{"id":20971,"date":"2018-02-17T21:38:03","date_gmt":"2018-02-17T21:38:03","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=20971"},"modified":"2018-02-17T21:38:03","modified_gmt":"2018-02-17T21:38:03","slug":"paraguai-abre-corredor-para-soja-brasileira-apos-greve-de-caminhoneiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/paraguai-abre-corredor-para-soja-brasileira-apos-greve-de-caminhoneiros\/","title":{"rendered":"Paraguai abre corredor para soja brasileira ap\u00f3s greve de caminhoneiros"},"content":{"rendered":"<p>Assun\u00e7\u00e3o, 7 fev (EFE).- O Paraguai vai inaugurar um corredor terrestre inovador para escoar a soja brasileira, uma iniciativa governamental que procura posicionar o pa\u00eds como um centro log\u00edstico da Am\u00e9rica do Sul e que correu riscos devido \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros locais de que o gr\u00e3o fosse transportado em carretas bitrem do Brasil.<\/p>\n<p>A guerra dos bitrens (caminh\u00f5es com dois semirreboques) terminou nesta quarta-feira depois que os caminhoneiros paraguaios suspenderam a greve. O governo paraguaio prometeu aos grevistas que o gr\u00e3o ser\u00e1 transportado por ve\u00edculos convencionais e que vai permitir um aumento no pre\u00e7o do frete.<\/p>\n<p>Com isso, o caminho est\u00e1 pronto para que seja habilitado em 20 de fevereiro o novo porto da cidade de Concepci\u00f3n, no norte paraguaio, de onde a soja brasileira sair\u00e1 em embarca\u00e7\u00f5es pelo rio Paraguai, uma via fluvial que, em parte, resolve a problem\u00e1tica de um pa\u00eds sem litoral.<\/p>\n<p>A nova conex\u00e3o fluvial marcar\u00e1 a ocaso em longo prazo do Corredor Graneleiro do Norte, que parte da cidade de Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil, a cerca de 215 quil\u00f4metros. Pela nova via circular\u00e3o 1 milh\u00e3o de toneladas de soja procedentes do Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p>Trata-se de um projeto experimental de um ano de dura\u00e7\u00e3o e que tem como meta superar a cifra de 1 milh\u00e3o de toneladas transportadas do Mato Grosso do Sul, que produz no total 10 milh\u00f5es de toneladas de soja.<\/p>\n<p>A maior parte dessa soja sai pelo Oceano Atl\u00e2ntico pelo porto de Paranagu\u00e1 (Paran\u00e1) e o corredor paraguaio oferece uma oportunidade de economia nos custos de transporte devido \u00e0 maior proximidade de Concepci\u00f3n.<\/p>\n<p>Na medida em que maiores volumes do gr\u00e3o forem canalizados para esse novo corredor, isto ter\u00e1 grande efeito em toda a economia do norte paraguaio, e tamb\u00e9m na ind\u00fastria e no transporte fluvial deste pa\u00eds, que disp\u00f5e da terceira maior frota deste tipo no mundo.<\/p>\n<p>Os caminhoneiros locais tamb\u00e9m ser\u00e3o beneficiados, pois est\u00e3o autorizados a transportar 50% dessa carga.<\/p>\n<p>Foi precisamente a modalidade terrestre de transporte que provocou a greve dos caminhoneiros. Os transportadores paralisaram as atividades de aproximadamente 30 mil ve\u00edculos depois que tioveram conhecimento da resolu\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio de Obras P\u00fablicas e Comunica\u00e7\u00f5es do Paraguai em 17 de janeiro.<\/p>\n<p>A resolu\u00e7\u00e3o permitia que as carretas bitrem do Brasil transportassem essa soja, alegando que se tratava de uma carga nova e que, portanto, isto n\u00e3o prejudicaria os caminhoneiros paraguaios.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, os transportadores locais entraram em greve para exigir a derroga\u00e7\u00e3o dessa normativa, que &#8211; segundo o sindicato da categoria &#8211; foi aprovada de forma unilateral pelo governo e que, de acordo com o setor, deixava os caminhoneiros paraguaios em desigualdade de condi\u00e7\u00f5es, pois eles n\u00e3o disp\u00f5em deste tipo de ve\u00edculo.<\/p>\n<p>O protesto aumentou com medidas de desobedi\u00eancia civil, como um desfile de caminh\u00f5es que paralisou o tr\u00e2nsito no centro de Assun\u00e7\u00e3o e causou alarme nos produtores locais, que alertaram que toneladas de soja estavam encalhadas nos silos em pleno momento de colheita devido \u00e0 greve.<\/p>\n<p>Finalmente, na \u00faltima sexta-feira, em uma reuni\u00e3o com produtores do Mato Grosso do Sul, o ministro de Obras P\u00fablicas paraguaio, Ram\u00f3n Jim\u00e9nez Gaona, anunciou a suspens\u00e3o por um ano da entrada dos bitrens brasileiros, que ser\u00e3o substitu\u00eddos por caminh\u00f5es convencionais.<\/p>\n<p>Com o ajuste, a carga ser\u00e1 dividida: 50% do transporte ser\u00e1 feito por caminh\u00f5es brasileiros e os outros 50% por paraguaios.<\/p>\n<p>O ponto final de destino ser\u00e1 um porto que at\u00e9 agora n\u00e3o funcionava em pleno rendimento e que ser\u00e1 operado pelo Cons\u00f3rcio Baden, ap\u00f3s um processo de contrata\u00e7\u00e3o feito pela Administra\u00e7\u00e3o Nacional de Navega\u00e7\u00e3o e Portos (ANNP) do Paraguai.<\/p>\n<p>No entanto, essa contrata\u00e7\u00e3o levantou uma nova pol\u00eamica depois que veio \u00e0 tona que o pai do ministr \u00e9 acionista de uma das empresas que comp\u00f5em esse cons\u00f3rcio.<\/p>\n<p>O ministro respondeu que a participa\u00e7\u00e3o de seu pai \u00e9 minorit\u00e1ria e que, de todas formas, isso n\u00e3o teve influ\u00eancia na contrata\u00e7\u00e3o, que foi responsabilidade da ANNP, sem a interven\u00e7\u00e3o do minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Agora, o Paraguai precisa modernizar sua frota de caminh\u00f5es e incorporar as carretas bitrem para consolidar um corredor no qual o governo est\u00e1 trabalhando h\u00e1 quatro anos, como um projeto de Estado. EFE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assun\u00e7\u00e3o, 7 fev (EFE).- O Paraguai vai inaugurar um corredor terrestre inovador para escoar a soja brasileira, uma iniciativa governamental que procura posicionar o pa\u00eds como um centro log\u00edstico da Am\u00e9rica do Sul e que correu riscos devido \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros locais de que o gr\u00e3o fosse transportado em carretas bitrem do Brasil. 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