{"id":25162,"date":"2018-02-26T01:19:36","date_gmt":"2018-02-26T01:19:36","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=25162"},"modified":"2018-02-26T01:19:36","modified_gmt":"2018-02-26T01:19:36","slug":"relatores-da-onu-denunciam-execucao-de-menores-no-rio-pela-pm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/relatores-da-onu-denunciam-execucao-de-menores-no-rio-pela-pm\/","title":{"rendered":"Relatores da ONU denunciam execu\u00e7\u00e3o de menores no Rio pela PM"},"content":{"rendered":"<p>Relatores e peritos da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) denunciam a execu\u00e7\u00e3o de menores nas favelas do Rio de Janeiro no contexto de opera\u00e7\u00f5es de combate \u00e0s drogas na cidade. Numa carta confidencial enviada por relatores das Na\u00e7\u00f5es Unidas, o governo \u00e9 acusado de fracassar em adotar medidas para evitar essas mortes durante opera\u00e7\u00f5es de combate \u00e0s drogas.<\/p>\n<p>O uso repetido de for\u00e7a letal sugere o fracasso do governo brasileiro em tomar medidas de precau\u00e7\u00e3o para impedir a perda de vidas, diz a carta, enviada em 30 de agosto passado e que n\u00e3o foi respondida pelas autoridades brasileiras.<\/p>\n<p>O comunicado \u00e9 assinado por Agnes Callamard, relatora especial sobre Execu\u00e7\u00f5es Sum\u00e1rias, Sabelo Gumedze, chefe do Grupo de Trabalho sobre Povos de Descend\u00eancia Africana, e Dainius Puras, respons\u00e1vel pela relatoria sobre Direito \u00e0 Sa\u00fade.<\/p>\n<p>A carta se refere \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de cinco menores entre mar\u00e7o e julho de 2017 e pede que os respons\u00e1veis sejam investigados e punidos. Os nomes das v\u00edtimas foram mantidos em sigilo. Os relatores destacam que todos teriam sido alvos da Pol\u00edcia Militar.<\/p>\n<p>No dia 25 de mar\u00e7o, por exemplo, um dos adolescentes recebeu mais de um tiro. Depois do primeiro tiro, ele caiu e apelou por ajuda. Mas, em vez disso, foi morto, diz o texto. De acordo com a carta, a Pol\u00edcia Militar alegou que se tratava de um traficante.<\/p>\n<p>No dia 30 de mar\u00e7o, uma menina de 13 anos foi morta em uma escola em Acari. A Pol\u00edcia Militar afirma que ela foi morta por uma bala perdida, apesar de ela ter sido atingida por pelo menos tr\u00eas tiros entre os oito disparados pela pol\u00edcia. Dois outros casos se referem \u00e0 execu\u00e7\u00f5es em abril, no Morro do Alem\u00e3o.<\/p>\n<p>No dia 4 de julho, uma garota de dez anos teria sido atingida na cabe\u00e7a por um disparo feito por um policial, na favela Camarista Meier. Profunda preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 expressada sobre as cinco mortes citadas de crian\u00e7as, afirmaram os relatores.<\/p>\n<p>O grupo da ONU pediu em 30 de agosto explica\u00e7\u00f5es sobre esses casos e detalhes sobre o progresso de investiga\u00e7\u00f5es que tenham sido realizadas. Os relatores tamb\u00e9m querem saber quais medidas foram adotadas para proteger civis em casos de opera\u00e7\u00f5es antidrogas no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Enviada no dia 30 de agosto de 2017, os peritos davam 60 dias para que o governo brasileiro respondesse \u00e0 carta. At\u00e9 o in\u00edcio desta semana, nenhuma resposta havia sido enviada, segundo a ONU<\/p>\n<p>A reportagem procurou o governo do Rio, mas ainda n\u00e3o obteve resposta. O espa\u00e7o est\u00e1 aberto para manifesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relatores e peritos da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) denunciam a execu\u00e7\u00e3o de menores nas favelas do Rio de Janeiro no contexto de opera\u00e7\u00f5es de combate \u00e0s drogas na cidade. 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