{"id":22471,"date":"2018-02-18T04:46:40","date_gmt":"2018-02-18T04:46:40","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=22471"},"modified":"2018-02-18T04:46:40","modified_gmt":"2018-02-18T04:46:40","slug":"exportacao-brasileira-de-carnes-cresce-89-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/exportacao-brasileira-de-carnes-cresce-89-em-2017\/","title":{"rendered":"Exporta\u00e7\u00e3o brasileira de carnes cresce 8,9% em 2017"},"content":{"rendered":"<p>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de carnes bovina, su\u00edna e de frango tiveram um faturamento 8,9% maior em 2017 na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, segundo o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1rio e Abastecimento (Mapa). O resultado \u00e9 superior ao observado em 2016, quando as exporta\u00e7\u00f5es cresceram menos de 1% frente a 2015, de acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias Exportadores de Carnes (Abiec). A queda do consumo interno e a crescente demanda do mercado chin\u00eas s\u00e3o as principais raz\u00f5es do crescimento observado em 2017.<\/p>\n<p>Segundo a Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), a China importou 300 mil toneladas de carnes bovina, su\u00edna e de frango do pa\u00eds a mais em 2017 em rela\u00e7\u00e3o a 2016. China e Hong Kong foram o destino de 58,1% da carne bovina exportada pelo Brasil no ano passado. O mercado chin\u00eas ainda foi respons\u00e1vel por 39,7% das exporta\u00e7\u00f5es mineiras de carne de boi, segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa). A exporta\u00e7\u00f5es de carnes no Estado tamb\u00e9m cresceram 25% em 2017, puxadas principalmente pela carne bovina, que teve aumento de 68,7% no ano passado em compara\u00e7\u00e3o com 2016. \u201cOs atrativos da carne mineira para a China s\u00e3o o pre\u00e7o e a qualidade\u201d, explica o superintendente de Abastecimento da Seapa, Jo\u00e3o Ricardo Alban\u00eas. \u201cA China tem como caracter\u00edstica, al\u00e9m de um grande mercado consumidor, servir de entreposto para outros pa\u00edses no seu entorno\u201d, diz a coordenadora da assessoria t\u00e9cnica da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura de Minas Gerais (Faemg), Aline Veloso.<\/p>\n<p>Outra motiva\u00e7\u00e3o para o aumento das exporta\u00e7\u00f5es foi a queda do consumo no Brasil. \u201cA sa\u00edda dos frigor\u00edficos em um ano de crise econ\u00f4mica, que afetou as vendas no Brasil, foi buscar mercados aquecidos internacionais\u201d, avalia o vice-presidente da SNA, H\u00e9lio Sirimarco. \u201cInternamente, 2017 foi um ano dif\u00edcil para o mercado da carne. O consumidor, diante da crise, diminuiu a demanda e fez substitui\u00e7\u00f5es por carnes mais baratas ou ovo, buscando op\u00e7\u00f5es de prote\u00edna mais econ\u00f4micas. Isso influenciou o aumento das exporta\u00e7\u00f5es\u201d, afirma Aline Veloso. A coordenadora ainda aponta como mais uma motiva\u00e7\u00e3o da exporta\u00e7\u00e3o o aumento do valor m\u00e9dio da tonelada de carne de boi em 2017 na compara\u00e7\u00e3o com 2016. No ano passado, o pre\u00e7o m\u00e9dio da tonelada foi de US$ 4.069,64, enquanto a m\u00e9dia de 2016 foi de US$ 3.840,96.<\/p>\n<p>J\u00e1 no mercado brasileiro, o pre\u00e7o da carne bovina tem ca\u00eddo no atacado. Segundo a Scot Consultoria, nas duas primeiras semanas de 2018, o pre\u00e7o m\u00e9dio dos atacadistas no Brasil recuou 2%. Segundo a consultoria, a queda dos pre\u00e7os no atacado est\u00e1 atrelada \u00e0 demanda retra\u00edda dos consumidores, que est\u00e1 fazendo frigor\u00edficos e supermercados diminu\u00edrem as encomendas e manterem os estoques baixos.<\/p>\n<p>Sem impacto<\/p>\n<p>Carne Fraca. O vice-presidente da SNA, H\u00e9lio Sirimarco, salientou o bom resultado das exporta\u00e7\u00f5es de carne em 2017 apesar da opera\u00e7\u00e3o Carne Fraca, deflagrada em mar\u00e7o do ano passado.<\/p>\n<p>Mercado busca acordos com Mercosul e Uni\u00e3o Europeia<\/p>\n<p>Mercosul e Uni\u00e3o Europeia s\u00e3o o alvo do mercado de carne brasileiro em 2018, segundo a coordenadora da assessoria t\u00e9cnica da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura de Minas Gerais (Faemg), Aline Veloso. Al\u00e9m deles, Aline cita que a Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA) tamb\u00e9m procura abrir mercado em pa\u00edses como Coreia do Sul, M\u00e9xico e Jap\u00e3o. Um poss\u00edvel acordo de exporta\u00e7\u00e3o de carne para os dois blocos de pa\u00edses tamb\u00e9m \u00e9 citado pelo vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), H\u00e9lio Sirimarco. \u201cEstamos negociando acordos comerciais com os dois grupos. Mas tamb\u00e9m com a Inglaterra diretamente, que est\u00e1 saindo da UE\u201d, explica o dirigente.<\/p>\n<p>Para Sirimarco, a exporta\u00e7\u00e3o de carne para o Estados Unidos est\u00e1 dificultada por quest\u00f5es comerciais. \u201cEles competem com a gente pelo mercado da China. Por isso, j\u00e1 tentaram criar barreiras para a carne brasileira\u201d, diz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de carnes bovina, su\u00edna e de frango tiveram um faturamento 8,9% maior em 2017 na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, segundo o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1rio e Abastecimento (Mapa). 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