{"id":20242,"date":"2018-02-17T18:47:08","date_gmt":"2018-02-17T18:47:08","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=20242"},"modified":"2018-02-17T18:47:08","modified_gmt":"2018-02-17T18:47:08","slug":"economia-com-microgeracao-de-energia-solar-ultrapassa-os-60","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/economia-com-microgeracao-de-energia-solar-ultrapassa-os-60\/","title":{"rendered":"Economia com microgera\u00e7\u00e3o de energia solar ultrapassa os 60%"},"content":{"rendered":"<p>Morador de Capin\u00f3polis, no Tri\u00e2ngulo Mineiro, Ant\u00f4nio das Gra\u00e7as Bas\u00edlio, 64, utiliza um sistema de microgera\u00e7\u00e3o de energia solar em sua casa h\u00e1 cerca de tr\u00eas meses. E j\u00e1 economiza mais de 60% no valor da conta de luz. \u201cMesmo com chuva, consigo gerar pelo menos 75% da energia que consumo\u201d, conta o aposentado, que investiu cerca de R$ 18 mil na instala\u00e7\u00e3o. \u201cMinha expectativa \u00e9 ter retorno do que gastei nos pr\u00f3ximos cinco anos. Fico satisfeito, j\u00e1 que as placas podem durar at\u00e9 25 anos\u201d, conta.<\/p>\n<p>O prazo para retorno do investimento em microgera\u00e7\u00e3o solar est\u00e1 caindo, segundo Marcelo Bel\u00e9m, empres\u00e1rio do setor e s\u00f3cio da Terra e Sol. Segundo ele, em 2014 os investimentos se pagavam com dez anos de uso e hoje esse per\u00edodo \u00e9 de quatro anos, em m\u00e9dia. \u201cO prazo para o payback (retorno) est\u00e1 menor a cada ano, devido \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o das tarifas de energia e \u00e0 queda gradativa dos custos de instala\u00e7\u00e3o e de aquisi\u00e7\u00e3o de materiais para sistemas fotovoltaicos,\u201d explica Bel\u00e9m.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio ressalta que outra vantagem da gera\u00e7\u00e3o fotovoltaica \u00e9 que o consumidor fica \u201cisento das perturba\u00e7\u00f5es no sistema de tarifa\u00e7\u00e3o das concession\u00e1rias de energia, em fun\u00e7\u00e3o do volume baixo dos reservat\u00f3rios, como as bandeiras tarif\u00e1rias\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>As bandeiras tarif\u00e1rias foram um dos motivos que fizeram a Ordem dos Carmelitas Descal\u00e7os de Minas Gerais investir cerca de R$ 100 mil em um sistema de capta\u00e7\u00e3o fotovoltaica em um convento de Belo Horizonte, que come\u00e7ou a funcionar no m\u00eas passado. \u201cPrimeiramente, nosso objetivo \u00e9 a economia, tivemos muitas bandeiras vermelhas no ano passado\u201d, afirma frei Hudson, membro do comit\u00ea econ\u00f4mico da Ordem. Durante o ano passado, as bandeiras vermelhas foram permitidas pela Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) em seis meses, as amarelas em tr\u00eas meses e as verdes foram aplicadas nos tr\u00eas restantes.<\/p>\n<p>Frei Hudson diz que a possibilidade de utilizar a energia gerada em outras casas da Ordem no Estado tamb\u00e9m contou na hora de fazer o investimento. \u201cA instala\u00e7\u00e3o foi feita em uma \u00fanica casa, mas podemos usar a energia excedente, que gera um cr\u00e9dito, nas outras tr\u00eas casas da Ordem. Nossa expectativa \u00e9 que a economia ocorra nelas tamb\u00e9m\u201d, afirma. A Ordem tem mais uma casa em Belo Horizonte e duas em Caratinga e regi\u00e3o, na Zona da Mata. A regula\u00e7\u00e3o da Aneel permite que a energia gerada em um sistema seja utilizada em outro endere\u00e7o, desde que os im\u00f3veis sejam atendidos pela mesma distribuidora, como a Cemig, e a conta de luz tenha o mesmo nome ou CNPJ.<\/p>\n<p>Ranking. Minas Gerais tem o maior n\u00famero de conex\u00f5es em sistemas solares, e est\u00e1 \u00e0 frente de S\u00e3o Paulo e Rio Grande do Sul, segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Gera\u00e7\u00e3o Distribu\u00edda (ABGD).<\/p>\n<p>Empres\u00e1rio Arthur Philip optou por fazenda solar e economizou sem fazer investimentos<\/p>\n<p>Para as pequenas e m\u00e9dias empresas as fazendas solares de Minas Gerais s\u00e3o uma alternativa para quem quer economizar na conta de luz sem investir no equipamento. A economia, por\u00e9m, \u00e9 menor, fica em torno de 10%. Para o empres\u00e1rio Arthur Philip de Oliveira Ferreira, 32, vale a pena.<\/p>\n<p>\u201cUma economia de 10%, sem ter que fazer qualquer investimento, para um pequeno empres\u00e1rio, em tempos de crise, \u00e9 muita coisa\u201d, afirma Ferreira, que \u00e9 propriet\u00e1rio da rede de churrascarias Farroupilha, com tr\u00eas unidades na capital mineira e do restaurante Mineir\u00edssimo, na Pampulha. Ele j\u00e1 adotou a energia solar \u2018alugada\u2019 em tr\u00eas dos seus empreendimentos e espera uma mudan\u00e7a no registro da conta de luz da quarta unidade para fazer a mudan\u00e7a. \u201cCheguei a estudar a instala\u00e7\u00e3o das placas fotovoltaicas, mas achei o investimento alto, at\u00e9 porque trabalho com alguns im\u00f3veis alugados. Foi mais pr\u00e1tico fazer o contrato com a fazenda\u201d, explica o empres\u00e1rio.<\/p>\n<p>Diretor de novos neg\u00f3cios da \u00d3rigo Energia, Rodolfo Molinari explica que a fazenda solar que funciona em Jo\u00e3o Pinheiro, noroeste do Estado, tem capacidade de gera\u00e7\u00e3o de 1 MW e 63 clientes em todas as regi\u00f5es de Minas. \u201cTemos clientes no Sul, no Tri\u00e2ngulo Mineiro, na capital e na Zona da Mata\u201d conta Molinari. A Fazenda pode oferecer energia para pequenas e m\u00e9dias empresas desde que a Cemig seja a distribuidora.<\/p>\n<p>Molinari conta que a empresa planeja oferecer o servi\u00e7o para pessoas f\u00edsicas, mas que a regulamenta\u00e7\u00e3o da Aneel, nesse caso, \u00e9 mais complexa. Por isso, a empresa optou por atender pessoas jur\u00eddicas. \u201cA regula\u00e7\u00e3o para pessoas f\u00edsicas n\u00e3o \u00e9 invi\u00e1vel mas \u00e9 mais complexa. Um aprimoramento pela Aneel seria bem-vindo e j\u00e1 fizemos algumas sugest\u00f5es \u00e0 ag\u00eancia\u201d, diz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Morador de Capin\u00f3polis, no Tri\u00e2ngulo Mineiro, Ant\u00f4nio das Gra\u00e7as Bas\u00edlio, 64, utiliza um sistema de microgera\u00e7\u00e3o de energia solar em sua casa h\u00e1 cerca de tr\u00eas meses. 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