{"id":18737,"date":"2018-02-17T14:21:10","date_gmt":"2018-02-17T14:21:10","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=18737"},"modified":"2018-02-17T14:21:10","modified_gmt":"2018-02-17T14:21:10","slug":"o-que-a-mudanca-brusca-de-temperatura-durante-o-eclipse-da-superlua-pode-ajudar-a-revelar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/o-que-a-mudanca-brusca-de-temperatura-durante-o-eclipse-da-superlua-pode-ajudar-a-revelar\/","title":{"rendered":"O que a mudan\u00e7a brusca de temperatura durante o eclipse da superlua pode ajudar a revelar"},"content":{"rendered":"<p>Os eclipses lunares como o que se viu nesta quarta-feira s\u00e3o um grande espet\u00e1culo.<\/p>\n<p>Quem observou o c\u00e9u conseguiu apreciar uma lua mais brilhante e maior, conhecida como superlua, que tamb\u00e9m coincidiu com um eclipse, com uma lua azul e uma lua de sangue, que resultou em imagens incr\u00edveis.<\/p>\n<p>Mas os cientistas que investigam as caracter\u00edsticas do sat\u00e9lite natural da Terra ganharam mais um presente.<\/p>\n<p>Eclipses como o de quarta-feira s\u00e3o uma oportunidade perfeita para estudar a Lua usando uma c\u00e2mera t\u00e9rmica astron\u00f4mica, de acordo com a ag\u00eancia espacial norte-americana Nasa.<\/p>\n<p>Durante um eclipse lunar, a oscila\u00e7\u00e3o da temperatura \u00e9 t\u00e3o dram\u00e1tica que \u00e9 como se a superf\u00edcie da Lua passasse de um forno a um freezer em poucas horas, explica o cientista Noah Petro, do Orbitador de Reconhecimento Lunar da Nasa.<\/p>\n<p>A temperatura na superf\u00edcie lunar durante um eclipse varia entre 93\u00b0C e -128\u00b0C.<\/p>\n<p>O regolito<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a de temperatura \u00e9 extrema e ocorre em um per\u00edodo relativamente curto.<\/p>\n<p>Do Observat\u00f3rio Haleakala, na Ilha de Maui, no Hava\u00ed, pesquisadores americanos fizeram testes medindo comprimentos de ondas invis\u00edveis para detectar o calor.<\/p>\n<p>O principal objetivo foi estudar as caracter\u00edsticas do regolito, a camada que recobre as rochas tanto na Lua quanto na Terra &#8211; formada por materiais diferentes em cada um desses astros -, diz a Nasa.<\/p>\n<p>Ter uma compreens\u00e3o clara de qual \u00e9 a composi\u00e7\u00e3o do solo na Lua \u00e9 valioso para que as futuras miss\u00f5es tripuladas localizem pontos confi\u00e1veis \u200b\u200bpara fazer um pouso lunar.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea quiser pousar em um ponto, voc\u00ea quer ter certeza de que \u00e9 um lugar seguro e relativamente livre de rochas, disse o cientista da Nasa Rick Elphic \u00e0 NPR (R\u00e1dio P\u00fablica Nacional dos Estados Unidos, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>Um lugar onde suas botas n\u00e3o v\u00e3o afundar em 18 polegadas (45 cm) ou algo assim, diz ele.<\/p>\n<p>O lado escuro das crateras<\/p>\n<p>O eclipse desta quarta-feira tamb\u00e9m ajudou no mapeamento da superf\u00edcie lunar, uma tarefa que centros como o Orbitador de Reconhecimento Lunar t\u00eam a oportunidade de realizar uma ou duas vezes por ano, quando ocorrem eclipses lunares totais.<\/p>\n<p>Toda a natureza da Lua muda quando \u00e9 observada com uma c\u00e2mera t\u00e9rmica durante um eclipse, diz Paul Hayne, do Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Atmosf\u00e9rica e Espacial da Universidade de Colorado Boulder.<\/p>\n<p>Como explica a Nasa, quando ocorre um eclipse, crateras desconhecidas ficam expostas, uma vez que as rochas perdem calor com mais ou menos rapidez, dependendo de seu tamanho.<\/p>\n<p>Algumas crateras come\u00e7am a brilhar porque as rochas das quais s\u00e3o formadas ainda est\u00e3o quentes, diz Hayne.<\/p>\n<p>Esse tipo de informa\u00e7\u00e3o permite que os pesquisadores entendam como ocorre a evolu\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie da Lua.<\/p>\n<p>Nos ajudam a contar a hist\u00f3ria de como os grandes e pequenos impactos est\u00e3o mudando a superf\u00edcie da Lua atrav\u00e9s da escala de tempo geol\u00f3gico, afirma o cientista Noah Petro.<\/p>\n<p>\u00c1gua na Lua<\/p>\n<p>Outro objetivo da Nasa ao estudar a Lua durante os eclipses \u00e9 entender como \u00e9 o terreno de seus polos.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, as miss\u00f5es lunares se concentraram em regi\u00f5es pr\u00f3ximas ao equador do sat\u00e9lite.<\/p>\n<p>Mas o Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, encontrou evid\u00eancias de que h\u00e1 dep\u00f3sitos de gelo no polo norte da Lua.<\/p>\n<p>Os dep\u00f3sitos de gelo parecem ser desiguais e finos, e \u00e9 poss\u00edvel que eles possam se misturar com a camada superficial de terra, poeira e pequenas rochas, chamadas regolito, diz o Centro Ames.<\/p>\n<p>Uma futura miss\u00e3o tripulada \u00e0 Lua, que encontre um ponto ideal para um pouso a partir de estudos feitos durante os eclipses, poderia fazer mais pesquisas e at\u00e9 mesmo se servir dessa fonte de \u00e1gua.<\/p>\n<p>O gelo lunar n\u00e3o s\u00f3 poderia fornecer recursos para a explora\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m poderia nos ajudar a entender as origens da \u00e1gua da Terra, diz Matt Siegler, pesquisador do Instituto de Ci\u00eancias Planet\u00e1rias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os eclipses lunares como o que se viu nesta quarta-feira s\u00e3o um grande espet\u00e1culo. 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