{"id":19924,"date":"2018-02-17T17:32:00","date_gmt":"2018-02-17T17:32:00","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=19924"},"modified":"2018-02-17T17:32:00","modified_gmt":"2018-02-17T17:32:00","slug":"como-um-pente-de-48-centavos-gerou-um-processo-por-racismo-nos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/como-um-pente-de-48-centavos-gerou-um-processo-por-racismo-nos-eua\/","title":{"rendered":"Como um pente de 48 centavos gerou um processo por racismo nos EUA"},"content":{"rendered":"<p>Uma americana est\u00e1 processando a rede de supermercados Walmart pela maneira como uma das lojas exibe produtos voltados para clientes negros.<\/p>\n<p>Essie Grundy afirma que a filial do Walmart na cidade de Perris, na Calif\u00f3rnia, intencionalmente colocava produtos de uso espec\u00edfico de pessoas negras em vitrines fechadas \u00e0 chave.<\/p>\n<p>Sua advogada, Gloria Alred, disse \u00e0 BBC que o processo contra a franquia \u00e9 por discrimina\u00e7\u00e3o e humilha\u00e7\u00e3o. Segundo Alred, Grundy foi ao Walmart para comprar um creme especial para pele negra e viu que o creme e outras mercadorias para cabelos crespos estavam em uma vitrine fechada.<\/p>\n<p>Os produtos estavam separados de outros voltados para clientela de outras etnias \u2013 que estavam em estantes abertas e tinha livre acesso.<\/p>\n<p>Quando perguntou a um funcion\u00e1rio sobre a diferen\u00e7a, ele disse que era uma orienta\u00e7\u00e3o da matriz e que ele mesmo havia reclamado dessa pol\u00edtica, mas que nada tinha mudado, diz a advogada.<\/p>\n<p>Trancado<\/p>\n<p>Grundy voltou ao mercado outro dia para comprar um pente que custava US$ 0,48 (R$ 1,52) e descobriu que o produto tamb\u00e9m estava trancado \u00e0 chave.<\/p>\n<p>Ela teve que chamar um funcion\u00e1rio para abrir a vitrine e pegar o pente. Ela ent\u00e3o ouviu que teria que ser escoltada pelo funcion\u00e1rio at\u00e9 a caixa registradora para que pudesse compr\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Ela sentiu como se tivessem lhe dado um soco no est\u00f4mago ao presenciar as pr\u00e1ticas discriminat\u00f3rias, diz a advogada. Ela afirma ainda que sua cliente pediu para falar com um gerente, mas suas queixas n\u00e3o foram ouvidas.<\/p>\n<p>\u00c9 um caso claro de uma mulher negra que est\u00e1 sendo discriminada, diz Alred. Se ela quer comprar um produto, tem que procurar um funcion\u00e1rio da loja para abrir a vitrine fechada com cadeado, esperar que ele retire o produto e ir com ele at\u00e9 o caixa e s\u00f3 depois poder manuse\u00e1-lo.<\/p>\n<p>O Walmart disse, em nota, que \u00e9 sens\u00edvel \u00e0 situa\u00e7\u00e3o. No entanto entendemos, como outras lojas, que existem certos produtos, como eletr\u00f4nicos, para carros, cosm\u00e9ticos e de cuidados pessoais, que s\u00e3o sujeitos a seguran\u00e7a adicional, afirma a empresa. Essas determina\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas de acordo com a circunst\u00e2ncia de cada loja.<\/p>\n<p>Alred reconhece que nem todas as lojas do Walmart t\u00eam os produtos para afrodescendentes sob chaves.<\/p>\n<p>Mas a ideia de que um gerente pode discriminar n\u00e3o \u00e9 toler\u00e1vel, diz ela.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 baseado em um preconceito, a ideia de que afrodescendentes s\u00e3o mais propensos a roubar e a serem ladr\u00f5es que outras ra\u00e7as, afirma a advogada. Ela considera que a pr\u00e1tica do Walmart mostra um desrespeito enorme por pessoas negras e \u00e9 humilhante para sua cliente, pois a faz ser vista como uma ladra.<\/p>\n<p>Grundy pede que o Walmart mude sua pol\u00edtica, cubra os gastos de sua advogada e pague US$ 4 mil por indeniza\u00e7\u00f5es em danos morais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma americana est\u00e1 processando a rede de supermercados Walmart pela maneira como uma das lojas exibe produtos voltados para clientes negros. Essie Grundy afirma que a filial do Walmart na cidade de Perris, na Calif\u00f3rnia, intencionalmente colocava produtos de uso espec\u00edfico de pessoas negras em vitrines fechadas \u00e0 chave. 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