{"id":22459,"date":"2018-02-18T04:43:26","date_gmt":"2018-02-18T04:43:26","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=22459"},"modified":"2018-02-18T04:43:26","modified_gmt":"2018-02-18T04:43:26","slug":"vacina-feita-no-brasil-protege-contra-febre-amarela-em-98-dos-casos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/vacina-feita-no-brasil-protege-contra-febre-amarela-em-98-dos-casos\/","title":{"rendered":"Vacina feita no Brasil protege contra febre amarela em 98% dos casos"},"content":{"rendered":"<p>As doses fracionadas da vacina contra a febre amarela geram anticorpos contra a doen\u00e7a em 98% dos casos, de acordo com um novo estudo publicado nesta quarta-feira (14) na revista cient\u00edfica New England Journal of Medicine. Segundo os autores da pesquisa, os resultados colocam o fracionamento da vacina como uma abordagem adequada para combater as epidemias. O estudo avaliou a mesma vacina fracionada que vem sendo aplicada no Brasil.<\/p>\n<p>A pesquisa foi financiada pelo Centro de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as (CDC, na sigla em ingl\u00eas) dos Estados Unidos, com o objetivo de avaliar a resposta imune \u00e0 dose fracionada em uma campanha de vacina\u00e7\u00e3o em larga escala. Os estudo foi realizado a partir de um programa de vacina\u00e7\u00e3o realizado em 2016, durante epidemia de febre amarela na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo.<\/p>\n<p>De acordo com o artigo, como o suprimento dispon\u00edvel da vacina era insuficiente para uma campanha de tal dimens\u00e3o, o governo congol\u00eas seguiu uma recomenda\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) e vacinou 7,6 milh\u00f5es com uma dose fracionada da vacina produzida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiol\u00f3gicos da Fiocruz (Biomanguinhos), que \u00e9 equivalente a um quinto da dose padr\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma dose fracionada de vacina contra a febre amarela foi efetiva para induzir a soroconvers\u00e3o na maioria dos participantes. Esses resultados apoiam o uso de uma vacina\u00e7\u00e3o com doses fracionadas para controle de epidemias, conclui o estudo.<\/p>\n<p>Os cientistas avaliaram os testes de anticorpos neutralizantes contra a febre amarela em amostras de sangue obtidas antes da vacina\u00e7\u00e3o e de 28 a 36 dias ap\u00f3s a vacina\u00e7\u00e3o. Entre os 716 participantes, 98% tinham anticorpos ap\u00f3s a vacina\u00e7\u00e3o. Entre os 483 participantes que eram soronegativos antes da vacina\u00e7\u00e3o, 98% apresentaram anticorpos. Dos 223 participantes que j\u00e1 eram soropositivos antes da vacina\u00e7\u00e3o, 66% apresentaram resposta imune.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas que apresentaram anticorpos com a vacina fracionada \u00e9 semelhante \u00e0 que \u00e9 observada quando os pacientes recebem a dose padr\u00e3o. Segundo os cientistas, isso prova que a dose fracionada \u00e9 uma abordagem vi\u00e1vel para fornecer imunidade e conter surtos da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Esse resultado \u00e9 importante, levando em conta o risco global de epidemias de febre amarela, como mostrou o Brasil em 2017, quando mais de 26 milh\u00f5es de doses de vacinas contra a febre amarela foram distribu\u00eddas para controlar uma epidemia no in\u00edcio do ano, escreveram os autores.<\/p>\n<p>Diversos estudos anteriores j\u00e1 sugeriam a efic\u00e1cia da vacina fracionada. De acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a pr\u00f3pria OMS recomendou o fracionamento da vacina quando h\u00e1 risco de expans\u00e3o da doen\u00e7a em cidades grandes que n\u00e3o tinham recomenda\u00e7\u00e3o para imuniza\u00e7\u00e3o anteriormente.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade reitera a seguran\u00e7a e efic\u00e1cia da medida de fracionamento de doses da vacina para febre amarela. A estrat\u00e9gia de fracionar as doses \u00e9 recomendada pela OMS quando h\u00e1 necessidade de vacinar um grande n\u00famero de pessoas em um curto espa\u00e7o de tempo, como medida excepcional. A decis\u00e3o (de fracionar a vacina) foi tomada em comum acordo entre o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, estados e munic\u00edpios que participam da campanha. A OMS foi consultada e informada sobre a realiza\u00e7\u00e3o da medida, informou a pasta em nota.<\/p>\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, para o fracionamento, \u00e9 utilizada a mesma vacina j\u00e1 utilizada na rotina dos munic\u00edpios brasileiros, produzida pela Fiocruz desde 1937. A \u00fanica diferen\u00e7a entre as doses est\u00e1 no volume, que \u00e9 menor na dose fracionada. A vacina\u00e7\u00e3o fracionada foi utilizada em mais de 7,8 milh\u00f5es de pessoas na \u00c1frica por recomenda\u00e7\u00e3o da OMS e resultou na interrup\u00e7\u00e3o do surto da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a decis\u00e3o de fracionar a vacina teve base em um estudo realizado por Biomanguinhos que apontou a presen\u00e7a de anticorpos contra febre amarela oito anos ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o da dose fracionada. Em 2009, uma pesquisa avaliou 319 militares vacinados com a dose fracionada. Em 2017, ou seja, ap\u00f3s oito anos, verificou-se a presen\u00e7a de anticorpos contra a doen\u00e7a em 85,3% dos participantes, semelhante ao observado na resposta imune da dose padr\u00e3o neste mesmo per\u00edodo (88%). Estudos em andamento continuar\u00e3o a avaliar a prote\u00e7\u00e3o posterior a esse per\u00edodo, informou a pasta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As doses fracionadas da vacina contra a febre amarela geram anticorpos contra a doen\u00e7a em 98% dos casos, de acordo com um novo estudo publicado nesta quarta-feira (14) na revista cient\u00edfica New England Journal of Medicine. Segundo os autores da pesquisa, os resultados colocam o fracionamento da vacina como uma abordagem adequada para combater as &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22459"}],"collection":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22459"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22459\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22460,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22459\/revisions\/22460"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22459"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22459"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22459"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}