{"id":18980,"date":"2018-02-17T14:49:07","date_gmt":"2018-02-17T14:49:07","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=18980"},"modified":"2018-02-17T14:49:07","modified_gmt":"2018-02-17T14:49:07","slug":"informalidade-avanca-e-inss-perde-11-mi-de-contribuintes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/informalidade-avanca-e-inss-perde-11-mi-de-contribuintes\/","title":{"rendered":"Informalidade avan\u00e7a, e INSS perde 1,1 mi de contribuintes"},"content":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro. A redu\u00e7\u00e3o no total de postos de trabalho com carteira assinada no pa\u00eds diminuiu o percentual de ocupados que contribui para a Previd\u00eancia Social. A fatia de contribuintes na popula\u00e7\u00e3o ocupada caiu de uma m\u00e9dia de 65,5% em 2016 para 64,1% em 2017, segundo o IBGE. A popula\u00e7\u00e3o de ocupados que contribui para a Previd\u00eancia brasileira passou de 59,210 milh\u00f5es em 2016 para 58,114 milh\u00f5es no ano passado, 1,1 milh\u00e3o de pessoas a menos.<\/p>\n<p>\u201cHouve aumento de empregos sem carteira, de trabalhadores por conta pr\u00f3pria e de empregos dom\u00e9sticos. Por mais que seja uma forma de sobreviv\u00eancia, essas pessoas n\u00e3o est\u00e3o contribuindo para a Previd\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 bom para a pessoa, n\u00e3o \u00e9 bom para o pa\u00eds, n\u00e3o \u00e9 bom para ningu\u00e9m\u201d, ressaltou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o da formaliza\u00e7\u00e3o do emprego e a maior inseguran\u00e7a sobre a renda familiar tamb\u00e9m reduzem o \u00edmpeto de contribui\u00e7\u00e3o de quem trabalha na informalidade, acrescentou Azeredo. Segundo o pesquisador, h\u00e1 um processo em curso de recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho em 2017 em rela\u00e7\u00e3o ao auge da crise, mas persistem alguns pontos negativos, entre eles o fechamento de vagas com carteira assinada no setor privado.<\/p>\n<p>A queda na taxa de desemprego na reta final de 2017 j\u00e1 era esperada, segundo Cimar Azeredo. A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o passou de 12,4% no terceiro trimestre para 11,8% no quarto trimestre do ano passado, de acordo com os dados da Pnad Cont\u00ednua. \u201cComo o aumento da ocupa\u00e7\u00e3o foi muito expressivo, isso fez a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o cair. O movimento j\u00e1 era esperado. Novembro e dezembro s\u00e3o meses em que j\u00e1 existe a contrata\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios tempor\u00e1rios, acontece normalmente no com\u00e9rcio\u201d, lembrou Azeredo. O pesquisador destacou, por\u00e9m, que a recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho foi, no entanto, estimulada pelo crescimento do trabalho informal (sem carteira assinada e por conta pr\u00f3pria).<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o de trabalhadores com carteira assinada no setor privado no pa\u00eds totalizou 33,321 milh\u00f5es de pessoas no quarto trimestre de 2017, o n\u00edvel mais baixo da s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa, iniciada em 2012. A queda com rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado foi de 2,8%. O auge da carteira assinada ocorreu no segundo trimestre de 2014, quando alcan\u00e7ou 36,880 milh\u00f5es de trabalhadores. \u201cO mercado de trabalho tirou pessoas com carteira assinada, mexeu com a estabilidade. Essa pessoa que perde o emprego com carteira \u00e9 respons\u00e1vel pela estrutura familiar. E essa estrutura familiar (os integrantes da fam\u00edlia), para compensar, parte para o mercado de trabalho. Muitas vezes isso se d\u00e1 n\u00e3o pela perda do emprego, mas da estabilidade, da carteira assinada\u201d, explicou Cimar Azeredo.<\/p>\n<p>Conta pr\u00f3pria. Com o fechamento dos postos formais, trabalhadores tentaram refor\u00e7ar a renda familiar atuando por conta pr\u00f3pria. No quarto trimestre de 2017, 23,198 milh\u00f5es de pessoas estavam trabalhando por conta pr\u00f3pria, o maior patamar da s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pnad Cont\u00ednua e uma alta de 0,7% sobre o mesmo per\u00edodo do ano anterior. J\u00e1 os trabalhadores sem carteira assinada somam 10,707 milh\u00f5es, uma alta de 5,5% sobre dezembro de 2016.<\/p>\n<p>A insatisfa\u00e7\u00e3o pessoal atrelada \u00e0 baixa remunera\u00e7\u00e3o financeira fizeram com que o m\u00fasico Marcos Costa, 34, largasse a carreira de agente de viagem e se dedicasse exclusivamente \u00e0 m\u00fasica. Hoje, alternando as aulas de viol\u00e3o e guitarra e apresenta\u00e7\u00f5es em casas noturnas de Belo Horizonte, o m\u00fasico j\u00e1 consegue ganhar mais do que recebia quando cumpria 44h semanais de trabalho. \u201cEu recebia fixo e comiss\u00e3o, mas acabava sendo bem parecido com o trabalho aut\u00f4nomo, pois n\u00e3o h\u00e1 certeza da remunera\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, se \u00e9 para viver no risco de um m\u00eas ruim, que seja com um neg\u00f3cio pr\u00f3prio\u201d, diz.<\/p>\n<p>Turism\u00f3logo por forma\u00e7\u00e3o, o m\u00fasico acredita que a sensa\u00e7\u00e3o de estabilidade pode impedir de buscar novas oportunidades. \u201cN\u00e3o havia proje\u00e7\u00e3o em aumentar significativamente a remunera\u00e7\u00e3o, ou de crescimento de carreira no setor onde estava. Agora, consigo dar foco\u201d, avalia. (Com Raquel Penaforte)<br \/>\n\u00cdndice de desemprego anual \u00e9 o pior desde 2012, diz IBGE<\/p>\n<p>Rio de Janeiro. Embora o \u00edndice de desemprego tenha encerrado o trimestre entre outubro e dezembro de 2017 em 11,8%, a taxa m\u00e9dia de desemprego anual no Brasil subiu de 11,5%, em 2016, para 12,7%, no ano passado, a maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa, iniciada em 2012, de acordo com dados do IBGE. No pico de 2017, a taxa chegou a 13,7%, no primeiro trimestre.<\/p>\n<p>De 2014, quando a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o atingiu o menor patamar (6,8%), para 2017, s\u00e3o quase 6,5 milh\u00f5es de desempregados a mais, um aumento de 96,2%.<\/p>\n<p>Em dezembro, o pa\u00eds registrava 12,3 milh\u00f5es de pessoas em busca de emprego, 650 mil (-5%) a menos que no trimestre anterior, mas um n\u00famero similar ao registrado no quarto trimestre de 2016, segundo o IBGE divulgou nesta quarta-feira (31). <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro. 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