{"id":18735,"date":"2018-02-17T14:20:57","date_gmt":"2018-02-17T14:20:57","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=18735"},"modified":"2018-02-17T14:20:57","modified_gmt":"2018-02-17T14:20:57","slug":"cientistas-criam-exame-de-sangue-que-identifica-proteinas-toxicas-ligadas-ao-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/cientistas-criam-exame-de-sangue-que-identifica-proteinas-toxicas-ligadas-ao-alzheimer\/","title":{"rendered":"Cientistas criam exame de sangue que identifica prote\u00ednas t\u00f3xicas ligadas ao Alzheimer"},"content":{"rendered":"<p>Cientistas no Jap\u00e3o e na Austr\u00e1lia desenvolveram um exame de sangue que pode detectar prote\u00ednas t\u00f3xicas ligadas ao Alzheimer.<\/p>\n<p>O trabalho, cujo resultado foi publicado na revista cient\u00edfica Nature, \u00e9 um passo importante para a descoberta de um exame mais simples para identificar a doen\u00e7a &#8211; especialmente quando ela est\u00e1 em est\u00e1gio inicial.<\/p>\n<p>O teste teve 90% de precis\u00e3o quando aplicado em pessoas saud\u00e1veis, com perda de mem\u00f3ria e em pacientes com Alzheimer.<\/p>\n<p>Os especialistas disseram que ainda \u00e9 preciso aperfei\u00e7oar o m\u00e9todo, mas ressaltaram que os resultados s\u00e3o bastante promissores.<br \/>\nEscaneamento do c\u00e9rebro<\/p>\n<p>A doen\u00e7a de Alzheimer come\u00e7a anos antes de os pacientes terem qualquer sintoma de perda de mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>A chave para a cura, para especialistas, ser\u00e1 descobri-la antes que haja perda definitiva das c\u00e9lulas cerebrais &#8211; por isso h\u00e1 tantas pesquisas em curso sobre o Alzheimer.<\/p>\n<p>Uma das abordagens tem se concentrado nos n\u00edveis de prote\u00ednas t\u00f3xicas, chamadas beta-amiloides, que s\u00e3o acumuladas em placas no c\u00e9rebro durante a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Elas podem ser detectadas por meio de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica cerebral, mas este \u00e9 um exame caro e pouco pr\u00e1tico.<br \/>\nPrecis\u00e3o<\/p>\n<p>A nova pesquisa, uma colabora\u00e7\u00e3o entre universidades do Jap\u00e3o e da Austr\u00e1lia, procuram fragmentos de beta-amiloides que acabam na corrente sangu\u00ednea. Avaliando os \u00edndices de tipos de fragmentos da prote\u00edna, os pesquisadores puderam prever precisamente os n\u00edveis de beta-amiloides no c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>O estudo mostrou que \u00e9 poss\u00edvel avaliar o sangue para ver o que est\u00e1 acontecendo no c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>O dr. Abdul Hye, pesquisador da universidade Kings College, de Londres, diz que a pesquisa tem implica\u00e7\u00f5es importantes. \u00c9 a primeira vez que um grupo mostrou uma forte associa\u00e7\u00e3o entre o plasma amiloide do sangue com o l\u00edquido cerebral e cefalorraquidiano.<\/p>\n<p>Est\u00e1gio inicial<\/p>\n<p>O teste \u00e9 bem mais barato do que uma resson\u00e2ncia magn\u00e9tica cerebral e, segundo os pesquisadores, pode proporcionar uma triagem mais ampla e eficiente da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento n\u00e3o h\u00e1 tratamento para mudar o curso do Alzheimer, ent\u00e3o o novo exame teria uso limitado no tratamento de pacientes. Ele seria \u00fatil, contudo, em estudos cl\u00ednicos.<\/p>\n<p>A professora Tara Spires-Jones, do Centro de Descobertas de Ci\u00eancias do C\u00e9rebro, da Universidade de Edimburgo, diz que os dados s\u00e3o promissores. E podem ser usados no futuro, em particular para escolher quais pessoas se encaixam nos testes cl\u00ednicos e para medir se os n\u00edveis de amiloide mudam nos tratamentos que ser\u00e3o testados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas no Jap\u00e3o e na Austr\u00e1lia desenvolveram um exame de sangue que pode detectar prote\u00ednas t\u00f3xicas ligadas ao Alzheimer. O trabalho, cujo resultado foi publicado na revista cient\u00edfica Nature, \u00e9 um passo importante para a descoberta de um exame mais simples para identificar a doen\u00e7a &#8211; especialmente quando ela est\u00e1 em est\u00e1gio inicial. 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