{"id":22933,"date":"2018-02-19T18:14:36","date_gmt":"2018-02-19T18:14:36","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=22933"},"modified":"2018-02-19T18:14:36","modified_gmt":"2018-02-19T18:14:36","slug":"brasil-supera-canada-e-sobe-no-ranking-de-producao-de-energia-eolica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/brasil-supera-canada-e-sobe-no-ranking-de-producao-de-energia-eolica\/","title":{"rendered":"Brasil supera Canad\u00e1 e sobe no ranking de produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica"},"content":{"rendered":"<p>Sopram bons ventos para o Brasil, pelo menos para a gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica. Tanto que o pa\u00eds subiu uma posi\u00e7\u00e3o no ranking mundial que afere a capacidade instalada de produ\u00e7\u00e3o desse tipo de energia, passando o Canad\u00e1, e agora ocupa o oitavo lugar, conforme o Global Wind Statistic 2017, documento anual com dados mundiais de energia e\u00f3lica produzido pelo Global Wind Energy Council (GWEC).<\/p>\n<p>Em 2016, foi a vez do Brasil superar a It\u00e1lia no ranking e, dessa forma, passou ocupar a nona posi\u00e7\u00e3o. Atualmente, a capacidade de energia instalada no pa\u00eds \u00e9 de 12,76 gigawatts (GW), contra os 12,39 GW do Canad\u00e1. Na lista, a China lidera, com 188,23 GW; seguida pelos Estados Unidos, com 89,07 GW; e a Alemanha, com 56,132 GW de capacidade instalada. A \u00cdndia, Espanha, Reino Unido e a Fran\u00e7a completam o ranking dos sete primeiros.<\/p>\n<p>O fundador da Energia Pura \u2013 que atua nos segmentos de energia e\u00f3lica e solar fotovoltaica, com sede em S\u00e3o Paulo \u2013, Ronald Thom\u00e9, aposta na expans\u00e3o do setor. \u201cAli\u00e1s, eu vi o segmento crescer. Quando comecei, em 1993, praticamente n\u00e3o se falava em energia limpa no pa\u00eds e a gera\u00e7\u00e3o era muito pequena\u201d, observa.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros confirmam a an\u00e1lise do especialista. O segmento \u00e9 respons\u00e1vel por 8,3% da energia produzida no pa\u00eds, percentual ainda distante dos 60,9% produzido pelas hidrel\u00e9tricas, mas j\u00e1 pr\u00f3ximo dos 9,3% da produ\u00e7\u00e3o das usinas de biomassa, que ocupam o segundo posto no ranking nacional, conforme dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia E\u00f3lica (Abee\u00f3lica), que re\u00fane empresas do setor.<\/p>\n<p>A energia produzida pelas usinas e\u00f3licas chegou a ser respons\u00e1vel por 64% da energia consumida na regi\u00e3o Nordeste do Brasil, no dia 14 de setembro do ano passado. Ali\u00e1s, essa regi\u00e3o \u00e9 que lidera a capacidade de produ\u00e7\u00e3o de energia a partir dos ventos, sendo o Rio Grande do Norte o Estado que mais produziu energia usando ao for\u00e7a dos ventos. S\u00e3o 3.678,85 MW de capacidade instalada distribu\u00edda em 135 parques e\u00f3licos.<\/p>\n<p>Em Minas Gerais, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma opera\u00e7\u00e3o que produza energia e\u00f3lica, conforme o engenheiro de tecnologia e normaliza\u00e7\u00e3o da Companhia Energ\u00e9tica de Minas Gerais (Cemig), Marcio Eli Moreira de Souza. \u201cNo nosso Estado existe o potencial, mas os custos de implanta\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o apresentam viabilidade econ\u00f4mica\u201d, diz.<\/p>\n<p>Ele explica que o Atlas E\u00f3lico, elaborado pela Cemig em 2010, identificou um potencial de 39 MW em Minas Gerais. Nas imedia\u00e7\u00f5es da Serra do Espinha\u00e7o, no Norte do Estado, \u00e9 a localidade que apresenta as melhores condi\u00e7\u00f5es para a gera\u00e7\u00e3o desse tipo de energia. \u201cNo nosso Estado, a log\u00edstica de implanta\u00e7\u00e3o \u00e9 o grande impeditivo, pois os \u2018bons ventos\u2019 est\u00e3o no alto das montanhas e o acesso inviabiliza a instala\u00e7\u00e3o de parque e\u00f3licos\u201d, observa. E acrescenta que no litoral nordestino, que \u00e9 l\u00edder no Brasil, o custo \u00e9 menor.<\/p>\n<p>Para a Abee\u00f3lica, Minas tem potencial, que acaba esbarrando na produtividade dos ventos da regi\u00e3o Nordeste, que \u00e9 bem maior que no resto do pa\u00eds, o que faz com que os parques acabem concentrados na regi\u00e3o. (Com ag\u00eancias)<\/p>\n<p>Pa\u00eds ter\u00e1 252 novos parques at\u00e9 2023<\/p>\n<p>A energia e\u00f3lica no pa\u00eds come\u00e7ou em 1992, com o in\u00edcio da opera\u00e7\u00e3o comercial do primeiro aerogerador instalado no Brasil, fruto de uma parceria entre o Centro Brasileiro de Energia E\u00f3lica (CBEE) e a Companhia Energ\u00e9tica de Pernambuco (CELPE), por meio de financiamento do instituto de pesquisas dinamarqu\u00eas Folkecenter.<\/p>\n<p>Essa turbina e\u00f3lica, de 225 kW, foi a primeira a entrar em opera\u00e7\u00e3o comercial na Am\u00e9rica do Sul, em 1992, localizada no arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha, em Pernambuco.<\/p>\n<p>Em Minas Gerais, a usina e\u00f3lica de Camelinho, em Gouveia, no Vale do Jequitinhonha, constru\u00edda em 1994, foi a primeira ligada ao Sistema Interligado Nacional. De propriedade da Cemig, essa usina acabou sendo doada para a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para fins acad\u00eamicos. Atualmente, a estatal tem parques e\u00f3licos na regi\u00e3o Nordeste do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em todo o pa\u00eds, h\u00e1 cerca de 500 parques e\u00f3licos, conforme a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia E\u00f3lica (Abee\u00f3lica). Considerando os contratos j\u00e1 assinados, ser\u00e3o mais 252 novos parques e\u00f3licos at\u00e9 2023, num total de mais 5,8 GW.<\/p>\n<p>No ano passado, em m\u00e9dia, 18 milh\u00f5es de resid\u00eancias por m\u00eas foram abastecidas com esse tipo de energia no pa\u00eds. A entidade estima que o Brasil, cuja capacidade instalada \u00e9 12,76 GW, tenha potencial e\u00f3lico superior a 500 GW. (Com ag\u00eancias)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sopram bons ventos para o Brasil, pelo menos para a gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica. 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