{"id":19062,"date":"2018-02-17T14:58:31","date_gmt":"2018-02-17T14:58:31","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=19062"},"modified":"2018-02-17T14:58:31","modified_gmt":"2018-02-17T14:58:31","slug":"emprego-com-carteira-assinada-cai-pelo-3o-ano-consecutivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/emprego-com-carteira-assinada-cai-pelo-3o-ano-consecutivo\/","title":{"rendered":"Emprego com carteira assinada cai pelo 3\u00ba ano consecutivo"},"content":{"rendered":"<p>No terceiro ano seguido com cortes no mercado formal de trabalho, o Brasil fechou 20.832 postos com carteira assinada em 2017, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nessa sexta-feira (26) pelo Minist\u00e9rio do Trabalho. Apesar do resultado negativo, o saldo do ano passado \u00e9 melhor do que o registrado em 2015 (fechamento de 1,5 milh\u00e3o de vagas) e em 2016 (encerramento de 1,3 milh\u00e3o de postos de emprego). Nesses tr\u00eas anos de redu\u00e7\u00e3o de postos de trabalho, o Brasil perdeu mais de 2,8 milh\u00f5es de vagas com carteira assinada. No ano passado, foram registradas 14.635.899 admiss\u00f5es e 14.656.731 demiss\u00f5es no mercado formal brasileiro.<\/p>\n<p>Com o corte de vagas em 2017, o Brasil fechou o ano com um estoque de 38,29 milh\u00f5es de empregos formais. Esse \u00e9 o estoque mais baixo desde o fim de 2011, quando 38,25 milh\u00f5es de pessoas ocupavam emprego com carteira assinada no pa\u00eds. Os dados do Caged tamb\u00e9m confirmam que a redu\u00e7\u00e3o da taxa de desemprego geral no pa\u00eds acontece por causa do emprego informal e aut\u00f4nomo. Segundo o IBGE, a taxa, que era de 13,7% no in\u00edcio do ano, fechou em 12% no trimestre encerrado em novembro. O n\u00famero de empregados sem carteira assinada chegou a 11,2 milh\u00f5es no per\u00edodo, alta de 6,9% ante o mesmo per\u00edodo de 2016. J\u00e1 o n\u00famero de trabalhadores por conta pr\u00f3pria somou 23 milh\u00f5es de pessoas, alta de 5% na mesma compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para M\u00e1rio Magalh\u00e3es, coordenador de estat\u00edstica do Minist\u00e9rio do Trabalho, a partir de agora, o pa\u00eds vai voltar a gerar empregos formais. Essa, no entanto, era a expectativa do governo para 2017, o que acabou n\u00e3o ocorrendo. \u201cPara n\u00f3s, esse dado (resultado de 2017 do Caged) significa estabilidade de emprego. N\u00f3s tivemos oito resultados mensais positivos em 2017, ao contr\u00e1rio de 2015 e 2016\u201d, disse Magalh\u00e3es.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio do Trabalho ressaltou que o resultado do m\u00eas passado \u00e9 sazonal e n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com a reforma trabalhista, que entrou em vigor em 11 de novembro. Nesse m\u00eas, o saldo foi negativo em 411 mil. J\u00e1 em dezembro, o pa\u00eds perdeu 328 mil empregos com carteira assinada.<\/p>\n<p>Desempregada desde novembro de 2017, a administradora de empresas Priscila Cossenzo, 36, apostou na revenda de semijoias para complementar a renda. Apesar da mudan\u00e7a do emprego formal para a instabilidade do trabalho aut\u00f4nomo, ela j\u00e1 come\u00e7a a ver futuro na nova fun\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 complicado e exige muito de mim, mas tem valido \u00e0 pena, pois ajuda no sustento da minha fam\u00edlia\u201d, explica. Ela conta que o que ganha com a revenda das mercadorias n\u00e3o chega a 70% do que recebia quando estava empregada formalmente, e que foi preciso enxugar alguns gastos para n\u00e3o fechar o m\u00eas no vermelho. \u201cPrecisei fazer um investimento muito alto no in\u00edcio, e foi preciso cortar sal\u00e3o de beleza, TV a cabo e telefone. Ainda n\u00e3o estou tendo lucro, mas as contas est\u00e3o em dia\u201d, diz.<\/p>\n<p>J\u00e1 Bruno Santos, 31, sem oferta de emprego desde 2015, precisou virar trabalhador aut\u00f4nomo. Ele agora \u00e9 taxista. \u201cFoi uma sa\u00edda, mas quando chega no fim de ano ou nas f\u00e9rias voc\u00ea percebe que os benef\u00edcios n\u00e3o existem mais\u201d, diz. E n\u00e3o foi s\u00f3 o desemprego que fez a maquiadora Fernanda Rosa, 28, abandonar o diploma de engenharia de produ\u00e7\u00e3o e seguir como trabalhadora informal. \u201cHoje, eu ganho mais do que quando trabalhava na \u00e1rea. Eu trabalhava numa fun\u00e7\u00e3o inferior e meu sal\u00e1rio n\u00e3o era compat\u00edvel ao do mercado\u201d, garante a maquiadora, que pretende come\u00e7ar a pagar a previd\u00eancia privada em 2018. (Com ag\u00eancias)<\/p>\n<p>Minas contratou mais do que demitiu<\/p>\n<p>Em Minas Gerais, a taxa de demiss\u00f5es e de contrata\u00e7\u00f5es caminhou de forma parecida, com varia\u00e7\u00e3o positiva de 0,19%, segundo os dados divulgados nessa sexta-feira (26) pelo Caged. Ao todo, foram 1.338.406 trabalhadores admitidos, enquanto 1.332.227 foram dispensados do trabalho formal.<\/p>\n<p>O setor que mais sofreu ao longo do ano, segundo o levantamento, foi o de Servi\u00e7os Industriais de Utilidade P\u00fablica (SIUP), com queda de 2,52% no volume de admiss\u00f5es. Foram 4.590 contrata\u00e7\u00f5es contra 5.460 demiss\u00f5es. A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica fechou o ano de 2017 com saldo positivo no n\u00famero de contrata\u00e7\u00f5es formais, j\u00e1 que 7.793 pessoas foram admitidas, enquanto 6.132 foram desligadas de seus empregos, uma varia\u00e7\u00e3o positiva de 2,2%.<\/p>\n<p>An\u00e1lise. Conforme o economista do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), Cesar Andaku, o n\u00famero nacional apresentado pelo Caged era esperado e representa a retomada lenta, mas progressiva, da economia. \u201cAlguns indicadores j\u00e1 mostram dados favor\u00e1veis, mas o mercado de trabalho \u00e9 mais lento\u201d, avalia. Segundo ele, o crescimento do emprego informal \u00e9 um dos respons\u00e1veis pelo aquecimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Trabalho escravo recua no ano<\/p>\n<p>BRAS\u00cdLIA. Marcado pela tentativa do governo de esvaziar o combate ao trabalho escravo por meio de uma portaria que mudava conceitos e regras de fiscaliza\u00e7\u00e3o, o ano de 2017 terminou com 404 homens e mulheres resgatados de condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o no Brasil. O n\u00famero \u00e9 46% menor que o registrado em 2016, quando 751 pessoas foram retiradas da situa\u00e7\u00e3o por auditores fiscais do Minist\u00e9rio do Trabalho. O maior n\u00famero de resgates ocorreu em Mato Grosso (78), seguido por Par\u00e1 (72) e Minas Gerais (68).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No terceiro ano seguido com cortes no mercado formal de trabalho, o Brasil fechou 20.832 postos com carteira assinada em 2017, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nessa sexta-feira (26) pelo Minist\u00e9rio do Trabalho. 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