{"id":22787,"date":"2018-02-19T17:45:02","date_gmt":"2018-02-19T17:45:02","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=22787"},"modified":"2018-02-19T17:45:02","modified_gmt":"2018-02-19T17:45:02","slug":"blocos-de-bh-defendem-criacao-de-passarelas-para-desfiles-e-seguranca-cidada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/blocos-de-bh-defendem-criacao-de-passarelas-para-desfiles-e-seguranca-cidada\/","title":{"rendered":"Blocos de BH defendem cria\u00e7\u00e3o de passarelas para desfiles e seguran\u00e7a cidad\u00e3"},"content":{"rendered":"<p>Na boca do foli\u00e3o, s\u00f3 elogios: muito agito, gente bonita, poucas ocorr\u00eancias policiais, diversidade de ritmos e samba no p\u00e9, ax\u00e9 na cabe\u00e7a, funk para turbinar a folia e marchinhas relembrando outros tempos. Os organizadores e produtores dos blocos tamb\u00e9m atestam o sucesso do carnaval 2018 em Belo Horizonte, embora cientes de que a estrutura pode melhorar, principalmente para os pesos-pesados dos desfiles, que defendem a necessidade de cria\u00e7\u00e3o de circuitos pr\u00e9-definidos a fim de diminuir impactos urbanos e fazer a cidade entender a festa sem desafinar.<\/p>\n<p>Se os maiores blocos querem explorar mais as ruas, com apoio municipal, os de engajamento social, em especial no \u00e2mbito da ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico, defendem a liberdade de continuar colorindo a cidade de uma forma diversa e democr\u00e1tica. E sem problemas com as autoridades.<\/p>\n<p> \u201cPrecisamos de uma seguran\u00e7a cidad\u00e3, comunit\u00e1ria e humanizada durante o carnaval. A Pol\u00edcia Militar, por exemplo, precisa mudar a forma de perceber a alegria das pessoas no per\u00edodo\u201d, diz Rafael Barros, integrante do Filhos de Tcha Tcha, que normalmente sai em \u00e1reas de ocupa\u00e7\u00e3o e este ano desfilou na Regi\u00e3o do Barreiro, com cerca de mil foli\u00f5es.<\/p>\n<p>Na segunda-feira, a dispers\u00e3o numa \u00e1rea de ocupa\u00e7\u00e3o foi alvo, segundo Barros, da \u201ctrucul\u00eancia e viol\u00eancia\u201d de policiais no lugar do di\u00e1logo. A PM nega trucul\u00eancia e afirma que os integrantes desrespeitaram o hor\u00e1rio marcado para a conclus\u00e3o do desfile e pedras foram arremessadas nos PMs, al\u00e9m de uma mulher ter desacatado os militares.<\/p>\n<p>Campe\u00e3o de audi\u00eancia no carnaval de 2018, o bloco Baianas Ozadas arrastou 650 mil pessoas pelas avenidas Amazonas e Afonso Pena segundo os organizadores. O aumento de cerca de 150 mil pessoas em rela\u00e7\u00e3o a 2017 aumentou tamb\u00e9m os n\u00edveis de anima\u00e7\u00e3o e emo\u00e7\u00e3o do desfile, mas trouxe junto as dificuldades, principalmente de deslocamento do trio, que saiu da Afonso Pena entre as ruas Bahia e Esp\u00edrito Santo, entrou na Avenida Amazonas e terminou na Pra\u00e7a Rui Barbosa (da Esta\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Segundo a empres\u00e1ria do bloco, Pollyana Paix\u00e3o, o fechamento do sentido rodovi\u00e1ria da Afonso Pena por conta dos desfiles dos blocos caricatos fez com que a aglomera\u00e7\u00e3o se iniciasse prioritariamente na frente o trio, o que dificultou a sa\u00edda e exigiu paci\u00eancia dos foli\u00f5es e da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o que, na avalia\u00e7\u00e3o da empres\u00e1ria, poderia ter sido majorada era o n\u00famero de seguran\u00e7as contratados \u2013 foram 50 este ano \u2013 para manter a corda no entorno do bloco, mas ela explica que \u00e9 muito dif\u00edcil planejar a quantidade de pessoas que vai seguir o cortejo. \u201cAvaliando, agora, acho que este ano a gente deveria ter contratado 100 seguran\u00e7as.<\/p>\n<p>Para o ano que vem, mesmo se acharmos que n\u00e3o vai crescer, mas acaba crescendo, teremos que come\u00e7ar a pensar em 150\u201d, afirma. As interfer\u00eancias de \u00e1rvores, sem\u00e1foros e cabos apontam, segundo Pollyana, a necessidade de se pensar em circuitos pr\u00e9-estabelecidos da folia, em que seja poss\u00edvel planejar menos interfer\u00eancia, algo semelhante ao que ocorre em Salvador.<\/p>\n<p>Pollyana ainda destaca que estruturar o carnaval como um produto que precisa de mais investimento das empresas privadas \u00e9 a principal necessidade, a partir do momento em que a festa tomou as propor\u00e7\u00f5es vistas nas ruas e avenidas da cidade. Mas ela acredita que isso n\u00e3o \u00e9 nenhum empecilho para o car\u00e1ter diverso da folia, que tamb\u00e9m tem todo o espa\u00e7o para as reuni\u00f5es espont\u00e2neas e blocos menores, cuja ocupa\u00e7\u00e3o de \u00e1reas p\u00fablicas \u00e9 a principal reivindica\u00e7\u00e3o, bandeira essa que foi a respons\u00e1vel pela retomada do carnaval de BH. \u201cTamb\u00e9m n\u00e3o estamos falando em momento nenhum de abad\u00e1, mas sim de um local onde possamos atrair um n\u00famero de p\u00fablico com estrutura melhor\u201d, afirma.<br \/>\nBloc\u00e3o <\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o tirada a partir do desfile do bloco Baianas Ozadas \u00e9 corroborada por um dos l\u00edderes do Baianeiros, bloco com credencial de gigante depois dos dois desfiles em que inundou ruas do Bairro Castelo, na Pampulha, e do Buritis, na Regi\u00e3o Oeste. No primeiro, Lelo Lob\u00e3o, que foi baixista da banda Chiclete com Banana por 17 anos, estima que o trio que comanda junto com Danniel Maestri arrastou 150 mil pessoas. No segundo, o c\u00e1lculo \u00e9 de que tenha alcan\u00e7ado at\u00e9 100 mil.<\/p>\n<p>\u201cOs shows foram sensacionais e j\u00e1 nos apontam a necessidade de avaliar algum outro local mais aberto no Castelo. No Buritis ainda n\u00e3o enxergo tanta alternativa, mas \u00e9 certo que o trio el\u00e9trico tem que andar. Quando fica parado, a probabilidade de a multid\u00e3o ser ainda maior \u00e9 muito grande\u201d, diz Lelo.<\/p>\n<p>Tanto no Buritis quanto no Castelo, o grupo enfrentou muita interfer\u00eancia de ve\u00edculos estacionados nas ruas, o que para Lelo indica que faltou maior ostensividade de faixas e avisos das proibi\u00e7\u00f5es de estacionamento. Ao defender a possibilidade de se estudar circuitos da folia, ele tamb\u00e9m acredita que a medida dar\u00e1 mais seguran\u00e7a aos blocos gigantes. \u201cA gente s\u00f3 fica pensando em procurar formas de encaixar cada bloco dentro de sua caracter\u00edstica\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Festa para todo mundo<\/p>\n<p>Produtora do Tchanzinho Zona Norte, que arrastou 50 mil pessoas no desfile deste ano \u2013 20 mil a mais do que em 2017 \u2013 no Bairro Dona Clara, na Regi\u00e3o da Pampulha, Laila Heringer diz que o crescimento mostra um ponto altamente salutar: os blocos \u201ctocaram\u201d todo mundo, situa\u00e7\u00e3o bem diferente do in\u00edcio da d\u00e9cada, quando estavam restritos \u201c\u00e0 classe m\u00e9dia e estudantes da Centro-Sul\u201d.<\/p>\n<p>Lembrando que o Tchanzinho j\u00e1 nasceu descentralizado em 2013, a produtora lembra ser fundamental pensar em quem brinca o carnaval ou est\u00e1 circulando pela cidade, trabalhando ou com outras atividades.<\/p>\n<p>Por isso mesmo, as aten\u00e7\u00f5es do bloco se voltam para a BHTrans, que precisa, no entender de Laila, se preocupar com o espa\u00e7o para o desfile dos blocos e tamb\u00e9m com os pedestres. \u201cEste \u00e9 um ponto crucial para n\u00e3o causar problemas\u201d, disse Laila, que destaca maior comunica\u00e7\u00e3o existente com a Belotur\/Prefeitura de Belo Horizonte, organizadora do carnaval. Para ela, merecem elogios a Superintend\u00eancia de Limpeza Urbana (SLU), pela capina da Avenida Sebasti\u00e3o de Brito, no Dona Clara, e a Sudecap, pelo tapa-buracos nessa via p\u00fablica.<\/p>\n<p>J\u00e1 Rodrigo Zavagli, organizador do Bei\u00e7o do Wando, que este ano se apresentou na Pra\u00e7a da Pampulha, tamb\u00e9m bate palmas para a descentraliza\u00e7\u00e3o. No ano passado, o bloco saiu no Bairro Funcion\u00e1rios, na Centro-Sul, com 40 mil pessoas. \u201cN\u00e3o sabemos ainda se em 2019 ser\u00e1 no mesmo lugar, mas posso dizer que foi mais confort\u00e1vel. Sem aperto e mais amplo\u201d, disse.<\/p>\n<p>Um dos problemas no local, criticado por muitos foli\u00f5es, esteve no n\u00famero limitado de banheiros qu\u00edmicos. Zavagli n\u00e3o culpa a Belotur, j\u00e1 que essa presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o \u00e9 terceirizada. Ele diz que seriam colocados 87 na pra\u00e7a, mas quando chegaram havia apenas 20. Devido \u00e0 situa\u00e7\u00e3o, foram providenciados mais 45. \u201cAcho que fizemos um carnaval mais equilibrado, com um som melhor, e distribu\u00edmos cerca de mil sacos de lixo para o p\u00fablico\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Toque de recolher <\/p>\n<p>Rafael Barros, integrante do Filhos de Tcha Tcha, que est\u00e1 na ativa desde 2010, afirma que o local de desfile \u00e9 sempre trabalhado durante o ano \u2013 desta vez, por exemplo, foi numa \u00e1rea de ocupa\u00e7\u00e3o no Barreiro. Sobre a atitude da Pol\u00edcia Militar, ele acha que precisa haver mudan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos foli\u00f5es. No caso da dispers\u00e3o, Rafael est\u00e1 certo de que ocorreu um \u201ctoque de recolher\u201d, pois tudo estava dentro do estipulado e tinha muito pouca gente no local, \u00e0s 21h.<\/p>\n<p> \u201cEm vez de di\u00e1logo, houve viol\u00eancia\u201d, resume. A PM respondeu que os integrantes tentaram negociar a amplia\u00e7\u00e3o do hor\u00e1rio do desfile do bloco, marcado para se encerrar \u00e0s 20h, mas que uma integrante do bloco desacatou os militares ap\u00f3s se exaltar muito e por isso acabou sendo detida. Um homem tamb\u00e9m foi preso por atirar pedras e machucar policiais que estavam na seguran\u00e7a do evento, conforme o tenente-coronel S\u00edlvio Mendes, comandante do 41\u00ba Batalh\u00e3o da PM.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na boca do foli\u00e3o, s\u00f3 elogios: muito agito, gente bonita, poucas ocorr\u00eancias policiais, diversidade de ritmos e samba no p\u00e9, ax\u00e9 na cabe\u00e7a, funk para turbinar a folia e marchinhas relembrando outros tempos. 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