{"id":24019,"date":"2018-02-22T06:53:56","date_gmt":"2018-02-22T06:53:56","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=24019"},"modified":"2018-02-22T06:53:56","modified_gmt":"2018-02-22T06:53:56","slug":"brasil-relata-forte-aumento-de-casos-de-febre-amarela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/brasil-relata-forte-aumento-de-casos-de-febre-amarela\/","title":{"rendered":"Brasil relata forte aumento de casos de febre amarela"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil, epicentro do surto de febre amarela que afeta regi\u00f5es das Am\u00e9ricas h\u00e1 dois anos, notificou um forte aumento de casos em janeiro, em particular perto de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, anunciou nesta ter\u00e7a-feira (20) a Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (OPS).<\/p>\n<p>Durante as primeiras quatro semanas de 2018 foi observado um aumento exponencial do n\u00famero de casos confirmados de febre amarela, declarou a OPS em sua mais recente atualiza\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica sobre a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Os casos reportados nos estados de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro ultrapassam significativamente o notificado no per\u00edodo sazonal anterior, 2016-2017, com casos registrados em \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0s grandes cidades, acrescentou.<\/p>\n<p>A OPS, organismo regional da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), disse que entre 1\u00ba de julho de 2017 e 15 de fevereiro de 2018, foram reportados no Brasil 409 casos humanos confirmados de febre amarela, incluindo 118 mortes.<\/p>\n<p>O estado mais atingido foi S\u00e3o Paulo (183 casos, incluindo 46 falecimentos), seguido por Minas Gerais (157, 44), Rio de Janeiro (68, 27) e Distrito Federal (um caso fatal).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram notificados no Brasil casos confirmados de febre amarela em dois viajantes europeus n\u00e3o vacinados que estiveram em munic\u00edpios considerados de risco por evid\u00eancia pr\u00e9via de circula\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8211; Aedes aegypti n\u00e3o envolvido &#8211;<\/p>\n<p>A febre amarela \u00e9 uma doen\u00e7a viral aguda transmitida em zonas florestais pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, que atinge principalmente os primatas n\u00e3o humanos. Acidentalmente, os humanos acabam infectados por picadas de mosquitos portadores do v\u00edrus.<\/p>\n<p>Em \u00e1reas urbanas, o vetor da febre amarela \u00e9 o mosquito Aedes aegypti, mas a OPS negou por enquanto casos humanos causados por este inseto.<\/p>\n<p>At\u00e9 esta data, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de que o Aedes aegypti esteja envolvido na transmiss\u00e3o, declarou.<\/p>\n<p>Segundo o \u00faltimo boletim, os locais prov\u00e1veis de infec\u00e7\u00e3o de todos os casos confirmados correspondem a \u00e1reas com ocorr\u00eancias documentadas de febre amarela em primatas n\u00e3o humanos.<\/p>\n<p>Entretanto, disse que o Brasil informou da detec\u00e7\u00e3o do v\u00edrus da febre amarela em mosquitos Aedes albopictus, um tipo pr\u00f3prio de \u00e1reas periurbanas.<\/p>\n<p>As \u00e1reas com maior incid\u00eancia de casos confirmados no Brasil s\u00e3o os munic\u00edpios de Mairipor\u00e3 (a 15 quil\u00f4metros de S\u00e3o Paulo), Teres\u00f3polis (a 96 quil\u00f4metros do Rio de Janeiro) e os que se localizam a sul e sudeste de Belo Horizonte, onde n\u00e3o haviam sido detectados casos humanos no per\u00edodo de 2016-2017.<\/p>\n<p>&#8211; Casos no Peru &#8211;<\/p>\n<p>Al\u00e9m do sudeste do Brasil, de onde se expandiu esse surto de febre amarela h\u00e1 dois anos, o Peru relatou novos casos da doen\u00e7a em janeiro, anunciou a OPS.<\/p>\n<p>As autoridades peruanas informaram de tr\u00eas prov\u00e1veis doentes de febre amarela nas quatro primeiras semanas de 2018, um dos quais faleceu. Dos dois casos que sobreviveram, um foi confirmado pelo laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>De janeiro a dezembro de 2017, o Peru notificou um total de 14 casos de febre amarela.<\/p>\n<p>Junto com Brasil e Peru, outros cincos pa\u00edses e territ\u00f3rios americanos reportaram casos confirmados de febre amarela entre janeiro de 2016 e janeiro de 2018: Bol\u00edvia, Col\u00f4mbia, Equador, Guiana Francesa, Peru e Suriname, detalhou a OPS.<\/p>\n<p>Durante este per\u00edodo foi notificado o maior n\u00famero de casos humanos e epizootias registrados na regi\u00e3o das Am\u00e9ricas em v\u00e1rias d\u00e9cadas, indicou.<\/p>\n<p>Segundo dados da OPS, na temporada sazonal 2016-2017 foram relatados mais de 800 casos, em sua maioria no sudeste do Brasil.<\/p>\n<p>A febre amarela provoca altas temperaturas, calafrios, cansa\u00e7o, dores de cabe\u00e7a e musculares, geralmente associadas a enjoos e v\u00f4mitos. Os casos severos levam \u00e0 insufici\u00eancia renal e hep\u00e1tica, icter\u00edcia e hemorragia.<\/p>\n<p>A vacina \u00e9 a medida preventiva mais importante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil, epicentro do surto de febre amarela que afeta regi\u00f5es das Am\u00e9ricas h\u00e1 dois anos, notificou um forte aumento de casos em janeiro, em particular perto de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, anunciou nesta ter\u00e7a-feira (20) a Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (OPS). 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