{"id":26387,"date":"2018-03-01T13:11:19","date_gmt":"2018-03-01T13:11:19","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=26387"},"modified":"2018-03-01T13:11:19","modified_gmt":"2018-03-01T13:11:19","slug":"os-elefantes-de-hoje-nao-se-misturam-como-as-especies-antigas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/os-elefantes-de-hoje-nao-se-misturam-como-as-especies-antigas\/","title":{"rendered":"Os elefantes de hoje n\u00e3o se misturam como as esp\u00e9cies antigas"},"content":{"rendered":"<p>As esp\u00e9cies antigas de elefantes e mamutes se cruzavam, trocando genes que os ajudaram a se adaptar a novos habitats e climas, uma pr\u00e1tica que se perdeu entre os elefantes modernos, disseram pesquisadores nesta segunda-feira.<\/p>\n<p>Hoje, os dois tipos de elefantes vivos na \u00c1frica &#8211; da savana e da floresta &#8211; s\u00e3o de fato esp\u00e9cies diferentes, mas os pesquisadores n\u00e3o encontraram evid\u00eancias recentes de que eles acasalem entre si.<\/p>\n<p>O estudo oferece o primeiro olhar abrangente sobre o genoma de mamutes e mastodontes e seus primos elefantes, uma vez abundantes na Terra, mas hoje em decl\u00ednio por causa da ca\u00e7a proibida, que mata 50 mil exemplares por ano.<\/p>\n<p>A miscigena\u00e7\u00e3o pode ajudar a explicar por que os mamutes foram t\u00e3o bem-sucedidos em ambientes t\u00e3o diversos e por tanto tempo, disse o autor s\u00eanior Hendrik Poinar, um geneticista evolutivo da Universidade McMaster.<\/p>\n<p>Esses dados gen\u00f4micos tamb\u00e9m nos dizem que a biologia \u00e9 bagun\u00e7ada e que a evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorre de forma organizada e linear.<\/p>\n<p>Muitas outras esp\u00e9cies relacionadas s\u00e3o conhecidas por cruzarem entre si, incluindo os ursos pardos e polares e os orangotangos de Sumatra e Born\u00e9u.<\/p>\n<p>Mas a forma como isso aconteceu entre os elefantes &#8211; que surgiram h\u00e1 entre cinco e 10 milh\u00f5es de anos na \u00c1frica e que j\u00e1 estiveram entre os grandes animais mais difundidos na Terra &#8211; n\u00e3o estava clara at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>Para o estudo, pesquisadores internacionais sequenciaram 14 genomas, incluindo os de dois mastodontes americanos, um elefante de presas retas de 120 mil anos de idade, um mamute colombiano e indiv\u00edduos de popula\u00e7\u00f5es de elefantes modernos na \u00c1frica e na \u00c1sia.<\/p>\n<p>Um dos elefantes extintos que h\u00e1 muito intrigava especialistas era o elefante de presas retas, que tradicionalmente era agrupado com os elefantes asi\u00e1ticos atuais porque a forma do cr\u00e2nio e o tamanho dos dentes eram semelhantes.<\/p>\n<p>Mas o estudo descobriu que os elefantes de presas retas eram na verdade um h\u00edbrido com por\u00e7\u00f5es de sua composi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica provenientes de um antigo elefante africano, do mamute lanoso e os elefantes da floresta atuais, revela o trabalho publicado na revista cient\u00edfica Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).<\/p>\n<p>As descobertas foram extremamente surpreendentes para n\u00f3s, disse Eleftheria Palkopoulou, cientista na Universidade de Harvard.<\/p>\n<p>As rela\u00e7\u00f5es na popula\u00e7\u00e3o de elefantes n\u00e3o podiam ser explicadas por divis\u00f5es simples, fornecendo pistas para entender a evolu\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies ic\u00f4nicas, acrescentou.<\/p>\n<p>Os estudos do genoma revelaram m\u00faltiplos grandes eventos de cruzamentos entre diferentes esp\u00e9cies antigas, destacando como isso desempenhou um papel fundamental na evolu\u00e7\u00e3o do elefante, afirmou o estudo.<\/p>\n<p>Mas eles n\u00e3o mostraram evid\u00eancias gen\u00e9ticas de cruzamento entre os elefantes africanos da floresta e da savana, sugerindo que eles viveram em isolamento quase completo nos \u00faltimos 500 mil anos, apesar de viverem em habitats vizinhos.<\/p>\n<p>O coautor s\u00eanior David Reich, de Harvard, disse que o estudo mostra que os elefantes africanos da savana e da floresta estiveram isolados por longos per\u00edodos de tempo &#8211; tornando cada um digno de um estado de conserva\u00e7\u00e3o independente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As esp\u00e9cies antigas de elefantes e mamutes se cruzavam, trocando genes que os ajudaram a se adaptar a novos habitats e climas, uma pr\u00e1tica que se perdeu entre os elefantes modernos, disseram pesquisadores nesta segunda-feira. 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