{"id":19964,"date":"2018-02-17T17:41:25","date_gmt":"2018-02-17T17:41:25","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=19964"},"modified":"2018-02-17T17:41:25","modified_gmt":"2018-02-17T17:41:25","slug":"tres-em-cada-dez-casos-de-cancer-podem-ser-evitados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/tres-em-cada-dez-casos-de-cancer-podem-ser-evitados\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas em cada dez casos de c\u00e2ncer podem ser evitados"},"content":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro. Uma pesquisa do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca) aponta que 600 mil casos da doen\u00e7a devem surgir no pa\u00eds em 2018. Segundo o Inca, em cada dez casos, tr\u00eas est\u00e3o relacionados ao estilo de vida que as pessoas levam. H\u00e1bitos como tabagismo, consumo de \u00e1lcool, sedentarismo, obesidade e exposi\u00e7\u00e3o excessiva ao sol aumentam as chances de incid\u00eancia da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>De acordo com a oitava edi\u00e7\u00e3o do documento \u201cIncid\u00eancia de c\u00e2ncer no Brasil\u201d, um dos maiores desafios \u00e9 a desinforma\u00e7\u00e3o \u2013 ou seja, a falta de di\u00e1logo entre o m\u00e9dico e o paciente, que muitas vezes considera que seu caso \u00e9 irremedi\u00e1vel. Na verdade, um em cada tr\u00eas casos de c\u00e2ncer pode ser prevenido, principalmente entre os de alta preval\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cO tipo de c\u00e2ncer mais comum no nosso pa\u00eds continua sendo, claro que esperado num pa\u00eds tropical, o c\u00e2ncer de pele, do tipo n\u00e3o melanoma. Dos demais c\u00e2nceres, mama na mulher e pr\u00f3stata no homem v\u00eam se destacando bastante\u201d, afirmou Ana Cristina Pinho, diretora geral do Inca. \u201cAl\u00e9m disso, outros tipos de c\u00e2ncer com alta incid\u00eancia, como o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o e o c\u00e2ncer de intestino, tamb\u00e9m est\u00e3o muito ligados a h\u00e1bitos alimentares, ao tabagismo, ao uso abusivo de \u00e1lcool\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cOs c\u00e2nceres de pr\u00f3stata e mama est\u00e3o associados \u00e0 longevidade, a fatores reprodutivos e hormonais, \u00e0 inatividade f\u00edsica, \u00e0 obesidade e ao uso de \u00e1lcool. H\u00e1 tamb\u00e9m uma minoria de casos relacionados \u00e0 hist\u00f3ria de c\u00e2ncer na fam\u00edlia\u201d, aponta a m\u00e9dica epidemiologista Liz Almeida, chefe da Divis\u00e3o de Pesquisa Populacional do Inca.<\/p>\n<p>\u201cSobre o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, cujo principal fator \u00e9 a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 fuma\u00e7a do tabaco, conseguimos avan\u00e7ar com a forte redu\u00e7\u00e3o na preval\u00eancia de fumantes, resultado do programa brasileiro de controle do tabagismo. Mas pulm\u00e3o continua a figurar entre os c\u00e2nceres mais incidentes e temos que intensificar a preven\u00e7\u00e3o ao tabagismo, sobretudo entre os jovens. O tabaco continua liderando o ranking de fatores de risco, est\u00e1 associado a 16 tipos de c\u00e2ncer e responde por um quinto de todas as mortes por c\u00e2ncer no mundo\u201d, complementa Liz Almeida.<\/p>\n<p>A incid\u00eancia do c\u00e2ncer de intestino est\u00e1 relacionada ao aumento no \u00edndice de peso corporal inadequado. \u201cO c\u00e2ncer de intestino j\u00e1 \u00e9 o segundo entre as mulheres, perdendo apenas para o de mama, e o terceiro entre os homens, ficando atr\u00e1s dos de pr\u00f3stata e de pulm\u00e3o\u201d, ressalta Liz Almeida.<br \/>\nQuase 60% n\u00e3o usam preservativo<\/p>\n<p>Rio de Janeiro. Pesquisa da Sociedade Brasileira de Oncologia Cl\u00ednica (Sboc) mostra que 59% dos brasileiros n\u00e3o usam preservativos como medida de preven\u00e7\u00e3o ao c\u00e2ncer. A rela\u00e7\u00e3o entre o sexo desprotegido e c\u00e2ncer \u00e9 desconhecida: entre 1.500 entrevistados, quase 30% n\u00e3o imaginam que eles reduzem o risco.<\/p>\n<p>\u201cNos casos de c\u00e2ncer de colo do \u00fatero e p\u00eanis, por exemplo, o mero contato com a mucosa e pele da regi\u00e3o genital e perineal pode infectar o (a) parceiro (a). Assim, o uso do preservativo, desde o in\u00edcio da rela\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 essencial\u201d, afirma Andreia Melo, diretora da Sboc.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro. Uma pesquisa do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca) aponta que 600 mil casos da doen\u00e7a devem surgir no pa\u00eds em 2018. Segundo o Inca, em cada dez casos, tr\u00eas est\u00e3o relacionados ao estilo de vida que as pessoas levam. 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