{"id":21837,"date":"2018-02-18T00:59:31","date_gmt":"2018-02-18T00:59:31","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=21837"},"modified":"2018-02-18T00:59:31","modified_gmt":"2018-02-18T00:59:31","slug":"atraso-da-grande-rio-marca-o-primeiro-dia-de-desfiles-no-rio-de-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/atraso-da-grande-rio-marca-o-primeiro-dia-de-desfiles-no-rio-de-janeiro\/","title":{"rendered":"Atraso da Grande Rio marca o primeiro dia de desfiles no Rio de Janeiro"},"content":{"rendered":"<p>O primeiro dia de desfile das escolas de samba do grupo especial do Rio foi marcado por um incidente com o sexto carro da Grande Rio ainda na concentra\u00e7\u00e3o. A escola de samba de Duque de Caxias, cidade da Baixada Fluminense, foi a quinta escola a entrar no Samb\u00f3dromo. O problema foi causado pela alegoria \u201cO Carnaval em Minha Vida\u201d. Muito largo, uma das rodas da alegoria ficou presa na agulha de acesso \u00e0 pista da Avenida Presidente Vargas, quando estava sendo deslocada para entrar na Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed.<\/p>\n<p>O incidente assustou os componentes que estavam no carro, caso da professora Juliana Santana, que h\u00e1 dez anos desfila na escola. Depois de ser retirada do alto do carro, ap\u00f3s v\u00e1rias tentativas do condutor para soltar o carro preso na agulha, ela explicou o que sentiu.<\/p>\n<p>\u201cEle [o motorista] tentava dar um tranco, v\u00e1rias vezes, como se o carro tivesse freado e n\u00e3o conseguia\u201d, disse revelando ainda que chegou a sentir cheiro de queimado.A professora informou que, por medida de seguran\u00e7a, integrantes da harmonia da escola pediu para todos os componentes que estavam em p\u00e9 na alegoria que sentassem para evitar um acidente.<\/p>\n<p>O diretor da Grande Rio respons\u00e1vel pelo carro aleg\u00f3rico, Gilliard Castro, lamentou o imprevisto. \u201cEra uma alegoria muita linda para a escola, mas acontece. A gente tem que encarar, e vamos embora\u201d, afirmou se referindo \u00e0 escola que naquele momento ainda fazia o desfile na avenida.<\/p>\n<p>Gilliard descartou qualquer possibilidade de frustra\u00e7\u00e3o pelo incidente. \u201cO sentimento sempre vai ser de felicidade pelo trabalho feito no ano todo. A Grande Rio \u00e9 uma grande escola e vai superar isso tudo tranquilamente\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Segundo o presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), Jorge Castanheira, n\u00e3o h\u00e1 no regulamento qualquer puni\u00e7\u00e3o para este tipo de problema na concentra\u00e7\u00e3o. A \u00fanica possibilidade seria caso a escola n\u00e3o conseguisse tirar a alegoria do local, o que prejudicaria a Mocidade Independente que j\u00e1 fazia a sua arma\u00e7\u00e3o atr\u00e1s da alegoria da Grande Rio, na concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos julgadores, a escola pode ser penalizada se eles conclu\u00edrem que o quesito enredo foi prejudicado com a aus\u00eancia da alegoria. \u201cEla deve perder certamente em enredo. Essa \u00e9 uma circunst\u00e2ncia do manual dos julgadores, que est\u00e3o l\u00e1 para avaliar. Mas com rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de carros aleg\u00f3ricos, me informaram que ela passou com cinco carros, se passou com cinco carros est\u00e1 dentro do regulamento\u201d, explicou o presidente da Liesa.<\/p>\n<p>O presidente da Mangueira, Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, tamb\u00e9m lamentou o que aconteceu com a alegoria da Grande Rio, pois a verde e rosa desfilaria ap\u00f3s a Grande Rio. \u201cEu lamento profundamente o que aconteceu, porque isso pode acontecer com a Mangueira tamb\u00e9m, tomara que n\u00e3o, mas a Grande Rio vinha fazendo um grande desfile. Isso \u00e9 ruim para o espet\u00e1culo, mas o tempo que for necess\u00e1rio a Mangueira vai esperar\u201d, disse. <\/p>\n<p>Com o fim do desfile da escola de Duque de Caxias, o carro da escola foi retirado pelos reboques e conduzido pelo Samb\u00f3dromo at\u00e9 a Pra\u00e7a da Apoteose, onde ocorre a dispers\u00e3o das agremia\u00e7\u00f5es que desfilam. O incidente fez com que o desfile da Grande Rio ultrapassasse o limite de tempo para a apresenta\u00e7\u00e3o, de no m\u00e1ximo 75 minutos. Com isso, a escola perder\u00e1 0,5 ponto. O enredo da escola de Duque de Caxias homenageou o comunicador Abelardo Barbosa, o Chacrinha.<\/p>\n<p>Desfiles<\/p>\n<p>O primeiro dia de desfiles do grupo especial foi tamb\u00e9m de enredos de protestos. A escola Para\u00edso do Tuiuti desfilou um enredo com a indaga\u00e7\u00e3o: a escravid\u00e3o no Brasil verdadeiramente acabou? A apresenta\u00e7\u00e3o da agremia\u00e7\u00e3o da comunidade do Morro do Tuiuti, no bairro de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, emocionou o p\u00fablico no Samb\u00f3dromo. A comiss\u00e3o de frente foi muito aplaudida. Ela trazia componentes que se revezavam ora como escravos ora como pretos velhos. A escola criticou ainda a explora\u00e7\u00e3o do trabalho no campo e nas minas e as mudan\u00e7as na Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT).<\/p>\n<p>Mangueira<\/p>\n<p>A Mangueira animou o p\u00fablico com o enredo que criticou o corte de recursos da prefeitura e o modelo atual das escolas de samba que, em parte, ainda depende de grandes somas de dinheiro para garantir a produ\u00e7\u00e3o das apresenta\u00e7\u00f5es. A escola resgatou o carnaval popular. \u201cA ideia \u00e9 esta. \u00c9 botar o povo para brincar\u201d, disse Leandro Vieira, o carnavalesco da Verde e Rosa, que sambava entre os componentes durante o desfile descontra\u00eddo que a escola fez, e que teve resposta positiva do p\u00fablico.<br \/>\nRio de Janeiro &#8211; Desfile da Manqueira no primeiro dia de apresenta\u00e7\u00f5es do Grupo Especial das Escolas de Samba do Rio, na Sapuca\u00ed (Cristina Indio do Brasil\/Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n<p>Rio de Janeiro &#8211; Desfile da Manqueira no primeiro dia de apresenta\u00e7\u00f5es do Grupo Especial das Escolas de Samba do Rio, na Sapuca\u00ed. A bateria caracterizada de bate-bola  (Cristina Indio do Brasil\/Ag\u00eancia Brasil)Cristina Indio do Brasil\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>A bateria da escola veio com os ritmistas caracterizados de bate-bola, importante personagem do carnaval de rua. A Mangueira tamb\u00e9m homenageou blocos tradicionais do Rio de Janeiro, trazendo alas homenageando o Bafo da On\u00e7a, Cacique de Ramos e o Cord\u00e3o da Bola Preta, entre outros.<br \/>\nAlas da Mangueira homenagearam blocos tradicionais do carnaval do Rio, como Bafo da On\u00e7a, Cacique de Ramos e Cord\u00e3o da Bola Preta<\/p>\n<p>Rio de Janeiro &#8211; Alas da Mangueira homenagearam blocos tradicionais do carnaval do Rio, como Bafo da On\u00e7a, Cacique de Ramos e Cord\u00e3o da Bola PretaCristina Indio do Brasil\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>Em um dos carros aleg\u00f3ricos, uma escultura representava o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, ao lado de uma frase: \u201cPrefeito pecado \u00e9 n\u00e3o brincar o carnaval\u201d, uma alus\u00e3o \u00e0 pol\u00eamica do corte de recursos como subven\u00e7\u00e3o \u00e0s escolas de samba. Em outra alegoria, a Mangueira trouxe um de seus s\u00edmbolos: o cantor e compositor e presidente de honra da Esta\u00e7\u00e3o Primeira, Nelson Sargento.<\/p>\n<p>S\u00e3o Clemente<br \/>\nA segunda escola a entrar na avenida no domingo, a S\u00e3o Clemente homenageou a Escola de Belas Artes, onde o carnavalesco Jorge Silveira se formou. A escola do bairro de Botafogo falou de Debret e a sua influ\u00eancia nas artes brasileiras. Lembrou ainda a participa\u00e7\u00e3o de ex-alunos e professores que trabalharam nas escolas de samba e ajudaram a construir a hist\u00f3ria do carnaval carioca.<\/p>\n<p>Vila Isabel<\/p>\n<p>A Unidos de Vila Isabel destacou os grandes temas ambientais que ter\u00e3o reflexo no futuro do planeta. O enredo, Corra que o futuro vem a\u00ed, a escola defendeu a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente. O carnavalesco Paulo Barros ousou mais uma vez com alegorias vivas, aquelas em que os componentes fazem movimentos intensos durante o desfile.<\/p>\n<p>Barros disse, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, que nem mesmo a mudan\u00e7a no grupo de core\u00f3grafos da comiss\u00e3o de frente, formado por integrantes caracterizados de Leonardo da Vinci, faltando poucos dias para o desfile, abalou seu trabalho no barrac\u00e3o. \u201cEu n\u00e3o me\u00e7o esfor\u00e7os para aquilo que eu pretendo. O que \u00e9 necess\u00e1rio eu fa\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p>Imp\u00e9rio e Mocidade<\/p>\n<p>Duas escolas falaram de costumes e influ\u00eancias de outros pa\u00edses no Brasil. O Imp\u00e9rio Serrano abriu os desfiles no domingo e evoluiu mostrando os caminhos das viagens de Marco Polo, importante viajante da idade m\u00e9dia que explorou o com\u00e9rcio com pa\u00edses da \u00c1sia, principalmente a China.<\/p>\n<p>No fim do desfile, o percurso de Marco Polo termina com o retorno da escola de Madureira, quando ele se depara com a festa do carnaval, que, coincidentemente, \u00e9 na mesma semana do Ano-Novo chin\u00eas, comemorado na sexta-feira, dia 16.<\/p>\n<p>A outra escola foi a Mocidade Independente de Padre Miguel, agremia\u00e7\u00e3o da zona oeste do Rio, que desfilou com o enredo destacando o que h\u00e1 de influ\u00eancia da \u00cdndia no Brasil. Mostrou as frutas origin\u00e1rias do pa\u00eds asi\u00e1tico, que s\u00e3o cultivadas por aqui, entre elas, a manga, jaca e, principalmente, a cana, de onde se extrai o \u00e1lcool e o a\u00e7\u00facar, importantes produtos da economia nacional .<br \/>\nRio de Janeiro &#8211; Tia Nilda presidente da ala de baianas da Mocidade veio na frente da alegoria, O tabuleiro da baiana tem, no primeiro dia de apresenta\u00e7\u00f5es do Grupo Especial das Escolas de Samba do Rio, na Sapuca\u00ed (C<\/p>\n<p>Rio de Janeiro &#8211; Tia Nilda presidente da ala de baianas da Mocidade veio na frente da alegoria, O tabuleiro da baiana tem, no primeiro dia de apresenta\u00e7\u00f5es do Grupo Especial das Escolas de Samba do Rio, na Sapuca\u00ed Cristina Indio do Brasil\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>A verde branca apresentou alegorias bem acabadas, entre elas, um enorme carroo com baianas e produtos indianos \u201c\u00c9 um tabuleiro da baiana cheio de \u00cdndia. A gente n\u00e3o faz o caminho das \u00cdndias, a gente mostra o que existe dentro do Brasil\u201d, disse o carnavalesco Alexandre Louzada.<\/p>\n<p>O desfile da Mocidade terminou quando o dia amanhecia, destacando ainda mais as cores da escola do bairro de Padre Miguel.<\/p>\n<p>Morte<\/p>\n<p>O mal-estar por causa do calor ou pela ingest\u00e3o de bebidas alco\u00f3licas provocaram a maioria dos casos, pico de hipertens\u00e3o, tor\u00e7\u00f5es e pequenas fraturas. Na prieira noite noite de desfile das escolas de samba do grupo especial do carnaval do Rio, 15 pessoas com casos mais graves precisaram ser transferidas para hospitais.<\/p>\n<p>Uma senhora de 63 anos, v\u00edtima de mal-s\u00fabito, levada ao Hospital Municipal Souza Aguiar, n\u00e3o resistiu e morreu. Ao todo, a Secretaria Municipal de Sa\u00fade disponibilizou 15 ambul\u00e2ncias equipadas com Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para transportar os casos mais graves. A Central Municipal de Regula\u00e7\u00e3o d\u00e1 suporte aos casos de necessidade de transfer\u00eancia de pacientes.<\/p>\n<p>Segundo a secretaria, foram atendidos 573 foli\u00f5es nos postos m\u00e9dicos montados no Samb\u00f3dromo, na Avenida Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed, das 16h de domingo (11) at\u00e9 as 4h de hoje (12). Os desfiles terminaram  por volta das 7h da manh\u00e3. Ao todo, desde os primeiros dias de desfile, foram feitos 1.079 atendimentos.<\/p>\n<p>Os sete postos m\u00e9dicos instalados no samb\u00f3dromo voltam a funcionar mesta segunda-feira, a partir das 16h, e prestam atendimento at\u00e9 o fim dos desfiles e sa\u00edda do p\u00fablico da Sapuca\u00ed.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro dia de desfile das escolas de samba do grupo especial do Rio foi marcado por um incidente com o sexto carro da Grande Rio ainda na concentra\u00e7\u00e3o. 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