{"id":20751,"date":"2018-02-17T20:46:24","date_gmt":"2018-02-17T20:46:24","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=20751"},"modified":"2018-02-17T20:46:24","modified_gmt":"2018-02-17T20:46:24","slug":"ministro-destaca-potencial-da-cultura-para-o-desenvolvimento-economico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/ministro-destaca-potencial-da-cultura-para-o-desenvolvimento-economico\/","title":{"rendered":"Ministro destaca potencial da cultura para o desenvolvimento econ\u00f4mico"},"content":{"rendered":"<p>O ministro da Cultura, S\u00e9rgio S\u00e1 Leit\u00e3o, informou hoje (7) que o governo pretende investir R$ 1 bilh\u00e3o no segmento audiovisual, no \u00e2mbito do Programa Cultura Gera Futuro, que visa valorizar a pol\u00edtica cultural como ingrediente estrat\u00e9gico para o desenvolvimento econ\u00f4mico. Na primeira fase, ser\u00e3o 11 editais para a \u00e1rea, que dever\u00e3o ser publicados no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o at\u00e9 o dia 26 deste m\u00eas. As inscri\u00e7\u00f5es poder\u00e3o ser feitas no site do minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Ao prestar a informa\u00e7\u00e3o, o ministro afirmou que n\u00e3o se deve mais relegar a pol\u00edtica cultural \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica compensat\u00f3ria. Ele disse que a iniciativa pretende chamar a aten\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m do Poder P\u00fablico pelo potencial que tem de contribuir para a economia. Segundo o ministro, um estudo apresentado por consultores da PricewaterhouseCoopers mostrou que as atividades de economia criativa no Brasil crescem, em m\u00e9dia, 4,6%, a cada ano, \u00edndice acima da m\u00e9dia mundial. A m\u00e9dia salarial na economia criativa \u00e9 duas vezes maior que na ind\u00fastria farmac\u00eautica e t\u00eaxtil, acrescentou.<\/p>\n<p>O programa Cultura Gera Futuro, mais especificamente o fragmento Audiovisual Gera Futuro, busca um tratamento mais equ\u00e2nime na ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica, estimulando a participa\u00e7\u00e3o de mulheres, negros e ind\u00edgenas e tem como base um levantamento da Ag\u00eancia Nacional de Cinema (Ancine), que revelou, no m\u00eas passado, que nenhum dos 142 longas-metragens brasileiros lan\u00e7ados comercialmente em 2016 foi dirigido ou roteirizado por uma mulher negra. Na outra extremidade, os homens brancos desfrutaram de muito prest\u00edgio, assinando a dire\u00e7\u00e3o e o roteiro em 75,4% e 59,9% dos filmes analisados.<\/p>\n<p>Outras metas do programa s\u00e3o ampliar as chances de novatos no ramo e estimular a gera\u00e7\u00e3o de conte\u00fados infantis e transm\u00eddia, isto \u00e9, que fundem diferentes linguagens e plataformas. Pela regra adiantada pelo ministro, os estreantes dever\u00e3o ter, no m\u00e1ximo, dois filmes de longa-metragem no curr\u00edculo.<\/p>\n<p>S\u00e3o os cerca de R$ 700 milh\u00f5es que foram alocados no Fundo Setorial de Audiovisual (FSA) em 2017, somados a R$ 300 milh\u00f5es de rendimentos financeiros e receitas do fundo, esclareceu S\u00e9rgio S\u00e1 Leit\u00e3o, que considerou o conjunto de editais o maior da hist\u00f3ria da Secretaria do Audiovisual. Ele disse ainda que os recursos s\u00e3o reembols\u00e1veis, o que significa que h\u00e1 participa\u00e7\u00e3o dos empreendedores, apoiadores e do fundo nas receitas alcan\u00e7adas com a bilheteria, incluindo valores obtidos em festivais e mostras, movimentando, assim, um ciclo virtuoso.<\/p>\n<p>Inicialmente, o total ser\u00e1 de R$ 80 milh\u00f5es, que ser\u00e3o destinados a cerca de 250 projetos. O aporte est\u00e1 dividido em tr\u00eas linhas: produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados, com R$ 53,6 milh\u00f5es repartidos entre 106 obras; desenvolvimento de projetos, com R$ 10,4 milh\u00f5es para 57 propostas; e a de difus\u00e3o com R$ 16 milh\u00f5es concedidos a at\u00e9 85 projetos. Na segunda fatia, a de desenvolvimento, R$ 6 milh\u00f5es viabilizar\u00e3o a realiza\u00e7\u00e3o de obras f\u00edlmicas que tenham como tema os 200 anos da Independ\u00eancia do Brasil.<\/p>\n<p>A linha de difus\u00e3o \u00e9 in\u00e9dita e, embora n\u00e3o preveja cotas com recorte de g\u00eanero, nem \u00e9tnico-raciais, determina que 30% das produtoras sejam das regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste e 20% perten\u00e7am aos tr\u00eas estados do Sul e a dois do Sudeste (Minas Gerais ou ao Esp\u00edrito Santo). As pessoas t\u00eam aquela vis\u00e3o de que o Sudeste \u00e9 privilegiado nos investimentos, mas a verdade \u00e9 que isso ocorre somente com Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, comentou o ministro. Os interessados nessa linha ter\u00e3o mais flexibilidade quanto a prazos, j\u00e1 que receber\u00e3o as propostas em fluxo cont\u00ednuo. Com isso, os realizadores poder\u00e3o garantir o dinheiro necess\u00e1rio para tirar do papel festivais, eventos de mercado e mostras pensados para ser feitos no pa\u00eds ou, ent\u00e3o, para o p\u00fablico estrangeiro.<\/p>\n<p>O conjunto de recursos do fundo, explicou o ministro, \u00e9 retroalimentado pelo que \u00e9 produzido pelos pr\u00f3prios cineastas, por meio da Contribui\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento da Ind\u00fastria Cinematogr\u00e1fica Nacional (Condecine), que incide sobre diversas etapas da cadeia do segmento, como veicula\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o, licenciamento e distribui\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m contribuem com a taxa agentes das telecomunica\u00e7\u00f5es. [Telecomunica\u00e7\u00f5es e cinema] S\u00e3o setores cada vez mais convergentes, pr\u00f3ximos, e temos algo como R$ 1,2 bilh\u00f5es de Condecine sendo arrecadados por ano, e mais ou menos 50% disso s\u00e3o destinados ao FSA, complementou.<\/p>\n<p>Existem as linhas operadas pela Ancine, com foco espec\u00edfico no vetor econ\u00f4mico do cinema, e aquelas oriundas do Setor de Audiovisual do Minist\u00e9rio da Cultura, circunscritas a a\u00e7\u00f5es que promovam a inclus\u00e3o, a difus\u00e3o, a preserva\u00e7\u00e3o e a inova\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1ficas. A previs\u00e3o \u00e9 que os editais da ag\u00eancia, que incluem recursos para jogos eletr\u00f4nicos, infraestrutura e pe\u00e7as televisivas, sejam abertos em mar\u00e7o, enquanto os editais que complementam os anunciados hoje sejam divulgados at\u00e9 junho. Nessa nova etapa, eles distribuir\u00e3o valores a projetos de preserva\u00e7\u00e3o e digitaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A cineasta Cibele Amaral entende que o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o tem permitido maior vocaliza\u00e7\u00e3o das mulheres quanto a suas demandas, inclusive no plano art\u00edstico. Para Cibele, a mudan\u00e7a acompanha um movimento global. A mulher brasileira chegou a um momento, ainda muito embrion\u00e1rio, de perceber qu\u00e3o machista a sociedade do pa\u00eds ainda \u00e9.<\/p>\n<p>Cibele disse que seu talento e m\u00e9rito foram diversas vezes anulados. Sobre obras que eu dirigi e que foram exitosas, ouvi dizer: Ah, n\u00e3o foi ela quem dirigiu, foi o produtor. Premiada no Festival de Gramado e tudo. Como assim, n\u00e3o fui eu que dirigi? Vamos ver a pr\u00f3xima. Ah, n\u00e3o foi ela que dirigiu, foi o assistente. Enquanto eu n\u00e3o colocar uma equipe s\u00f3 de mulheres, ser\u00e1 que esse preconceito vai continuar?, provocou a cineasta.<\/p>\n<p>Ancine<\/p>\n<p>Presente ao evento, o diretor-presidente da Ancine, Christian de Castro Oliveira, afirmou \u00e0 Ag\u00eancia Brasil que, em seu primeiro m\u00eas no cargo, trabalhou com dois aspectos: a acelera\u00e7\u00e3o do FSA e o diagn\u00f3stico dos processos internos da ag\u00eancia, no sentido de desburocratiz\u00e1-los, e as instru\u00e7\u00f5es normativas. Provocamos uma mudan\u00e7a na equipe. Alguns secret\u00e1rios, mapeando essa desburocratiza\u00e7\u00e3o, trabalhando com maior transpar\u00eancia, sempre buscando efic\u00e1cia, que tem sido nosso mantra, explicou. Segundo OIiveira, o senso de transpar\u00eancia implica um di\u00e1logo constante entre o corpo t\u00e9cnico do \u00f3rg\u00e3o, a diretoria, o colegiado e a rede de realizadores audiovisuais.<\/p>\n<p>A heterogeneidade de profissionais da ind\u00fastria de cinema \u00e9 uma particularidade que chama a aten\u00e7\u00e3o do diretor da Ancine, assim como a educa\u00e7\u00e3o formal. A forma\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente muito deficit\u00e1ria no Brasil e precisa ser um foco nosso. O audiovisual tem uma capacidade de inclus\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o muito fortes. Existe car\u00eancia, desde o n\u00edvel t\u00e9cnico at\u00e9 o n\u00edvel um pouco acima, de forma\u00e7\u00e3o para o audiovisual, que s\u00e3o esses l\u00edderes de equipe, seja de fotografia, arte, do pr\u00f3prio roteiro, que precisamos trabalhar mais \u2013 os diretores e a ponta de cima da tocada do projeto, na produ\u00e7\u00e3o executiva, na capacidade de gerir e planejar um projeto ou v\u00e1rios ao mesmo tempo. A\u00ed, segundo Oliveira, \u00e9 poss\u00edvel a outro n\u00edvel, que \u00e9 a capacita\u00e7\u00e3o dos empreendedores do audiovisual.<\/p>\n<p>Costumo dizer que quem trabalha com audiovisual trabalha n\u00e3o porque \u00e9 obrigado, mas por op\u00e7\u00e3o, por desejo, porque \u00e9 divertido e porque se constr\u00f3i em cima da discord\u00e2ncia e da concord\u00e2ncia. Faz quem gosta. E o audiovisual tem uma caracter\u00edstica: \u00e9 extremamente inclusivo, por se tratar de arte. No sentido da possibilidade da diversidade, disse Oliveira, que j\u00e1 partilhou o set de filmagem com Cac\u00e1 Diegues.<\/p>\n<p>Categorias do edital<\/p>\n<p>1) Produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados &#8211; 7 editais:<br \/>\nDe longa-metragem de anima\u00e7\u00e3o &#8211; 5 obras, com R$ 3,5 milh\u00f5es cada<br \/>\nDe narrativas audiovisuais para a inf\u00e2ncia (curta-metragem) &#8211; 21 obras, com R$ 100 mil cada<br \/>\nDe narrativas audiovisuais para a inf\u00e2ncia (s\u00e9rie de 13 ou 26 epis\u00f3dios) &#8211; 5 obras em cada subcategoria, com R$ 600 mil e R$ 1 milh\u00e3o, respectivamente<br \/>\nDe narrativas transm\u00eddias para a inf\u00e2ncia (curta + jogo digital) &#8211; 10 obras, com R$ 350 mil cada<br \/>\nDe narrativas transm\u00eddias para a inf\u00e2ncia (s\u00e9rie + jogo digital) &#8211; 10 obras, com R$ 1 milh\u00e3o cada<br \/>\nDe jogos digitais &#8211; 10 obras, com R$ 250 mil cada<br \/>\nDe document\u00e1rios sobre temas de inf\u00e2ncia e juventude &#8211; 10 obras, com R$ 500 mil cada<br \/>\nDe document\u00e1rios sobre temas afro-brasileiros e ind\u00edgenas &#8211; 10 obras, com R$ 500 mil cada<\/p>\n<p>2) Desenvolvimento de projetos<br \/>\nDos 200 anos da Independ\u00eancia do Brasil &#8211; 10 projetos de longas (anima\u00e7\u00e3o e fic\u00e7\u00e3o), com R$ 200 mil cada; 15 projetos de s\u00e9ries de TV (anima\u00e7\u00e3o e fic\u00e7\u00e3o), com R$ 200 mil cada; 10 projetos de document\u00e1rios, com R$ 100 mil cada<br \/>\nDe projetos para a inf\u00e2ncia &#8211; 10 projetos de longas (anima\u00e7\u00e3o e fic\u00e7\u00e3o), com R$ 200 mil cada; 12 projetos de s\u00e9ries de TV (anima\u00e7\u00e3o e fic\u00e7\u00e3o), com R$ 200 mil cada<\/p>\n<p>3) Difus\u00e3o<br \/>\nDe festivais, mostras e eventos de mercado do setor audiovisual &#8211; at\u00e9 85 projetos<\/p>\n<p>Mais detalhes podem ser conferidos por meio de um link vinculado ao site do Minist\u00e9rio da Cultura.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: N\u00e1dia Franco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro da Cultura, S\u00e9rgio S\u00e1 Leit\u00e3o, informou hoje (7) que o governo pretende investir R$ 1 bilh\u00e3o no segmento audiovisual, no \u00e2mbito do Programa Cultura Gera Futuro, que visa valorizar a pol\u00edtica cultural como ingrediente estrat\u00e9gico para o desenvolvimento econ\u00f4mico. 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