{"id":25393,"date":"2018-02-26T02:54:32","date_gmt":"2018-02-26T02:54:32","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=25393"},"modified":"2018-02-26T02:54:32","modified_gmt":"2018-02-26T02:54:32","slug":"falta-trabalho-no-pais-para-264-milhoes-de-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/falta-trabalho-no-pais-para-264-milhoes-de-brasileiros\/","title":{"rendered":"Falta trabalho no pa\u00eds para 26,4 milh\u00f5es de brasileiros"},"content":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. Quando 2017 acabou, faltava trabalho para cerca de 26,4 milh\u00f5es de brasileiros, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) trimestral divulgada na sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Esse n\u00famero representa os trabalhadores subutilizados, grupo que re\u00fane pessoas que poderiam trabalhar, mas est\u00e3o desocupadas, e aqueles que trabalham menos de 40 horas semanais.<\/p>\n<p>O \u00edndice de subutiliza\u00e7\u00e3o atingiu 23,6% da for\u00e7a de trabalho no quarto trimestre de 2017, uma queda em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior, de 23,9%, mas ainda acima do registrado no mesmo per\u00edodo do ano passado, de 22,2%.<\/p>\n<p>Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, a popula\u00e7\u00e3o de trabalhadores subutilizados tem \u201cpraticamente um perfil \u00fanico\u201d: \u201cos jovens, dadas as dificuldades e barreiras de eles se inserirem no mercado de trabalho, falta de experi\u00eancia, falta de qualifica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Sem esperan\u00e7a. O n\u00famero de pessoas que perderam a expectativa de conseguir um emprego e desistiram de procurar \u2013 chamados pelo IBGE de \u201cdesalentados\u201d \u2013 dobrou nos \u00faltimos cinco anos. Segundo a Pnad, o total de pessoas em desalento chegou a 4,3 milh\u00f5es no fim de 2017. Esse \u00e9 o maior n\u00famero j\u00e1 registrado desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 2012, quando 1,9 milh\u00e3o eram consideradas desalentadas. No fim de 2016, eram 3,8 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o desalentada \u00e9, segundo o IBGE, aquela fora da for\u00e7a de trabalho por n\u00e3o conseguir servi\u00e7o, n\u00e3o ter experi\u00eancia, ser muito jovem ou idosa, ou ainda n\u00e3o ter encontrado trabalho na localidade. \u201cA causa disso pode ser o ambiente econ\u00f4mico, que coloca muita gente na rua desempregada e desestimula a procura por emprego\u201d, afirmou Cimar Azeredo.<\/p>\n<p>J\u00f4nata Francisco Alves, 34, ainda n\u00e3o desistiu. Depois de seis meses procurando emprego sem nenhuma resposta, o desespero o levou a colocar faixas pela cidade. \u201cN\u00e3o acho nada, s\u00f3 bicos. No fim de semana vou vender balas no metr\u00f4. Estou aberto ao que aparecer, pois \u00e9 muito duro ver sua filha pedir um p\u00e3o e n\u00e3o ter dinheiro para comprar\u201d, lamenta J\u00f4nata, que j\u00e1 recebeu algumas liga\u00e7\u00f5es e est\u00e1 torcendo para a estrat\u00e9gia dar certo. (Com Queila Ariadne)<br \/>\nPessoa sem carteira ganha 44% menos<\/p>\n<p>Rio de Janeiro. O trabalhador que n\u00e3o tem carteira assinada recebe, em m\u00e9dia, 44% menos que o trabalhador formal. \u00c9 o que aponta o detalhamento da Pnad divulgado na sexta-feira pelo IBGE. De acordo com a pesquisa, o rendimento mensal m\u00e9dio do trabalhador com carteira assinada no pa\u00eds era de R$ 2.090 no \u00faltimo trimestre do ano passado. J\u00e1 os empregados sem carteira tiveram renda m\u00e9dia de R$ 1.179.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio pode come\u00e7ar a mudar. Depois de tr\u00eas anos de queda, a gera\u00e7\u00e3o de empregos formais deve voltar a ser positiva em 2018. Esse crescimento, no entanto, ainda se dar\u00e1 por meio de vagas que exigem uma qualifica\u00e7\u00e3o mais baixa \u2013 mas que, em geral, s\u00e3o ocupadas por candidatos com n\u00edvel de escolaridade maior. \u00c9 o que mostra um estudo da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC). \u201cAs empresas est\u00e3o com um poder de barganha enorme para escolher o bom e barato. O bom \u00e9 o qualificado, e o barato \u00e9 o jovem\u201d, explicou Fabio Bentes, chefe da Divis\u00e3o Econ\u00f4mica da CNC.<\/p>\n<p>Olhar limitado<\/p>\n<p>\u201cUm quinto da popula\u00e7\u00e3o apta a trabalhar no Sudeste est\u00e1 subutilizada. (&#8230;) A pol\u00edtica hoje tem que olhar para 26,4 milh\u00f5es de pessoas, n\u00e3o para 12 milh\u00f5es de pessoas (desempregadas).\u201d<\/p>\n<p>Cimar Azeredo<\/p>\n<p>Coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE<\/p>\n<p>Informalidade<\/p>\n<p>\u201c2018 ser\u00e1 um ano de recupera\u00e7\u00e3o do emprego formal, mas, possivelmente, o aumento ser\u00e1 ainda maior nas ocupa\u00e7\u00f5es informais (sem carteira assinada).\u201d<\/p>\n<p>Fernando de Holanda Barbosa Filho<\/p>\n<p>Pesquisador do Ibre da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas<\/p>\n<p>Saiba mais sobre o emprego no Brasil<\/p>\n<p>Taxa de desemprego. Em 2017, o \u00edndice fechou o \u00faltimo trimestre em 11,8%. Com isso, a taxa m\u00e9dia anual passou de 11,5% em 2016 para 12,7% em 2017, a maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pnad Cont\u00ednua, iniciada em 2012.<\/p>\n<p>Cor. A participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o preta no contingente de pessoas desocupadas aumentou de 9,6% em 2012 para 11,9% em 2017.<\/p>\n<p>Escalada. O contingente de desocupados no Brasil era de 6,7 milh\u00f5es de pessoas em 2012. Em 2017 subiu para 12,3 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Informalidade. No quarto trimestre de 2017, 75% dos empregados do setor privado (exceto trabalhadores dom\u00e9sticos) tinham carteira de trabalho assinada. Os outros 25% estavam informais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. Quando 2017 acabou, faltava trabalho para cerca de 26,4 milh\u00f5es de brasileiros, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) trimestral divulgada na sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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