{"id":21103,"date":"2018-02-17T22:08:37","date_gmt":"2018-02-17T22:08:37","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=21103"},"modified":"2018-02-17T22:08:37","modified_gmt":"2018-02-17T22:08:37","slug":"surto-de-febre-amarela-ja-e-o-mais-mortal-da-historia-em-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/surto-de-febre-amarela-ja-e-o-mais-mortal-da-historia-em-minas-gerais\/","title":{"rendered":"Surto de febre amarela j\u00e1 \u00e9 o mais mortal da hist\u00f3ria em Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<p>O atual surto de febre amarela em Minas Gerais j\u00e1 \u00e9 mais letal que o da temporada 2016\/2017 da doen\u00e7a, at\u00e9 ent\u00e3o considerado o pior j\u00e1 registrado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Dados divulgados ontem pela Secretaria de Estado de Sa\u00fade (SES\/MG) mostram que j\u00e1 s\u00e3o 61 mortes em decorr\u00eancia da virose em seu tipo silvestre e 164 casos confirmados \u2013 praticamente 50% deles na Regi\u00e3o Metropolitana de BH. A taxa de letalidade tamb\u00e9m \u00e9 maior que a do mesmo per\u00edodo da temporada passada, quando, em 6 de fevereiro, o estado divulgou que 59 pessoas haviam perdido a vida. Na \u00e9poca, eram 167 diagn\u00f3sticos confirmados. A preocupa\u00e7\u00e3o maior na atual temporada \u00e9 com o Sul e o Nordeste do estado, onde h\u00e1 munic\u00edpios com baixa taxa de vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O per\u00edodo 2016\/2017 terminou em junho do ano passado com n\u00fameros alarmantes. Foram 475 casos confirmados e um total de 162 mortes. Em 6 de fevereiro do ano passado, 852 notifica\u00e7\u00f5es da febre amarela j\u00e1 tinham sido registradas. Al\u00e9m dos 59 \u00f3bitos confirmados, o estado investigava outros 138. Os dados divulgados ontem pela SES mostram que a taxa de letalidade est\u00e1 ligeiramente maior em 2018, atingindo 37,2%. No per\u00edodo anterior, nesta mesma data, era de 35,3%. O \u00edndice de infectados que morreram j\u00e1 foi maior no come\u00e7o deste ano, chegando quase a 80%.<\/p>\n<p>Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Sa\u00fade (SES\/MG) negou que a letalidade est\u00e1 maior na temporada 2017\/2018. Informou que a resposta ao processo de confirma\u00e7\u00e3o laboratorial neste ano est\u00e1 mais r\u00e1pida. Com isso, os casos s\u00e3o confirmados ou descartados com maior celeridade. \u201cComprova-se isso analisando os dados. No Boletim de 06\/02\/2017 t\u00ednhamos um quantitativo de 59 \u00f3bitos confirmados, e 138 \u00f3bitos em investiga\u00e7\u00e3o, os quais foram, em boa medida, confirmados pelos boletins subsequentes. No Boletim de 06\/02\/2018 temos, por sua vez, 61 \u00f3bitos confirmados, e apenas 16 em investiga\u00e7\u00e3o, mostrando que, o que mudou, al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica da letalidade, foi a r\u00e1pida resposta do sistema de diagn\u00f3stico laboratorial da FUNED\u201d, disse a pasta. \u201cAl\u00e9m disso, no Boletim de 2017 t\u00ednhamos 167 casos confirmados e 641 em investiga\u00e7\u00e3o, pelas mesmas raz\u00f5es j\u00e1 descritas, contra 164 casos confirmados no Boletim de ontem ( 06\/02\/18) e 301 em investiga\u00e7\u00e3o\u201d, finalizou.<\/p>\n<p>Ontem, o subsecret\u00e1rio de estado de Vigil\u00e2ncia e Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade, Rodrigo Said, afirmou que a redu\u00e7\u00e3o \u00e9 fruto do trabalho integrado de v\u00e1rios setores da sa\u00fade. \u201cCom a avalia\u00e7\u00e3o dos casos confirmados, percebe-se um resultado bastante significativo referente \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da letalidade no estado, que inicialmente era de quase 80% e hoje \u00e9 de 37,2%. Esse resultado mostra que a a\u00e7\u00e3o integrada desenvolvida pela Secretaria de Estado da Sa\u00fade, Funda\u00e7\u00e3o Ezequiel Dias (Funed), Hemominas e tamb\u00e9m em parceria com os munic\u00edpios vem tendo impacto positivo na situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica da febre amarela em Minas Gerais\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Ele destacou que foi alterada a defini\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3stico de febre amarela, o que teria ajudado a detectar a doen\u00e7a mais precocemente. \u201cAntes, a defini\u00e7\u00e3o era feita a partir de sintomas como febre, pele amarelada e sangramento. Ou seja, identificava-se o paciente de forma tardia. Hoje, um paciente sem registro e hist\u00f3rico vacinal que apresenta febre, dor de cabe\u00e7a, v\u00f4mito ou sangramento j\u00e1 \u00e9 tratado como suspeito. Essa altera\u00e7\u00e3o apoiou a redu\u00e7\u00e3o da letalidade.\u201d<br \/>\nPor\u00e9m, o n\u00famero de 61 \u00f3bitos registrados subiu em 69,4% em rela\u00e7\u00e3o ao boletim anterior, divulgado h\u00e1 uma semana. A maioria das v\u00edtimas da febre amarela em Minas Gerais, segundo a SES, s\u00e3o do sexo masculino (92,1% do total de casos). A m\u00e9dia de idade das pessoas confirmadas com a doen\u00e7a \u00e9 de 47 anos. Foram registradas mortes de moradores entre 3 e 88 anos.<\/p>\n<p>Os dados da secretaria mostram um avan\u00e7o da doen\u00e7a por Minas Gerais, com grande incid\u00eancia na Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte. Somente em 14 cidades, incluindo a capital mineira, 81 casos foram confirmados, o equivalente a 49,3% do registrado em todo o estado. Ao todo, 26 moradores da Grande BH perderam a vida devido \u00e0 doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Mariana, na Regi\u00e3o Central, mas que integra a Regional de Sa\u00fade de Belo Horizonte, \u00e9 a cidade que concentra o maior n\u00famero de casos de febre amarela. Ao todo, exames da Funed confirmaram 21 casos no munic\u00edpio, dos quais seis n\u00e3o resistiram aos sintomas. O n\u00famero de mortes \u00e9 o mesmo que o de Nova Lima, na Grande BH, que tamb\u00e9m registrou seis \u00f3bitos, com 17 casos no total.<\/p>\n<p>A capital registra seis diagn\u00f3sticos confirmados, sendo que tr\u00eas pacientes morreram. Outra preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com a Zona da Mata. J\u00e1 foram confirmados casos em 22 cidades da regi\u00e3o, totalizando 41 pessoas infectadas pela febre amarela. Do total de doentes, 20 moradores (quase 50%) n\u00e3o resistiram.<\/p>\n<p>VACINA\u00c7\u00c3O \u201cA nossa preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com as \u00e1reas de circula\u00e7\u00e3o de febre amarela. Muitas s\u00e3o munic\u00edpios de grande extens\u00e3o territorial, com um grande n\u00famero de pessoas morando na zona rural. Isso dificulta as estrat\u00e9gias. Tamb\u00e9m estamos em per\u00edodo de chuva, o que complica o desenvolvimento de todas essas atividades\u201d, informou Rodrigo Said.<\/p>\n<p>Atualmente, a cobertura vacinal contra a febre amarela acumulada em Minas est\u00e1 em torno de 83,38%. No entanto, em todo o estado, 321 munic\u00edpios ainda n\u00e3o conseguiram imunizar 80% da popula\u00e7\u00e3o, o que corresponde a 37,6% de todo o territ\u00f3rio mineiro. As a\u00e7\u00f5es foram intensificadas em 395 comunidades. \u201cA Regi\u00e3o Sul do estado, que tem uma cobertura menor, nos chama a aten\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m precisamos aumentar a vacina\u00e7\u00e3o na Regi\u00e3o Nordeste\u201d, completou.<\/p>\n<p>A SES refor\u00e7a que a medida mais importante para preven\u00e7\u00e3o e controle da febre amarela \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. Por esse motivo, toda pessoa acima de 9 meses que more ou v\u00e1 viajar para \u00e1rea rural, de mata ou silvestre deve ser vacinada em uma unidade b\u00e1sica de sa\u00fade. N\u00e3o h\u00e1 em Minas Gerais nenhum caso de febre amarela associado \u00e0 vacina. Rodrigo Said destaca a import\u00e2ncia de manter todas as a\u00e7\u00f5es, com o objetivo de monitorar a situa\u00e7\u00e3o, principalmente depois do carnaval, diante da grande movimenta\u00e7\u00e3o que ocorrer\u00e1 em Minas Gerais.<br \/>\nResponsabilidade por surto gera bate-boca<\/p>\n<p>Em pleno surto de febre amarela, a responsabilidade pelo avan\u00e7o da doen\u00e7a continua motivando troca de acusa\u00e7\u00f5es entre autoridades federais e estaduais. Na semana passada, a Uni\u00e3o responsabilizou o estado de Minas Gerais pelo segundo ciclo de contamina\u00e7\u00f5es em territ\u00f3rio mineiro. \u201cA verdade \u00e9 que, no momento, o estado de Minas Gerais n\u00e3o tem repassado os recursos que temos disponibilizado para os munic\u00edpios nem para os hospitais\u201d, afirmou o ministro da Sa\u00fade, Ricardo Barros, em entrevista \u00e0 R\u00e1dio Itatiaia. \u201cE tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 aplicando os 12% da receita que a Constitui\u00e7\u00e3o determina para a sa\u00fade, mas 3%\u201d, acusou.<\/p>\n<p>Em entrevista coletiva ontem, o secret\u00e1rio de estado da Sa\u00fade, Nalton Sebasti\u00e3o Moreira da Cruz, rebateu as cr\u00edticas do ministro e disse que as falas foram \u201cirrespons\u00e1veis\u201d e \u201cdesrespeitosas\u201d. \u201cOs recursos que s\u00e3o enviados pelo governo federal para o estado s\u00e3o encaminhados diretamente para os munic\u00edpios, n\u00e3o passam pelo estado\u201d, afirmou. Segundo ele, outra \u201cinverdade\u201d dita pelo ministro \u00e9 que os hospitais de Minas Gerais entraram com uma a\u00e7\u00e3o contra o estado por falta de repasse de recurso federal: \u201cNa verdade, as federassantas entraram contra o estado devido aos recursos estaduais que deveriam ser repassados para os hospitais\u201d.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio negou tamb\u00e9m a acusa\u00e7\u00e3o de investimento de apenas 3% do que \u00e9 determinado em sa\u00fade. \u201cIsso \u00e9 outra mentira. Executamos 12,1%.\u201d Em rela\u00e7\u00e3o ao surto de febre amarela, ele disse que \u201co mesmo que est\u00e1 acontecendo em Minas acontece no Rio de Janeiro e em S\u00e3o Paulo\u201d, qualificando a fala do ministro como \u201cde cunho pol\u00edtico\u201d.<\/p>\n<p>O Estado de Minas entrou em contato com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para que se pronunciasse sobre as afirma\u00e7\u00f5es do secret\u00e1rio, mas a pasta n\u00e3o se manifestou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O atual surto de febre amarela em Minas Gerais j\u00e1 \u00e9 mais letal que o da temporada 2016\/2017 da doen\u00e7a, at\u00e9 ent\u00e3o considerado o pior j\u00e1 registrado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Dados divulgados ontem pela Secretaria de Estado de Sa\u00fade (SES\/MG) mostram que j\u00e1 s\u00e3o 61 mortes em decorr\u00eancia da virose em seu tipo silvestre &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-21103","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21103","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21103"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21103\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21104,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21103\/revisions\/21104"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21103"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21103"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21103"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}