{"id":21153,"date":"2018-02-17T22:20:21","date_gmt":"2018-02-17T22:20:21","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=21153"},"modified":"2018-02-17T22:20:21","modified_gmt":"2018-02-17T22:20:21","slug":"grupos-pedem-uniao-entre-as-mulheres-contra-assedio-durante-o-carnaval","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/grupos-pedem-uniao-entre-as-mulheres-contra-assedio-durante-o-carnaval\/","title":{"rendered":"Grupos pedem uni\u00e3o entre as mulheres contra ass\u00e9dio durante o carnaval"},"content":{"rendered":"<p>A sororidade, palavra que significa a uni\u00e3o feminina baseada no apoio m\u00fatuo, solidariedade e empatia, se torna ainda mais importante durante as festas de carnaval, quando muitos casos de ass\u00e9dio s\u00e3o contabilizados a cada ano. Diversas campanhas pelo Brasil pedem o fim do ass\u00e9dio no carnaval e, sobretudo, estimulam as mulheres a se apoiarem para curtir a data sem transtornos.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa. Entre o carnaval de 2016 e 2017, os casos de viol\u00eancia sexual contra mulheres registrados pela Central de Atendimento \u00e0 Mulher (Disque 180) aumentaram 88%. Uma das iniciativas deste ano \u00e9 a campanha #AconteceuNoCarnaval, que vai atuar em cidades como Recife, S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Jo\u00e3o Pessoa, Campina Grande e Ouro Preto.<\/p>\n<p>\u201cOrientamos as mulheres para que fiquem atentas umas \u00e0s outras, porque pode ter algu\u00e9m precisando de socorro, de ajuda e, muitas vezes, sem conseguir verbalizar isso\u201d, diz a mobilizadora Madalena Rodrigues. O grupo vai distribuir \u201cfitinhas da sororidade\u201d durante a folia, para identificar mulheres dispostas a ajudar em situa\u00e7\u00f5es de abuso ou viol\u00eancia. Tamb\u00e9m est\u00e3o sendo colados cartazes pelas cidades, com frases da campanha contra o machismo e o ass\u00e9dio e em favor da liberdade das mulheres.<\/p>\n<p>A campanha vai recolher relatos de mulheres para contabilizar e mapear os casos de ass\u00e9dio durante as festas e elaborar um relat\u00f3rio que servir\u00e1 para pressionar o Poder P\u00fablico por pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o e de combate \u00e0 cultura de ass\u00e9dio no carnaval. Os relatos podem ser feitos pelo whatsapp: (81) 99140-5869, de forma an\u00f4nima. A iniciativa \u00e9 de quatro organiza\u00e7\u00f5es sociais: Rede Meu Recife, Mete a Colher, Women Friendly e Minha Sampa.<\/p>\n<p>\u201cSabemos que n\u00e3o \u00e9 um problema espec\u00edfico do carnaval. A falta de respeito, a viol\u00eancia contra as mulheres existe todos os dias do ano. Mas como o carnaval \u00e9 uma festa conhecida pelas brincadeiras, pela liberdade, muita gente confunde e acaba da forma que a gente n\u00e3o quer e est\u00e1 combatendo\u201d, diz Madalena.<\/p>\n<p>Ajuda m\u00fatua<\/p>\n<p>Em Bras\u00edlia, a campanha Folia com Respeito tamb\u00e9m prega a uni\u00e3o entre as mulheres, principalmente no carnaval. Com o slogan \u201cUma mina ajuda a outra\u201d, as pe\u00e7as da campanha orientam as foli\u00e3s a prestar aten\u00e7\u00e3o se outras mulheres podem estar em situa\u00e7\u00e3o de perigo.<\/p>\n<p>\u201cO mote da campanha \u00e9 todo mundo se sentir a hero\u00edna sua e do pr\u00f3ximo, al\u00e9m de ter essa quest\u00e3o de interferir ou apoiar alguma menina que estiver passando mal, desacordada, tentar oferecer uma \u00e1gua, ver se precisa chamar algu\u00e9m\u201d, explica Let\u00edcia Helena, roteirista e diretora das pe\u00e7as da campanha.<\/p>\n<p>Em v\u00eddeos e fotos publicados nas redes sociais, a campanha d\u00e1 algumas orienta\u00e7\u00f5es para as mulheres durante o carnaval. \u201cSe o cara est\u00e1 incomodando a mina, for\u00e7ando beijo, passando a m\u00e3o, segurando pelo bra\u00e7o, chame as amigas e fa\u00e7a um esc\u00e2ndalo. N\u00e3o \u00e9 n\u00e3o!\u201d, diz um dos v\u00eddeos. Outro diz para prestar aten\u00e7\u00e3o a casos de agress\u00e3o. \u201cT\u00e1 rolando briga, ceninha ou viol\u00eancia com a mina na tua frente? N\u00e3o ignore, que tal meter a colher e ajudar a mulher?\u201d<\/p>\n<p>A iniciativa \u00e9 de um grupo de 34 blocos de carnaval de rua de Bras\u00edlia e foi financiada por meio de vaquinha, que arrecadou R$ 1 mil para a produ\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as publicit\u00e1rias. \u201cDesde o final do ano passado, verificamos que ap\u00f3s a festa, no dia seguinte v\u00e1rias pessoas estavam contando casos de ass\u00e9dio que sofreram durante o carnaval\u201d, diz Let\u00edcia.<\/p>\n<p>No \u00faltimo s\u00e1bado (3), foram registrados relatos de ass\u00e9dios, agress\u00f5es e roubo de celulares por pessoas que participaram do bloco carnavalesco Quem Chupou Vai Chupar Mais, na regi\u00e3o central de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Den\u00fancia<\/p>\n<p>As campanhas tamb\u00e9m orientam as mulheres a fazer o registro da ocorr\u00eancia, no caso de abuso ou viol\u00eancia. \u201cN\u00e3o precisa de advogado, n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio ser em uma delegacia especializada da mulher e voc\u00ea n\u00e3o precisa saber todos os dados do agressor. Esses s\u00e3o alguns mitos que estamos querendo derrubar\u201d, diz Madalena.<\/p>\n<p>No caso de a mulher sofrer algum tipo de viol\u00eancia sexual, o grupo orienta a procurar ajuda m\u00e9dica, principalmente pela necessidade de tomar rem\u00e9dios preventivos a doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, o que deve ser feito em at\u00e9 72 horas.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Adjuto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sororidade, palavra que significa a uni\u00e3o feminina baseada no apoio m\u00fatuo, solidariedade e empatia, se torna ainda mais importante durante as festas de carnaval, quando muitos casos de ass\u00e9dio s\u00e3o contabilizados a cada ano. 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