{"id":20500,"date":"2018-02-17T19:47:42","date_gmt":"2018-02-17T19:47:42","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=20500"},"modified":"2018-02-17T19:47:42","modified_gmt":"2018-02-17T19:47:42","slug":"fossil-de-animal-com-corpo-de-aranha-e-cauda-de-escorpiao-e-encontrado-na-asia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/fossil-de-animal-com-corpo-de-aranha-e-cauda-de-escorpiao-e-encontrado-na-asia\/","title":{"rendered":"F\u00f3ssil de animal com corpo de aranha e cauda de escorpi\u00e3o \u00e9 encontrado na \u00c1sia"},"content":{"rendered":"<p>Um f\u00f3ssil conservado em \u00e2mbar por 100 milh\u00f5es de anos est\u00e1 ajudando a esclarecer conceitos cient\u00edficos sobre as origens das aranhas.<\/p>\n<p>Diferentemente de seus parentes modernos, a antiga criatura tinha uma cauda. Ela pertence \u00e0 classe dos aracn\u00eddeos, que agrupa artr\u00f3podes como a aranha, o escorpi\u00e3o e o carrapato.<\/p>\n<p>Pesquisadores dizem que \u00e9 poss\u00edvel \u2013 mas improv\u00e1vel \u2013 que a esp\u00e9cie ainda viva nas florestas do sudeste da \u00c1sia.<\/p>\n<p>O habitat remoto da criatura e seu pequeno tamanho tornam poss\u00edvel que seus descendentes ainda vivam em Mianmar, onde o f\u00f3ssil foi encontrado, segundo Paul Selden, paleont\u00f3logo da Universidade do Kansas, nos EUA.<\/p>\n<p>Nenhum foi encontrado vivo, mas algumas das florestas n\u00e3o s\u00e3o muito bem estudadas, e \u00e9 um bicho muito pequeno, diz ele.<br \/>\nMina de ouro<\/p>\n<p>Myanmar tem se provado uma mina de ouro para cientistas que procuram pele, escamas, pelos e penas preservados no \u00e2mbar, uma resina de \u00e1rvore fossilizada.<\/p>\n<p>A descoberta remonta ao per\u00edodo Cret\u00e1ceo, quando a Terra era habitada por dinossauros com o Tiranossauro Rex.<\/p>\n<p>O aracn\u00eddeo tem uma mistura incomum de caracter\u00edsticas antigas e modernas. Cientistas nomearam o animal de Chimerarachne yingi, em homenagem \u00e0 Quimera, o animal mitol\u00f3gico grego composto por partes de mais de um animal.<\/p>\n<p>Sabemos h\u00e1 cerca de uma d\u00e9cada que aranha evoluiu a partir de aracn\u00eddeos que tinham caudas h\u00e1 mais de 315 milh\u00f5es de anos, diz Russel Garwood, coautor da pesquisa sobre o f\u00f3ssil e pesquisador da Universidade de Manchester, na Inglaterra.<\/p>\n<p>No entanto, ainda n\u00e3o t\u00ednhamos encontrado f\u00f3sseis que mostrassem isso, ent\u00e3o essa descoberta \u00e9 uma enorme e fant\u00e1stica surpresa.<\/p>\n<p>Quatro pequenos animais foram encontrados. Os pesquisadores acreditam que eles viviam em troncos de \u00e1rvores, talvez embaixo da casca ou do musgo no p\u00e9 delas.<\/p>\n<p>Eles eram capazes de produzir fios de seda com um \u00f3rg\u00e3o localizado em sua parte traseira, mas \u00e9 improv\u00e1vel que constru\u00edssem teias. Ainda n\u00e3o h\u00e1 teorias sobre para que a cauda era usada ou se o bicho era venenoso.<br \/>\nSurpresas fossilizadas<\/p>\n<p>O pesquisador Ricardo Perez De La Fuente, do Museu de Hist\u00f3ria Natural de Oxford, diz que esses incr\u00edveis f\u00f3sseis ser\u00e3o importantes para decifrar o quebra-cabe\u00e7a da evolu\u00e7\u00e3o das aranhas.<\/p>\n<p>O Chimerarachne \u00e9 o elo entre os aracn\u00eddeos com cauda do per\u00edodo Paleozoico, conhecidos atrav\u00e9s de pedras fossilizadas, e as aranhas modernas. E o fato de que eles foram t\u00e3o belamente preservados no \u00e2mbar permitiu um raro estudo em detalhe, afirma De La Fuente.<\/p>\n<p>Ainda existem muitas surpresas esperando para ser desenterradas no mundo f\u00f3ssil. Como a maioria das descobertas inesperadas da paleontologia, provavelmente (ela traz) mais perguntas do que respostas. Mas d\u00favidas s\u00e3o o que mant\u00e9m as pesquisas empolgantes e ajuda a expandir os limites da ci\u00eancia.<\/p>\n<p>A ordem das aranhas existe desde 300 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. O Chimerarachne teve um ancestral em comum com a aranha e se assemelha a um membro do grupo mais primitivo de aranhas modernas, o mesotheles, que hoje s\u00f3 existe na China, no Jap\u00e3o e no sudeste da \u00c1sia.<\/p>\n<p>Aranhas s\u00e3o um dos grupos mais bem-sucedidos na natureza, com mais de 47 mil esp\u00e9cies vivas.<\/p>\n<p>Ao longo de centenas de milh\u00f5es de anos, elas desenvolveram diversas caracter\u00edsticas \u00fanicas, incluindo fieiras para a produ\u00e7\u00e3o de fios e veneno para imobilizar as presas.<\/p>\n<p>A pesquisa foi publicadas em dois artigos na revista cient\u00edfica Nature Ecology e Evolution. Um deles, liderado pelo cientista Bo Wang, da Academia Chinesa de Ci\u00eancias, descreveu dois dos animais. O outro, de Gonzalo Giribet, da Universidade Harvard, apresenta os outros dois aracn\u00eddeos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um f\u00f3ssil conservado em \u00e2mbar por 100 milh\u00f5es de anos est\u00e1 ajudando a esclarecer conceitos cient\u00edficos sobre as origens das aranhas. Diferentemente de seus parentes modernos, a antiga criatura tinha uma cauda. Ela pertence \u00e0 classe dos aracn\u00eddeos, que agrupa artr\u00f3podes como a aranha, o escorpi\u00e3o e o carrapato. 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