{"id":19202,"date":"2018-02-17T15:14:35","date_gmt":"2018-02-17T15:14:35","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=19202"},"modified":"2018-02-17T15:14:35","modified_gmt":"2018-02-17T15:14:35","slug":"em-2016-daniel-dias-se-consagra-como-maior-atleta-brasileiro-nos-jogos-do-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/em-2016-daniel-dias-se-consagra-como-maior-atleta-brasileiro-nos-jogos-do-rio\/","title":{"rendered":"Em 2016, Daniel Dias se consagra como maior atleta brasileiro nos Jogos do Rio"},"content":{"rendered":"<p>Setembro de 2016. Oito dias de provas no Est\u00e1dio Aqu\u00e1tico, no Rio de Janeiro. Conseguir uma medalha seria a consagra\u00e7\u00e3o para qualquer nadador. Mas subir ao p\u00f3dio nove vezes durante a disputa \u00e9 mais do que um sonho. E quando se trata do nadador Daniel Dias, uma realidade. Foram quatro medalhas de ouro, tr\u00eas de prata e duas de bronze. Nove medalhas nos Jogos Paral\u00edmpicos de 2016, que se juntaram \u00e0s outras 15 conquistadas em Pequim (9) e Londres (6), e fizeram do atleta o recordista mundial da nata\u00e7\u00e3o paral\u00edmpica, ap\u00f3s ultrapassar a marca de 23 medalhas do australiano Matthew Cowdrey.<\/p>\n<p>Apesar de ter subido tantas vezes ao p\u00f3dio, Daniel sempre sente uma emo\u00e7\u00e3o diferente a cada conquista. \u201cCada prova tem sua hist\u00f3ria, cada lugar tem sua hist\u00f3ria. Foram os Jogos em que eu mais chorei\u201d, declarou Daniel, que tamb\u00e9m lembrou do apoio da torcida brasileira, que gritava o nome do atleta sempre que ele pulava na \u00e1gua. \u201cA torcida foi o diferencial. A gente nunca tinha vivido isso. Vai ficar marcado para sempre\u201d, declarou. Na arquibancada, uma torcida especial: a fam\u00edlia do nadador. \u201cMinha fam\u00edlia \u00e9 a minha base\u201d, disse Daniel.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos pais Paulo e Rosana e da esposa Raquel, quem se destacava na torcida eram os filhos Asaph e Daniel. Ainda pequenos, os dois tiveram a oportunidade de presenciar o recorde do pai. E quem sabe a carreira vitoriosa de Daniel n\u00e3o pode inspirar os dois a ser nadadores? Para o atleta, o importante \u00e9 incentivar os filhos a praticar esportes. O primeiro deles n\u00e3o podia ser outro: os dois fazem nata\u00e7\u00e3o desde os seis meses.<\/p>\n<p>O nadador n\u00e3o esperava conquistar tantas medalhas. Pouco tempo antes dos Jogos de 2016, Daniel teve uma les\u00e3o, a primeira em dez anos de carreira. Mas o imprevisto logo foi resolvido e ele conseguiu se recuperar a tempo de entrar para a hist\u00f3ria do esporte paral\u00edmpico brasileiro.<\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria vitoriosa de Daniel contou com o apoio especial dos pais dos atletas. Paulo e Rosana sempre incentivaram o filho a fazer tudo que era poss\u00edvel. Quando crian\u00e7a, ele sofreu preconceito e a ajuda dos pais foi fundamental para super\u00e1-lo. Daniel mostra que aprendeu com a situa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>    \u201cO preconceito n\u00e3o pode existir em cada um de n\u00f3s. Quando a gente tira esse preconceito e entende que todos somos capazes, o preconceito n\u00e3o existe mais\u201d, disse.<\/p>\n<p>Desde pequeno, Daniel se interessava por esporte. Mas a nata\u00e7\u00e3o profissional chegou apenas aos 16 anos, ap\u00f3s ver o desempenho de Clodoaldo Silva nos Jogos de Atenas, em 2004, e conhecer o esporte adaptado. O maior recordista brasileiro decidiu correr atr\u00e1s dessa oportunidade e o sonho de praticar esportes se tornou realidade. <\/p>\n<p>J\u00e1 nos Jogos de Pequim ele saiu vitorioso com nove medalhas e n\u00e3o parou mais. De \u00eddolo, Clodoaldo se tornou amigo de Daniel, que esteve ao lado dele na despedida das piscinas nos Jogos do Rio. \u201cFoi uma emo\u00e7\u00e3o muito grande. Conheci o esporte paral\u00edmpico atrav\u00e9s do Clodoaldo. Eu fico muito feliz de poder ter feito parte dessa hist\u00f3ria\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>E Daniel tamb\u00e9m poder\u00e1 fazer parte da hist\u00f3ria de futuros nadadores. Pensando em ajudar as pessoas com defici\u00eancia a encontrar um esporte adaptado, ele criou em 2015 o Instituto Daniel Dias, em Bragan\u00e7a Paulista, cidade onde mora. \u201cNem todo mundo quer seguir na carreira esportiva, mas \u00e9 uma grande ferramenta para que a gente possa entender que todos podemos ser campe\u00f5es na vida\u201d, afirmou. Hoje a institui\u00e7\u00e3o atende 15 crian\u00e7as, com o apoio de tr\u00eas t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p>As vit\u00f3rias de Daniel nas piscinas est\u00e3o longe de acabar. \u201cEu quero mais\u201d, afirmou o nadador sobre os Jogos de T\u00f3quio de 2020. \u201cEspero poder fazer uma excelente prepara\u00e7\u00e3o\u201d, acrescentou. Ele acredita que, ap\u00f3s 2016, \u00e0s aten\u00e7\u00f5es se voltar\u00e3o mais para os esportes paral\u00edmpicos. Enquanto os pr\u00f3ximos jogos n\u00e3o chegam, o nadador se prepara para o Mundial do M\u00e9xico em 2017. Uma promessa de mais medalhas para o nadador que venceu o imposs\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Setembro de 2016. Oito dias de provas no Est\u00e1dio Aqu\u00e1tico, no Rio de Janeiro. Conseguir uma medalha seria a consagra\u00e7\u00e3o para qualquer nadador. Mas subir ao p\u00f3dio nove vezes durante a disputa \u00e9 mais do que um sonho. E quando se trata do nadador Daniel Dias, uma realidade. 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