocados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As for\u00e7as s\u00edrias e russas mantiveram nesta quinta-feira (1) a press\u00e3o sobre o enclave rebelde de Ghuta Oriental, enquanto a tr\u00e9gua unilateral segue sem ter os efeitos humanit\u00e1rios esperados no terreno. 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