{"id":22157,"date":"2018-02-18T03:22:13","date_gmt":"2018-02-18T03:22:13","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=22157"},"modified":"2018-02-18T03:22:13","modified_gmt":"2018-02-18T03:22:13","slug":"algumas-formigas-tem-enfermeiras-para-as-guerreiras-feridas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/algumas-formigas-tem-enfermeiras-para-as-guerreiras-feridas\/","title":{"rendered":"Algumas formigas t\u00eam enfermeiras para as guerreiras feridas"},"content":{"rendered":"<p>As formigas africanas matabele socorrem as companheiras feridas nas opera\u00e7\u00f5es de ca\u00e7a e cuidam delas at\u00e9 que recuperem totalmente a sa\u00fade &#8211; aponta um estudo publicado nesta quarta-feira (14), que mostrou aspectos assombrosos do comportamento animal.<\/p>\n<p>Depois de evacuar as feridas dos campos de batalha e lev\u00e1-las para o ninho, as formigas atuam como equipes m\u00e9dicas, reunindo-se em torno dos pacientes para lamber seus ferimentos de forma intensa, relata um estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society B.<\/p>\n<p>Esse comportamento reduz de 80% para 10% a mortalidade das formigas-soldado feridas, observam os pesquisadores.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o se faz por meio do autocuidado, que \u00e9 algo conhecido por muitos animais, mas mediante um tratamento feito por outros, que, lambendo intensamente a ferida, tornam imposs\u00edvel impedir que haja uma infec\u00e7\u00e3o, explicou o coautor do estudo Erik Frank.<\/p>\n<p>Ele contribuiu para esta pesquisa quando estava na Universidade de Wurztburgo (Julius- Maximilians-Universit\u00e4t, JMU, em alem\u00e3o), na Alemanha, e continuou seu trabalho na Universidade de Lausanne, na Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<p>Uma das maiores esp\u00e9cies que existem, essas formigas s\u00e3o guerreiras ferozes e atacam inclusive humanos com sua mordida.<\/p>\n<p>Esses insetos, que levam o nome da aguerrida tribo da \u00c1frica meridional, ca\u00e7am cupins, que s\u00e3o animais maiores do que elas, atacando os lugares onde se alimentam em colunas de entre 200 a 600 indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>Este m\u00e9todo leva \u00e0 baixa de muitas formigas, que, com frequ\u00eancia, perdem suas extremidades pelas mordidas dos cupins.<\/p>\n<p>Depois da batalha, as formigas feridas pedem ajuda com ferom\u00f4nios, um sinal qu\u00edmico produzido por uma gl\u00e2ndula, explicou Frank.<\/p>\n<p>As socorristas usam suas desenvolvidas mand\u00edbulas para recolher as feridas e arrast\u00e1-las para o ninho para serem tratadas.<\/p>\n<p>Ainda mais impressionante \u00e9 que as guerreiras que est\u00e3o gravemente feridas &#8211; por exemplo, insetos que perderam cinco, ou seis, pernas &#8211; fazem um sinal para os membros da equipe de resgate para que n\u00e3o percam tempo com elas.<\/p>\n<p>Essa descoberta gera v\u00e1rios questionamentos, disse a Universidade de Wurtzburgo em um comunicado, no qual considerou essas revela\u00e7\u00f5es como assombrosas.<\/p>\n<p>Como as formigas sabem exatamente onde tem uma companheira ferida? Como sabem quando deixar de atender as feridas? O tratamento \u00e9 meramente preventivo, ou \u00e9 algo terap\u00eautico, depois que a infec\u00e7\u00e3o se instalou?, questionou a institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As formigas africanas matabele socorrem as companheiras feridas nas opera\u00e7\u00f5es de ca\u00e7a e cuidam delas at\u00e9 que recuperem totalmente a sa\u00fade &#8211; aponta um estudo publicado nesta quarta-feira (14), que mostrou aspectos assombrosos do comportamento animal. Depois de evacuar as feridas dos campos de batalha e lev\u00e1-las para o ninho, as formigas atuam como equipes &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22157"}],"collection":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22157"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22157\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22158,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22157\/revisions\/22158"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22157"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22157"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22157"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}