{"id":21663,"date":"2018-02-18T00:19:38","date_gmt":"2018-02-18T00:19:38","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=21663"},"modified":"2018-02-18T00:19:38","modified_gmt":"2018-02-18T00:19:38","slug":"crimes-ciberneticos-atingem-62-milhoes-no-brasil-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/crimes-ciberneticos-atingem-62-milhoes-no-brasil-em-2017\/","title":{"rendered":"Crimes cibern\u00e9ticos atingem 62 milh\u00f5es no Brasil em 2017"},"content":{"rendered":"<p>No Brasil, 62 milh\u00f5es de consumidores foram v\u00edtimas de crimes virtuais em 2017, gerando preju\u00edzo de cerca de R$ 22 bilh\u00f5es em 12 meses, segundo pesquisa feita em 20 pa\u00edses pela Norton Symantec, empresa de solu\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a na internet. O Brasil ficou atr\u00e1s apenas da China. \u201cAqui, os ataques mais comuns s\u00e3o dispositivos infectados por v\u00edrus, fraude no cart\u00e3o de cr\u00e9dito, senha comprometida (de e-mail ou rede social), vazamento de informa\u00e7\u00f5es confidenciais e fraudes em compras online, como phishing (p\u00e1ginas falsas que simulam sites oficiais de e-commerce)\u201d, explica o especialista em seguran\u00e7a da Symantec, Nelson Barbosa.<\/p>\n<p>A servidora p\u00fablica Ang\u00e9lica Machado, 42, perdeu R$ 700 tentando comprar um celular em fevereiro do ano passado. \u201cFui inocente em um an\u00fancio que vi no Facebook. O celular estava um pouco mais barato, ent\u00e3o achei que era uma oferta\u201d, conta. Ang\u00e9lica s\u00f3 percebeu que era uma fraude quando o aparelho n\u00e3o chegou e ela entrou em contato com a loja verdadeira. \u201cQuando me disseram que a compra n\u00e3o existia, percebi que tinha ca\u00eddo no golpe\u201d, diz.<\/p>\n<p>As fraudes n\u00e3o envolvem apenas preju\u00edzos financeiros. Segundo a pesquisa, cada v\u00edtima brasileira perdeu, em m\u00e9dia, mais de 30 horas lidando com as consequ\u00eancias ap\u00f3s a descoberta do golpe. O farmac\u00eautico e modelo Felipe Augusto Lima, 25, foi informado por um amigo de um perfil falso que usava sua foto em uma rede social da qual ele n\u00e3o fazia parte. \u201cPor motivos profissionais, mantenho fotos p\u00fablicas no Facebook e no Instagram, mas fui surpreendido com o perfil falso\u201d, relata.<\/p>\n<p>Barbosa salienta que um dos riscos de ter as contas das redes sociais invadidas \u00e9 o h\u00e1bito do brasileiro de usar a mesma senha em v\u00e1rios sites. \u201cUma conta de rede social invadida \u00e9 a porta de entrada para outras invas\u00f5es que podem gerar preju\u00edzo\u201d, explica Barbosa. Segundo a pesquisa da Norton, cerca de 25% das v\u00edtimas de ataques cibern\u00e9ticos no pa\u00eds usaram a mesma senha online em todas as contas e 65% compartilham a mesma senha para um dispositivo ou conta com outra pessoa.<\/p>\n<p>O m\u00fasico Rodrigo Eisinger, 38, n\u00e3o usa mais internet banking porque um v\u00edrus infectou seu computador e clonou a p\u00e1gina de seu banco. \u201cQuando o site come\u00e7ou a pedir dados diferentes do normal, liguei para o banco e consegui evitar que a conta fosse invadida. Depois disso, nem usei mais internet banking, nem no computador, nem no celular\u201d, conta.<\/p>\n<p>\u201cO brasileiro tem uma propens\u00e3o a adotar novas tecnologias, mas acabamos falando pouco sobre seguran\u00e7a digital, o que aumenta o risco de fraude\u201d, avalia o coordenador do MBA em Marketing Digital da FGV, Andre Miceli.<\/p>\n<p>No mundo<\/p>\n<p>Preju\u00edzo. A pesquisa da Norton, em 20 pa\u00edses, aponta que no ano passado 978 milh\u00f5es de consumidores foram atingidos por crimes cibern\u00e9ticos, com preju\u00edzo total de US$ 172 bilh\u00f5es.<br \/>\nUma fraude a cada 33 compras<\/p>\n<p>As lojas virtuais brasileiras sofreram uma tentativa de fraude a cada cinco segundos em 2017, de acordo com levantamento feito pela empresa Konduto. O estudo envolveu 40 milh\u00f5es de transa\u00e7\u00f5es e mostrou que a cada 33 compras uma \u00e9 alvo de fraude.<\/p>\n<p>\u201cO cart\u00e3o de cr\u00e9dito clonado \u00e9 o principal tipo de golpe sofrido pelos e-commerces do pa\u00eds\u201d, afirma o diretor de marketing da Konduto, Felipe Held. Segundo ele, nem sempre a tentativa se concretiza, j\u00e1 que as empresas utilizam sistemas antifraudes ou os valores s\u00e3o estornados pela operadora do cart\u00e3o. \u201cO cart\u00e3o de cr\u00e9dito ainda \u00e9 a forma mais segura de comprar pela internet, porque, se o consumidor pagar um boleto falsificado, o banco n\u00e3o consegue devolver o dinheiro\u201d, explica.<\/p>\n<p>Em Bras\u00edlia, por exemplo, o Minist\u00e9rio P\u00fablico (MP) instaurou um inqu\u00e9rito e recomendou que a Netshoes entre em contato com os quase 2 milh\u00f5es de clientes afetados pelo vazamento de dados pessoais. Segundo o MP, o incidente afetou dados de cart\u00e3o de cr\u00e9dito ou senhas.<\/p>\n<p>V\u00edrus podem sequestrar dados e preocupam empresas<\/p>\n<p>Os ransomwares, v\u00edrus desenvolvidos por hackers que sequestram informa\u00e7\u00f5es e cobram resgate por elas, ser\u00e3o o grande desafio dos setores de TI das empresas em 2018, segundo o diretor executivo da Reposit Tecnologia, Leonardo Barros. \u201cAs empresas devem manter pelo menos dois backups fora do ambiente de rede, que \u00e9 vulner\u00e1vel ao ransomware\u201d, diz o analista de preven\u00e7\u00e3o a ataques cibern\u00e9ticos da Reposit, Henrique Ribeiro. \u201c\u00c9 importante investir em treinamento dos funcion\u00e1rios para que eles n\u00e3o cliquem em links suspeitos\u201d, explica.<\/p>\n<p>A Reposit aponta que, no pa\u00eds, mais de 1.100 computadores foram infectados por ransonwares em 2017, a maioria composta por m\u00e1quinas de pequenas e m\u00e9dias empresas, al\u00e9m de opera\u00e7\u00f5es em grandes organiza\u00e7\u00f5es como Petrobras, INSS e o Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, 62 milh\u00f5es de consumidores foram v\u00edtimas de crimes virtuais em 2017, gerando preju\u00edzo de cerca de R$ 22 bilh\u00f5es em 12 meses, segundo pesquisa feita em 20 pa\u00edses pela Norton Symantec, empresa de solu\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a na internet. 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