{"id":19326,"date":"2018-02-17T15:28:47","date_gmt":"2018-02-17T15:28:47","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=19326"},"modified":"2018-02-17T15:28:47","modified_gmt":"2018-02-17T15:28:47","slug":"cni-industria-fecha-2017-com-queda-de-02-apesar-de-segundo-semestre-positivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/cni-industria-fecha-2017-com-queda-de-02-apesar-de-segundo-semestre-positivo\/","title":{"rendered":"CNI: ind\u00fastria fecha 2017 com queda de 0,2%, apesar de segundo semestre positivo"},"content":{"rendered":"<p>O faturamento real da ind\u00fastria brasileira fechou o ano com queda de 0,2%, apesar do crescimento observado no segundo semestre do ano. Os dados fazem parte do Indicadores Industriais de dezembro de 2017 divulgados hoje (1\u00ba), pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI).<\/p>\n<p>A CNI sustenta que a pesquisa Indicadores Industriais de dezembro \u201cmostra que a recupera\u00e7\u00e3o da atividade industrial segue em curso e se consolidou na segunda metade do ano passado, o que levou o setor a fechar o semestre com varia\u00e7\u00f5es positivas em todos os \u00edndices de atividade industrial: faturamento, emprego, horas trabalhadas e Utiliza\u00e7\u00e3o da Capacidade Instalada (UCI)\u201d.<\/p>\n<p>No m\u00eas de dezembro, o faturamento real da ind\u00fastria brasileira registrou crescimento de 0,2% em rela\u00e7\u00e3o a novembro, na s\u00e9rie dessazonalizada. O resultado do \u00faltimo m\u00eas de 2017 foi 3,2% maior do que o observado em dezembro do ano anterior.<\/p>\n<p>A CNI revisou o resultado de novembro, que passou de uma queda 0,6% para crescimento de 2% do faturamento real. Com isso, o \u00edndice passou a registrar quatro meses consecutivos de alta, acumulando 2,2% de crescimento no quadrimestre.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o da CNI \u00e9 de que \u201ca recupera\u00e7\u00e3o da atividade industrial segue em curso, com varia\u00e7\u00f5es positivas dos \u00edndices no \u00faltimo m\u00eas do ano, mas a consolida\u00e7\u00e3o desse processo de recupera\u00e7\u00e3o s\u00f3 se concretizou na segunda metade do ano passado\u201d. Apesar do crescimento no segundo semestre, a ind\u00fastria fechou 2017 com queda na maioria das vari\u00e1veis na compara\u00e7\u00e3o com 2016.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do faturamento real, as horas trabalhadas tamb\u00e9m tiveram queda no ano, de 2,2% frente a 2016, e o emprego industrial, de 2,7%. J\u00e1 a Utiliza\u00e7\u00e3o da Capacidade Instalada m\u00e9dia (UCI) de 2017 ficou 0,4 ponto percentual acima da m\u00e9dia de 2016.<\/p>\n<p>O rendimento m\u00e9dio real e massa salarial tiveram movimento contr\u00e1rio, com o segundo semestre mais negativo que o primeiro. O rendimento real ainda terminou o ano positivo, com crescimento de 0,8% ante 2016, mas a massa salarial consolidou queda de 1,9% no ano.<\/p>\n<p>Crescem emprego e horas trabalhadas<\/p>\n<p>Se por um lado o emprego e as horas trabalhadas cresceram em dezembro em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, por outro lado a massa salarial e o rendimento real pago ao trabalhador fecharam em queda.<\/p>\n<p>Os dados da CNI indicam que o emprego industrial aumentou 0,3% em dezembro, desconsiderando as influ\u00eancias sazonais, o terceiro aumento mensal consecutivo. Durante o segundo semestre, o \u00edndice teve queda somente em agosto.<\/p>\n<p>A entidade ressalta, por\u00e9m, que os resultados para o ano \u201cainda s\u00e3o contaminados pelo primeiro semestre, quando o emprego seguia em queda\u201d. Com isso, o \u00edndice de dezembro de 2017 \u00e9 0,4% inferior ao registrado no mesmo m\u00eas de 2016 e tamb\u00e9m 2,7% menor no acumulado do ano em rela\u00e7\u00e3o a 2016.<\/p>\n<p>J\u00e1 as horas trabalhadas na produ\u00e7\u00e3o cresceram 0,8% em dezembro, na s\u00e9rie dessazonalizada. Apesar disso, o ano tamb\u00e9m fecha com resultados negativos neste indicador: as horas trabalhadas recuaram 1,1% na compara\u00e7\u00e3o entre dezembro de 2017 e o mesmo m\u00eas de 2016 e o acumulado do ano teve queda de 2,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2016.<\/p>\n<p>Comportamento contr\u00e1rio mostram a massa salarial e o rendimento m\u00e9dio real pagos pela ind\u00fastria ao trabalhador. A massa salarial recuou 0,6% em dezembro, ap\u00f3s os ajustes sazonais, registrando a segunda queda consecutiva do \u00edndice. \u201cDiferentemente dos \u00edndices relacionados \u00e0 atividade industrial, a massa salarial teve um desempenho mais negativo na segunda metade de 2017, quando foram registradas quatro quedas mensais no segundo semestre, ante duas no semestre anterior\u201d, avalia a CNI. O \u00edndice de dezembro foi 0,4% inferior ao registrado no mesmo de m\u00eas de 2016. No ano, a massa salarial recuou 1,9%.<\/p>\n<p>J\u00e1 o rendimento m\u00e9dio real caiu 0,4% em dezembro na s\u00e9rie dessazonalizada, a segunda queda consecutiva do \u00edndice. Como no caso da massa salarial, o rendimento m\u00e9dio registrou desempenho mais negativo no segundo semestre de 2017 do que no primeiro. Ainda assim, terminou o ano de 2017 termina com aumento de 0,8%. O resultado de dezembro de 2017 \u00e9 apenas 0,1% maior do que o de dezembro de 2016.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 Utiliza\u00e7\u00e3o da Capacidade Instalada (UCI), o indicador encerrou dezembro com 78%, registrando um pequeno aumento de 0,1 ponto percentual na compara\u00e7\u00e3o com o resultado de novembro, que foi foi revisado de 78,3% para 77,9%.<\/p>\n<p>A Utiliza\u00e7\u00e3o da Capacidade Instalada da Ind\u00fastria encerrou o ano 1,3 ponto percentual acima do registrado em dezembro de 2016. J\u00e1 a m\u00e9dia de da Capacidade Instalada de 2017 foi 0,4 ponto percentual superior \u00e0 registrada em 2016.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Lidia Neves<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O faturamento real da ind\u00fastria brasileira fechou o ano com queda de 0,2%, apesar do crescimento observado no segundo semestre do ano. 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