{"id":23489,"date":"2018-02-21T00:13:48","date_gmt":"2018-02-21T00:13:48","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=23489"},"modified":"2018-02-21T00:13:48","modified_gmt":"2018-02-21T00:13:48","slug":"veja-as-ferramentas-de-propaganda-russas-usadas-nas-eleicoes-de-2016-nos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/veja-as-ferramentas-de-propaganda-russas-usadas-nas-eleicoes-de-2016-nos-eua\/","title":{"rendered":"Veja as ferramentas de propaganda russas usadas nas elei\u00e7\u00f5es de 2016 nos EUA"},"content":{"rendered":"<p>Contas falsas em redes sociais, coment\u00e1rios a favor e contra Donald Trump, manifestantes pagos: uma vasta opera\u00e7\u00e3o de propaganda foi conduzida da R\u00fassia para promover a vit\u00f3ria do candidato republicano \u00e0 Casa Branca, em 2016, segundo a Justi\u00e7a americana.<\/p>\n<p>O procurador especial Robert Mueller, encarregado de investigar um poss\u00edvel conluio entre a equipe de campanha de Trump e a R\u00fassia, acusou 13 cidad\u00e3os russos de conspirar para fraudar as elei\u00e7\u00f5es nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O auto de acusa\u00e7\u00e3o detalha uma empreitada de desestabiliza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s das redes sociais, financiada com milh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>&#8211; Os instigadores &#8211;<\/p>\n<p>A campanha, que teria come\u00e7ado em 2014, era chefiada por uma sociedade sediada em S\u00e3o Petersburgo, denominada Ag\u00eancia de Investiga\u00e7\u00e3o na Internet, financiada por Evgeny Prigojine, um homem pr\u00f3ximo do presidente russo, Vladimir Putin.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia supostamente realizou uma guerra de informa\u00e7\u00e3o contra os Estados Unidos, mediante o uso de identidades falsas nas redes sociais e em m\u00eddias digitais, com o objetivo de criar instabilidade pol\u00edtica com o apoio de grupos radicais, usu\u00e1rios insatisfeitos com a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social e dos movimentos da oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o foi realizada desde o in\u00edcio das prim\u00e1rias republicanas e democratas para favorecer Trump e prejudicar Hillary Clinton.<\/p>\n<p>Em setembro de 2016, a ag\u00eancia se beneficiou de um or\u00e7amento mensal de mais de 1,2 milh\u00e3o de d\u00f3lares por suas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8211; Contas falsas &#8211;<\/p>\n<p>A ag\u00eancia criou v\u00e1rias p\u00e1ginas, inclusive concorrentes de Facebook e Instagram, dedicadas a rela\u00e7\u00f5es raciais (Blacktivistes), imigra\u00e7\u00e3o (Fronteiras seguras) e religi\u00e3o (Mu\u00e7ulmanos Unidos da Am\u00e9rica e O Ex\u00e9rcito de Jesus) com a finalidade de desinformar.<\/p>\n<p>Segundo o informe, tamb\u00e9m controlou v\u00e1rias contas falsas de Twitter e Facebook favor\u00e1veis a Trump. Uma delas, do Partido Republicano no Tennessee, vazou informa\u00e7\u00f5es falsas sobre uma investiga\u00e7\u00e3o por fraude eleitoral nas prim\u00e1rias democratas na Carolina do Norte.<\/p>\n<p>A partir de 2016, a ag\u00eancia difundiu amplamente alguns hashtags para influenciar os trending topics do Twitter (#Trump2016 o #Hillary4Prison).<\/p>\n<p>Dias antes da vota\u00e7\u00e3o, a Blacktivists finalmente pediu voto para a candidata ambientalista Jill Stein e a Mu\u00e7ulmanos Unidos da Am\u00e9rica \u200bpublicou uma mensagem que dizia que a maioria dos mu\u00e7ulmanos se negam a votar em Hillary Clinton.<\/p>\n<p>&#8211; Compras publicit\u00e1rias &#8211;<\/p>\n<p>A ag\u00eancia, supostamente, produziu, comprou e publicou espa\u00e7o publicit\u00e1rio na rede, apoiando expressamente o candidato Trump e se opondo a Clinton, inclusive mediante a promo\u00e7\u00e3o de manifesta\u00e7\u00f5es ou com\u00edcios. Para manter isso, a empresa teria aberto de forma fraudulenta contas banc\u00e1rias nos Estados Unidos usando documentos de identidade falsos, pagos via PayPal ou com moedas virtuais.<\/p>\n<p>A compra de publicidade pol\u00edtica por parte de estrangeiros \u00e9 proibida nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>&#8211; Organizando manifesta\u00e7\u00f5es &#8211;<\/p>\n<p>Utilizando identidades falsas e contas falsas nas redes sociais, os operadores da ag\u00eancia contataram grupos de apoio locais a Trump para organizar manifesta\u00e7\u00f5es e recrutar ativistas, inclusive na Fl\u00f3rida, um estado-chave, onde o republicano venceu. A ag\u00eancia supostamente pagou a uma dubl\u00ea de Hillary, vestindo o uniforme usado por presos nos EUA, durante uma manifesta\u00e7\u00e3o em West Palm Beach. Em seguida, teriam pago a ela uma viagem para participar, com trajes de presidi\u00e1ria, de um ato em Nova York.<\/p>\n<p>Segundo os informes, a ag\u00eancia financiou e fez publicidade de outros com\u00edcios depois das elei\u00e7\u00f5es, inclusive duas manifesta\u00e7\u00f5es rivais celebradas no mesmo dia em Nova York e uma marcha contra Trump em Charlotte.<\/p>\n<p>&#8211; Contatos com a campanha de Trump &#8211;<\/p>\n<p>A acusa\u00e7\u00e3o n\u00e3o aporta nada que possa sustentar um poss\u00edvel conluio entre a equipe de Trump e a R\u00fassia. Simplesmente se refere a um volunt\u00e1rio da campanha em Nova York sem saber, contatado pelos operadores russos e que forneceu gratuitamente material de campanha.<\/p>\n<p>&#8211; Elei\u00e7\u00e3o arranjada? &#8211;<\/p>\n<p>O n\u00famero dois do Departamento de Justi\u00e7a dos Estados Unidos, Rod Rosenstein, assegurou que n\u00e3o havia ind\u00edcios de que o resultado final das elei\u00e7\u00f5es tenha sido influenciado por essa vasta campanha de propaganda.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contas falsas em redes sociais, coment\u00e1rios a favor e contra Donald Trump, manifestantes pagos: uma vasta opera\u00e7\u00e3o de propaganda foi conduzida da R\u00fassia para promover a vit\u00f3ria do candidato republicano \u00e0 Casa Branca, em 2016, segundo a Justi\u00e7a americana. 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