{"id":20570,"date":"2018-02-17T20:04:10","date_gmt":"2018-02-17T20:04:10","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=20570"},"modified":"2018-02-17T20:04:10","modified_gmt":"2018-02-17T20:04:10","slug":"temer-e-maia-fazem-ofensiva-a-deputados-e-governadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/temer-e-maia-fazem-ofensiva-a-deputados-e-governadores\/","title":{"rendered":"Temer e Maia fazem ofensiva a deputados e governadores"},"content":{"rendered":"<p>Bras\u00edlia. O ano legislativo come\u00e7ou na segunda-feira (5), com as primeiras reuni\u00f5es na C\u00e2mara. E o foco principal neste in\u00edcio de legislatura \u00e9 a reforma da Previd\u00eancia, cuja tramita\u00e7\u00e3o ter\u00e1 in\u00edcio no pr\u00f3ximo dia 19, com expectativa, por parte do Planalto, de vota\u00e7\u00e3o j\u00e1 no dia seguinte. E as articula\u00e7\u00f5es foram intensas na segunda-feira. O presidente Michel Temer afirmou, em mensagem ao Congresso, que seu governo fez ajustes para suavizar o projeto da reforma da Previd\u00eancia e que chegou a hora de tomar uma decis\u00e3o sobre a proposta. O aviso foi dado no momento em que o Pal\u00e1cio do Planalto tenta conquistar os votos necess\u00e1rios para aprovar as mudan\u00e7as na aposentadoria, enquanto parlamentares fazem novas press\u00f5es para flexibilizar o texto.<\/p>\n<p>O presidente declarou que a reforma \u00e9 urgente e apontou que o texto enviado pelo governo em dezembro de 2016 j\u00e1 foi amplamente discutido ao longo do ano passado. \u201cO di\u00e1logo tem sido nosso m\u00e9todo. Fizemos ajustes para atender a preocupa\u00e7\u00f5es leg\u00edtimas, para criar regras de transi\u00e7\u00e3o mais suaves. Chegou a hora de tomar uma decis\u00e3o\u201d, afirmou o presidente, na mensagem lido pelo deputado Giacobo (PR-PR) no plen\u00e1rio da C\u00e2mara nesta segunda-feira. O presidente afirmou que a reforma tem o objetivo de combater desigualdades e protege os mais pobres, em uma refer\u00eancia \u00e0s altera\u00e7\u00f5es que retiraram da proposta original as mudan\u00e7as nos benef\u00edcios de trabalhadores rurais e idosos de baixa renda.<\/p>\n<p>O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, admitiu que ainda faltam votos para que o governo aprove a reforma, mas diz ainda acreditar que ela ser\u00e1 votada neste m\u00eas. \u201cO jogo est\u00e1 recome\u00e7ando\u201d, disse o ministro. Segundo ele, fevereiro \u00e9 uma esp\u00e9cie de \u201cprorroga\u00e7\u00e3o\u201d e n\u00e3o h\u00e1 chances de que a reforma fique para mar\u00e7o. \u201cVota\u00e7\u00e3o n\u00e3o ficar\u00e1 para mar\u00e7o, o processo de discuss\u00e3o e vota\u00e7\u00e3o ser\u00e1 em fevereiro\u201d, completou. Ele admite que, se ficar para mar\u00e7o, dificilmente ser\u00e1 aprovada neste ano. Nas contas do governo, h\u00e1 237 votos garantidos. Alguns aliados falam em 270. Para aprovar a reforma, s\u00e3o necess\u00e1rios 308 votos.<\/p>\n<p>Barganha. Em outro front, o presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reuniu-se com dez governadores e prometeu de empenhar para a cria\u00e7\u00e3o de um fundo de compensa\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria para o rombo dos Estados. Al\u00e9m do governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), estavam presentes os chefes dos executivos do Rio de Janeiro, Tocantins, Alagoas, Distrito Federal, Acre, Goi\u00e1s, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Piau\u00ed. Maia pediu esfor\u00e7os no sentido de fazer uma agenda que possa unificar Estados e o Congresso em rela\u00e7\u00e3o a quest\u00f5es previdenci\u00e1rias, que s\u00e3o urgentes, informou o governador goiano Marconi Perillo (PSDB).<\/p>\n<p>Segundo o governador, a ideia \u00e9 criar um fundo de compensa\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria em um pacote que tratar\u00e1 tamb\u00e9m da securitiza\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas ativas dos Estados. A proposta seria votada at\u00e9 mar\u00e7o. Ainda n\u00e3o est\u00e1 definido de onde viriam os recursos para este fundo. Perillo disse n\u00e3o ter havido um pedido formal de apoio \u00e0 reforma da Previd\u00eancia em troca da cria\u00e7\u00e3o do fundo, mas deixou clara a rela\u00e7\u00e3o entre os dois temas.<br \/>\nMobiliza\u00e7\u00e3o contra a reforma<\/p>\n<p>Bras\u00edlia. L\u00edder da Minoria na C\u00e2mara, o deputado Jos\u00e9 Guimar\u00e3es (PT-CE), anunciou na segunda-feira que, apesar da oposi\u00e7\u00e3o acreditar que o governo n\u00e3o ter\u00e1 os votos necess\u00e1rios para aprovar a reforma da Previd\u00eancia, haver\u00e1 mobiliza\u00e7\u00e3o nacional contra a proposta de mudan\u00e7a constitucional no dia 19.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da Previd\u00eancia, o bloco atuar\u00e1 contra o projeto de lei que regulamenta a privatiza\u00e7\u00e3o da Eletrobras e a proposta de contingenciamento de R$ 16,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Guimar\u00e3es disse que a oposi\u00e7\u00e3o vem monitorando nas \u00faltimas semanas l\u00edderes governistas e deputados dissidentes, os quais contam que o governo est\u00e1 longe de obter os 308 votos necess\u00e1rios para a aprova\u00e7\u00e3o da Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC). Nas contas da oposi\u00e7\u00e3o, aumentou o n\u00famero de deputados dispostos a rejeitar a proposta e que se a PEC fosse ao plen\u00e1rio nesta ter\u00e7a-feira (6), o governo teria apenas 230 votos.<\/p>\n<p>Deputados e senadores que desembarcaram nesta segunda-feira no Aeroporto de Bras\u00edlia foram recepcionados com um protesto contra a aprova\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia. Um grupo de taxistas tamb\u00e9m fez uma manifesta\u00e7\u00e3o no local.<\/p>\n<p>\u201cNingu\u00e9m governa o pa\u00eds sem reformas\u201d, diz Rodrigo Maia<\/p>\n<p>Bras\u00edlia. Em sess\u00e3o solene de abertura do ano legislativo no Congresso Nacional, o presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na segunda-feira que as reformas do Estado s\u00e3o os \u00fanicos meios de garantir a igualdade de oportunidades na sociedade brasileira. Segundo Maia, se as reformes das despesas p\u00fablicas n\u00e3o forem feitas, \u201cningu\u00e9m\u201d conseguir\u00e1 governar o pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cAs reformas s\u00e3o o \u00fanico caminho para garantir a igualdade de oportunidades que todos precisamos. Por isso tenho dito nos meus discursos que ningu\u00e9m governa o Brasil se as reformas das despesas n\u00e3o forem feitas\u201d, afirmou. Cotado para ser candidato \u00e0 Presid\u00eancia pelo DEM, Maia direcionou sua fala ao \u201ccidad\u00e3o comum\u201d e defendeu que a classe pol\u00edtica \u201cfale a verdade\u201d para jovens e desempregados.<\/p>\n<p>Gafe<\/p>\n<p>Propaganda. O governo cometeu nesta segunda-feira uma grande gafe. A pedido do Planalto, os perfis do governo e de v\u00e1rios minist\u00e9rios nas redes sociais foram atualizados com uma imagem da campanha \u201cTodos pela Reforma da Previd\u00eancia. Pro Brasil n\u00e3o quebrar\u201d.<\/p>\n<p>A imagem, no entanto, n\u00e3o estava formatada para o Twitter e o texto acabou ficando cortado, aparecendo apenas o trecho \u201cO Brasil n\u00e3o quer\u201d. No final da frase, o \u201cb\u201d parecia ser um \u201cr\u201d.<\/p>\n<p>E mais&#8230;<\/p>\n<p>Relator frustra governo<\/p>\n<p>O discurso do relator da reforma da Previd\u00eancia, deputado Arthur Maia (PPS-BA), sobre a conclus\u00e3o de um texto final para a proposta frustrou as expectativas do Pal\u00e1cio do Planalto. A duas semanas da data marcada para o in\u00edcio da discuss\u00e3o da reforma no plen\u00e1rio da C\u00e2mara, as poss\u00edveis mudan\u00e7as n\u00e3o est\u00e3o fechadas, segundo ele. O relator descartou ler o texto final nesta semana, como queria o governo.<\/p>\n<p>Contas do Temer<\/p>\n<p>O presidente Temer disse, a ministros no s\u00e1bado, que ainda faltam de 30 a 40 votos para aprovar a reforma. H\u00e1 aliados que acreditam faltar mais de 70.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia de risco<\/p>\n<p>A ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de risco Fitch Ratings avaliou, em relat\u00f3rio publicado na segunda-feira, que considera que as reformas s\u00e3o \u201cfundamentais\u201d para a estabiliza\u00e7\u00e3o das finan\u00e7as p\u00fablicas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bras\u00edlia. O ano legislativo come\u00e7ou na segunda-feira (5), com as primeiras reuni\u00f5es na C\u00e2mara. E o foco principal neste in\u00edcio de legislatura \u00e9 a reforma da Previd\u00eancia, cuja tramita\u00e7\u00e3o ter\u00e1 in\u00edcio no pr\u00f3ximo dia 19, com expectativa, por parte do Planalto, de vota\u00e7\u00e3o j\u00e1 no dia seguinte. E as articula\u00e7\u00f5es foram intensas na segunda-feira. 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