{"id":20382,"date":"2018-02-17T19:20:01","date_gmt":"2018-02-17T19:20:01","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=20382"},"modified":"2018-02-17T19:20:01","modified_gmt":"2018-02-17T19:20:01","slug":"sao-clemente-homenageia-escola-de-belas-artes-da-ufrj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/sao-clemente-homenageia-escola-de-belas-artes-da-ufrj\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Clemente homenageia Escola de Belas Artes da UFRJ"},"content":{"rendered":"<p>A S\u00e3o Clemente, do bairro de Botafogo, na zona sul do Rio, vai ser a segunda escola de samba a entrar na avenida no domingo (11) de carnaval, com o enredo Academicamente Popular, que sa\u00fada a hist\u00f3ria da Escola de Belas Artes (EBA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n<p>Esta reportagem \u00e9 parte da s\u00e9rie que a Ag\u00eancia Brasil publica, at\u00e9 o carnaval, sobre os preparativos para os desfiles das escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>O tema escolhido pela S\u00e3o Clemente tem muita liga\u00e7\u00e3o com o carnavalesco Jorge Silveira, que estudou na EBA entre 1999 e 2003 e se formou em Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica.<\/p>\n<p>Jorge substituiu a carnavalesca Rosa Magalh\u00e3es, tamb\u00e9m formada pela Escola de Belas Artes e que neste ano est\u00e1 na Portela. Como professor de Artes, Silveira j\u00e1 tinha desenvolvido pesquisa sobre a hist\u00f3ria da Escola da UFRJ e foi a partir do estudo, dispon\u00edvel na internet, que surgiu o convite da S\u00e3o Clemente.<\/p>\n<p>\u201cFoi iniciativa da escola, portanto, tornar este enredo uma homenagem aos 200 anos da Escola de Belas Artes realidade\u201d, disse o carnavalesco, que elogiou o suporte da institui\u00e7\u00e3o para que ele pudesse desenvolver o enredo.<\/p>\n<p>Os impactos provocados pela redu\u00e7\u00e3o \u00e0 metade dos recursos financeiros repassados pela prefeitura e pela interdi\u00e7\u00e3o dos barrac\u00f5es pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho, nos meses de outubro e novembro, para garantir mais seguran\u00e7a nos profissionais do barrac\u00e3o, n\u00e3o impactaram de forma significativa o cronograma da S\u00e3o Clemente.<\/p>\n<p>Jorge creditou isso \u00e0 experi\u00eancia que j\u00e1 tinha adquirido nos anos de servi\u00e7os em escolas da S\u00e9rie A, at\u00e9 ser, no ano passado, carnavalesco da Viradouro. Essas agremia\u00e7\u00f5es t\u00eam uma realidade mais dif\u00edcil de falta de estrutura e de dinheiro.\u201cEstou acostumado a trabalhar com a dificuldade. Na S\u00e9rie A, a restri\u00e7\u00e3o \u00e9 modus operandi. \u00c9 normal ter dificuldade. J\u00e1 estava espiritualmente calejado para um ano de dificuldade. Foi muito al\u00e9m do que a gente imaginava, mas a gente conseguiu resolver com planejamento\u201d, contou.<\/p>\n<p>Para driblar poss\u00edveis atrasos no desenvolvimento do enredo, o carnavalesco entrou no barrac\u00e3o com anteced\u00eancia, no dia 3 de mar\u00e7o. Isso permitiu ter acesso a profissionais especializados antes de serem contratados por outras escolas e a or\u00e7amentos mais baratos de materiais. O resultado \u00e9 que em junho j\u00e1 tinha um carro aleg\u00f3rico de p\u00e9.<\/p>\n<p>\u201cEnquanto tinham escolas sem decidir o enredo que iam fazer, eu j\u00e1 estava construindo carro aleg\u00f3rico. Isso para mim foi uma enorme vantagem. Quando houve a interdi\u00e7\u00e3o dos barrac\u00f5es, eu j\u00e1 tinha quatro alegorias em p\u00e9. A gente resolveu o problema com muito trabalho de anteced\u00eancia e planejamento\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ateli\u00eas no barrac\u00e3o da S\u00e3o Clemente, onde s\u00e3o preparados as fantasias e os adere\u00e7os da escola<\/p>\n<p>O trabalho nos ateli\u00eas do barrac\u00e3o da S\u00e3o Clemente come\u00e7ou cedo, logo depois do carnaval, o que permitiu \u00e0 escola economizar recursos em um ano de cortes no or\u00e7amento Cristina Indio do Brasil\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>Rela\u00e7\u00e3o entre academia e carnaval<\/p>\n<p>Para o professor de arte e carnavalesco, a parceria entre as escolas de samba e o mundo acad\u00eamico \u00e9 perfeitamente poss\u00edvel. \u201c\u00c9 uma jun\u00e7\u00e3o natural e n\u00e3o uma inven\u00e7\u00e3o minha. Eu termino meu carnaval prestando uma homenagem \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de professores que sa\u00edram da Escola de Belas Artes e foram fazer carnaval nos barrac\u00f5es, nos anos de 50 e 60. Essa rela\u00e7\u00e3o da escola de samba com a Escola de Belas Artes \u00e9 de v\u00e1rias d\u00e9cadas que se passaram no carnaval, com muitos t\u00edtulos e com grandes nomes. Com o conhecimento que eles transferiram da academia para o barrac\u00e3o, redimensionaram a escola de samba para transform\u00e1-la no maior espet\u00e1culo audiovisual do planeta\u201d, avaliou.<\/p>\n<p>Para Jorge, h\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o direta entre o que se faz nos barrac\u00f5es da Cidade do Samba e nos ateli\u00eas da Belas Artes. \u201cO ateli\u00ea da Escola de Belas Artes \u00e9 muito semelhante ao ateli\u00ea de um barrac\u00e3o. A gente tem escultura, pintura, resina, tecido, tudo o que existe na oficina de Belas Artes tem no barrac\u00e3o\u201d, indicou, citando, ainda o conhecimento de materiais, t\u00e9cnicas construtivas, a paleta de cores, como parte dessa experi\u00eancia inclu\u00edda no trabalho dos barrac\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos ateli\u00eas das escolas na Cidade do Samba, que ficam no quarto andar, os artistas e costureiras fabricam fantasias e adere\u00e7os que passar\u00e3o na avenida durante os desfiles. Jorge acompanhou de perto o trabalho durante todo o desenvolvimento do enredo.<\/p>\n<p>Setores do desfile<\/p>\n<p>A primeira parte do desfile da Amarelo e Preto de Botafogo vai tratar da chegada da miss\u00e3o art\u00edstica francesa ao Brasil, a pedido de dom Jo\u00e3o VI, para atuar na institui\u00e7\u00e3o desde sua constru\u00e7\u00e3o. Depois passa pela influ\u00eancia de Debret, que retratou a vida cotidiana da cidade do Rio de Janeiro naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p>O terceiro setor vai mostrar a gl\u00f3ria e esplendor dos sal\u00f5es da academia quando os alunos competiam por medalhas e premia\u00e7\u00f5es. O destaque no setor ser\u00e1 o primeiro grupo de professores brasileiros que substituiu os franceses e se tornou elite da arte no Brasil.<\/p>\n<p>O quarto setor trar\u00e1 a ruptura dentro da academia, que se deu quando alunos sa\u00edram do interior da escola para as ruas, para pintarem em contato com a natureza, se libertando dos paradigmas dos manuais franceses.<\/p>\n<p>Em seguida, ser\u00e1 apresentada a arte moderna genuinamente brasileira, com tem\u00e1ticas que representavam o homem comum: o caipira, o pescador, o dia a dia do brasileiro nativo.<\/p>\n<p>No final, vem a homenagem aos carnavalescos vindos da Belas Artes. Al\u00e9m das escolas de samba, eles influenciaram a decora\u00e7\u00e3o da avenida Presidente Vargas e da avenida Rio Branco, ambas no centro, onde ocorriam os desfiles antes da constru\u00e7\u00e3o do Samb\u00f3dromo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A S\u00e3o Clemente, do bairro de Botafogo, na zona sul do Rio, vai ser a segunda escola de samba a entrar na avenida no domingo (11) de carnaval, com o enredo Academicamente Popular, que sa\u00fada a hist\u00f3ria da Escola de Belas Artes (EBA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Esta reportagem \u00e9 parte &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-20382","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20382","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20382"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20382\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20383,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20382\/revisions\/20383"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20382"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20382"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20382"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}