{"id":26389,"date":"2018-03-01T13:12:16","date_gmt":"2018-03-01T13:12:16","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=26389"},"modified":"2018-03-01T13:12:16","modified_gmt":"2018-03-01T13:12:16","slug":"vida-latente-no-deserto-do-atacama-sugere-possibilidades-em-marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/vida-latente-no-deserto-do-atacama-sugere-possibilidades-em-marte\/","title":{"rendered":"Vida latente no deserto do Atacama sugere possibilidades em Marte"},"content":{"rendered":"<p>Pode chover uma vez por d\u00e9cada ou menos no deserto da Atacama, mas pequenas bact\u00e9rias e micro-organismos sobrevivem l\u00e1, sugerindo a possibilidade de formas de vida similares em Marte, disseram pesquisadores nesta segunda-feira (26).<\/p>\n<p>O Atacama, que abrange partes do Chile e do Peru, \u00e9 o deserto n\u00e3o polar mais \u00e1rido da Terra e pode conter o meio ambiente mais parecido com o do Planeta Vermelho, afirmou o estudo publicado na revista cient\u00edfica Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).<\/p>\n<p>O pesquisador principal, Dirk Schulze-Makuch, professor da Universidade T\u00e9cnica de Berlim, e colegas fizeram uma viagem ao deserto em 2015 para saber mais sobre o tipo de vida que podia existir ali.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, inesperadamente, choveu.<\/p>\n<p>Os cientistas detectaram uma explos\u00e3o de atividade biol\u00f3gica no solo, e rapidamente come\u00e7aram a usar colheres esterilizadas para coletar amostras.<\/p>\n<p>An\u00e1lises gen\u00f4micas ajudaram a identificar as v\u00e1rias esp\u00e9cies aparentemente nativas de vida microbiana &#8211; em sua maioria bact\u00e9rias &#8211; que de alguma forma se adaptaram para viver no ambiente hostil, ficando inativas por anos, para depois se reanimarem e reproduzirem quando chove.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c1gua, fonte de vida &#8211;<\/p>\n<p>No passado, pesquisadores encontraram organismos moribundos perto da superf\u00edcie e restos de DNA, mas esta \u00e9 realmente a primeira vez que algu\u00e9m conseguiu identificar uma forma persistente de vida vivendo no solo do deserto do Atacama, afirmou Schulze-Makuch.<\/p>\n<p>Acreditamos que essas comunidades microbianas podem ficar adormecidas por centenas ou mesmo milhares de anos em condi\u00e7\u00f5es muito parecidas com o que voc\u00ea encontraria em um planeta como Marte, e depois voltar \u00e0 vida quando chove.<\/p>\n<p>Os cientistas voltaram ao Atacama em 2016 e 2017 para visitas de acompanhamento e descobriram que as mesmas comunidades microbianas do solo estavam retornando gradualmente ao estado latente.<\/p>\n<p>Mas elas n\u00e3o morreram completamente. Os organismos unicelulares, encontrados principalmente nas camadas mais profundas do deserto, formaram comunidades ativas por milh\u00f5es de anos e evolu\u00edram para lidar com as condi\u00e7\u00f5es dif\u00edceis, disse o estudo na Pnas.<\/p>\n<p>Uma vez que Marte teve oceanos e lagos h\u00e1 bilh\u00f5es de anos, os pesquisadores dizem que as primeiras formas de vida podem ter prosperado ali tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>As ag\u00eancias espaciais do mundo est\u00e3o enviando ve\u00edculos robotizados para Marte em uma tentativa de descobrir sinais de vida, mas qualquer tentativa de trazer amostras para a Terra ser\u00e1 cara e complicada.<\/p>\n<p>Schulze-Makuch disse que a pesquisa pode ajudar os cientistas a encontrar maneiras de estudar os micr\u00f3bios marcianos, que podem ter evolu\u00eddo para se adaptar ao clima mais frio e seco do planeta ao longo do tempo, como os micr\u00f3bios do Atacama.<\/p>\n<p>N\u00f3s sabemos que h\u00e1 \u00e1gua congelada no solo marciano, e pesquisas recentes sugerem fortemente quedas de neve noturnas e outros eventos de umidade aumentados perto da superf\u00edcie, disse.<\/p>\n<p>Se a vida j\u00e1 evoluiu em Marte, nossa pesquisa sugere que poderia ter encontrado um nicho subterr\u00e2neo abaixo da superf\u00edcie gravemente hiper-\u00e1rida de hoje.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pode chover uma vez por d\u00e9cada ou menos no deserto da Atacama, mas pequenas bact\u00e9rias e micro-organismos sobrevivem l\u00e1, sugerindo a possibilidade de formas de vida similares em Marte, disseram pesquisadores nesta segunda-feira (26). 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