{"id":20454,"date":"2018-02-17T19:36:56","date_gmt":"2018-02-17T19:36:56","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=20454"},"modified":"2018-02-17T19:36:56","modified_gmt":"2018-02-17T19:36:56","slug":"dia-da-internet-mais-segura-alerta-sobre-riscos-do-uso-da-rede-por-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/dia-da-internet-mais-segura-alerta-sobre-riscos-do-uso-da-rede-por-criancas\/","title":{"rendered":"Dia da Internet Mais Segura alerta sobre riscos do uso da rede por crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>No Dia da Internet Mais Segura (Safer Internet Day, em ingl\u00eas), celebrado hoje (6) em dezenas de pa\u00edses em todo o mundo, o Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef) alerta para o acesso desigual \u00e0s novas tecnologias e para os in\u00fameros perigos do uso da rede mundial pelos menores de idade.A campanha deste ano tem o lema Criar, conectar e compartilhar o respeito: uma internet melhor come\u00e7a com voc\u00ea.<\/p>\n<p>Em um relat\u00f3rio lan\u00e7ado hoje em Madri, intitulado Los ni\u00f1os y ni\u00f1as de la brecha digital en Espa\u00f1a (Os meninos e meninas da abertura digital na Espanha), o Unicef revela que o acesso de menores \u00e0 internet est\u00e1 acontecendo cada vez mais cedo. Os que agora t\u00eam 15 e 16 anos come\u00e7aram a usar a rede digital com 10 anos, e aqueles que agora t\u00eam entre 9 e 10 anos come\u00e7aram com sete.<\/p>\n<p>Na Espanha, 95% das crian\u00e7as entre 10 e 15 anos utilizam a internet. Mas ainda h\u00e1 300 mil crian\u00e7as e adolescentes que n\u00e3o t\u00eam acesso a computadores e 140 mil que nunca tiveram contato com a internet.<\/p>\n<p>No ambiente digital em que essas crian\u00e7as nasceram, n\u00e3o ter acesso \u00e0 tecnologia informatizada \u00e9 uma forma de exclus\u00e3o que pode ter consequ\u00eancias para o seu desenvolvimento pessoal e trabalho futuro, afirma Maite Pacheco, diretora de Conscientiza\u00e7\u00e3o e Pol\u00edticas Infantis, da Comiss\u00e3o Espanhola do Unicef.<\/p>\n<p>Perigos da rede<\/p>\n<p>Os riscos a que as crian\u00e7as est\u00e3o expostas quando navegam nas redes sociais e na internet s\u00e3o diversos. O uso excessivo, cyberbullying (bullying atrav\u00e9s da internet), sexting (divulga\u00e7\u00e3o de conte\u00fados er\u00f3ticos atrav\u00e9s de celulares), acesso a conte\u00fados n\u00e3o adequados para menores de idade, falta de privacidade e uso indevido de dados pessoais, s\u00e3o alguns dos malef\u00edcios existentes.<\/p>\n<p>Entre os perigos est\u00e1 tamb\u00e9m o ass\u00e9dio sexual, que afeta principalmente as meninas. O Unicef baseou-se em um estudo realizado em 2016 com uma amostra de 4 mil crian\u00e7as. A pesquisa mostrou que 42,6% das meninas disseram terem sido v\u00edtimas de algum tipo de viol\u00eancia ou ass\u00e9dio sexual online, em compara\u00e7\u00e3o com 35,9% dos meninos.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio apresentou o depoimento de uma menina de 13 anos que diz que muitas pessoas lhe pediram fotos. Foi o que me incomodou, porque me pediam fotos de partes do meu corpo e eu disse que n\u00e3o e n\u00e3o. Nunca os enviei, eu costumava enviar s\u00f3 do meu rosto, mas nunca enviei nada daqui para baixo.<\/p>\n<p>Minorias<\/p>\n<p>Capoeira para refugiados<\/p>\n<p>Crian\u00e7as filhas de refugiados s\u00e3o um dos principais alvos de discrimina\u00e7\u00e3o nas redes sociaisDivulga\u00e7\u00e3o\/Projeto Capoeira para Refugiados\/Arquivo<\/p>\n<p>As crian\u00e7as de grupos tradicionalmente discriminados, como crian\u00e7as da comunidade cigana, de origem migrat\u00f3ria ou do grupo LGTBI s\u00e3o as mais vulner\u00e1veis e as mais atacadas. A discrimina\u00e7\u00e3o e o discurso de \u00f3dio t\u00eam um impacto muito negativo sobre elas, uma vez que perpetua estere\u00f3tipos e dificulta sua integra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio do Unicef enfocou o uso de novas tecnologias por crian\u00e7as de origem equatoriana e da \u00c1frica magrebina (oriundos do Marrocos, Arg\u00e9lia, T\u00fanisia, Saara Ocidental e Maurit\u00e2nia) e subsaariana, pois s\u00e3o as popula\u00e7\u00f5es de imigrantes mais representativas na Espanha. O estudo leva em considera\u00e7\u00e3o meninos e meninas que migraram com suas fam\u00edlias, bem como aqueles que j\u00e1 nasceram no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em geral, essas crian\u00e7as t\u00eam alto acesso \u00e0 internet nos telefones celulares. De acordo com o estudo, se eles n\u00e3o t\u00eam Wi-Fi (acesso \u00e0 rede sem fio) em casa, eles se conectam com um amigo ou membro da fam\u00edlia. O problema enfrentado por esses menores \u00e9, principalmente, o recebimento de mensagens de \u00f3dio.<\/p>\n<p>Riscos e Oportunidades<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, diariamente mais de 175 mil crian\u00e7as acessam a internet pela primeira vez no mundo, ou seja, um jovem entra na rede a cada meio segundo. E, apesar dos riscos, de um modo geral a rede pode desempenhar um papel fundamental para que essas crian\u00e7as possam desenvolver seu potencial, melhorar sua integra\u00e7\u00e3o e at\u00e9 buscar refer\u00eancias e ajuda.<\/p>\n<p>O acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de aplicativos e plataformas especializadas pode ajud\u00e1-las na constru\u00e7\u00e3o de relacionamentos sociais com outras crian\u00e7as que t\u00eam as mesmas preocupa\u00e7\u00f5es e dificuldades.<\/p>\n<p>Para mim, as redes sociais t\u00eam sido uma grande ajuda, explica a estudante marroquina Nora Kaddour, de 18 anos. Gra\u00e7as \u00e0s redes, fiz amigos e posso estar em contato com minha fam\u00edlia, contar-lhes o que acontece comigo ou o que eu preciso. Atrav\u00e9s da internet, posso obter informa\u00e7\u00f5es para estudar e \u00e9 mais f\u00e1cil fazer os trabalhos (escolares).<\/p>\n<p>Gabriel D\u00edaz, 19 anos, estudante e ativista LGTBI, conta que a internet mudou sua vida. Consegui encontrar respostas para um mar de d\u00favidas e senti que n\u00e3o era o \u00fanico. Tamb\u00e9m \u00e9 verdade que encontrei muitas informa\u00e7\u00f5es erradas e enfrentei discrimina\u00e7\u00e3o e \u00f3dio contra o coletivo LGTBI.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Augusto Queiroz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Dia da Internet Mais Segura (Safer Internet Day, em ingl\u00eas), celebrado hoje (6) em dezenas de pa\u00edses em todo o mundo, o Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef) alerta para o acesso desigual \u00e0s novas tecnologias e para os in\u00fameros perigos do uso da rede mundial pelos menores de idade.A campanha deste &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20454"}],"collection":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20454"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20454\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20455,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20454\/revisions\/20455"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20454"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20454"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20454"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}