{"id":18414,"date":"2018-02-17T13:42:00","date_gmt":"2018-02-17T13:42:00","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=18414"},"modified":"2018-02-17T13:42:00","modified_gmt":"2018-02-17T13:42:00","slug":"surto-de-febre-amarela-obriga-a-endurecer-medidas-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/surto-de-febre-amarela-obriga-a-endurecer-medidas-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Surto de febre amarela obriga a endurecer medidas em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p>Longas filas nos hospitais, escassez de vacinas, parques fechados e mais de 40 mortos em 2018: um surto de febre amarela que se aproxima de \u00e1reas urbanas do estado de S\u00e3o Paulo obrigou a extremar medidas para conter o p\u00e2nico e a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros da Secretaria de Sa\u00fade regional assustam: o estado de S\u00e3o Paulo registrou 53 casos e 16 mortes por febre amarela em todo 2017, mas nas primeiras semanas de 2018 o balan\u00e7o quase triplicou, chegando a 134 casos e 52 mortes.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo lidera essas estat\u00edsticas preocupantes este ano, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro, no segundo surto consecutivo no sudeste do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em 2017, o Brasil registrou 777 casos e 261 mortos no primeiro semestre, correspondente \u00e0s esta\u00e7\u00f5es quentes, quando a doen\u00e7a se manifesta com mais for\u00e7a.<\/p>\n<p>Durante as \u00faltimas semanas, centenas de pessoas passaram horas fazendo filas em frente aos centros de vacina\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo. A demanda inesperada acabou com o estoque e aumentou a preocupa\u00e7\u00e3o no estado mais populoso do Brasil (45 milh\u00f5es de habitantes).<\/p>\n<p>Para evitar tumultos e garantir a imuniza\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas de risco, as autoridades anteciparam uma campanha de vacina\u00e7\u00e3o, mas restringiram seu alcance aos residentes das zonas mais expostas.<\/p>\n<p>A escassez tamb\u00e9m levou as autoridades a fracionarem as vacinas, aplicando um quinto da dose por pessoa, com uma validade de oito anos. A dose integral dura a vida inteira, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p>Liberamos a dose fracionada diante do risco de n\u00e3o ter vacinas, afirma Marcos Boulos, coordenador do Controle de Doen\u00e7as da Secretaria de Sa\u00fade do Estado.<\/p>\n<p>O ministro da Sa\u00fade, Ricardo Barros, negou que haja escassez e assegurou \u00e0 AFP que todos os brasileiros podem ser vacinados em 60 dias se for necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Por enquanto, na cidade de S\u00e3o Paulo s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se vacinar nos centros de sa\u00fade inclu\u00eddos na campanha. Os demais centros m\u00e9dicos exibem cartazes que alertam: N\u00e3o h\u00e1 vacinas.<\/p>\n<p>As cl\u00ednicas privadas, que cobram at\u00e9 200 reais pela dose &#8211; gratuita no sistema p\u00fablico -, esperam um novo estoque no final de fevereiro.<\/p>\n<p>&#8211; De volta \u00e0s cidades? &#8211;<\/p>\n<p>Os humanos contraem a febre amarela ao serem picados por um mosquito que antes picou um primata infectado. Este \u00e9 o ciclo silvestre da doen\u00e7a, presente em zonas florestais do Brasil, onde se priorizou a imuniza\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>O p\u00e2nico chegou \u00e0 cidade de S\u00e3o Paulo em outubro, quando dois macacos morreram em um parque da zona norte da capital como consequ\u00eancia do v\u00edrus.<\/p>\n<p>Mais de 60 macacos morreram desde ent\u00e3o, alguns deles abatidos por pessoas, denunciaram funcion\u00e1rios do Parque Ecol\u00f3gico S\u00e3o Carlos, que adotaram dois macacos \u00f3rf\u00e3os, depois de sua m\u00e3e morrer espancada.<\/p>\n<p>Em consequ\u00eancia, lan\u00e7aram no Facebook a campanha informativa #freemacaco para evitar mais ataques.<\/p>\n<p>O Jardim Bot\u00e2nico e os parques zool\u00f3gicos fecharam suas portas h\u00e1 uma semana, quando um macaco morto foi encontrado.<\/p>\n<p>A express\u00e3o urbana do v\u00edrus, ausente do Brasil desde 1942, ocorre quando o mosquito transmite a doen\u00e7a de uma pessoa infectada para outra saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>A alta mortalidade e o aparecimento de casos em zonas pr\u00f3ximas a \u00e1reas urbanas assusta os habitantes da cidade de S\u00e3o Paulo em pleno ver\u00e3o, prop\u00edcio para a prolifera\u00e7\u00e3o dos mosquitos.<\/p>\n<p>Mas as autoridades descartam que o Brasil esteja \u00e0 beira de uma urbaniza\u00e7\u00e3o da febre amarela.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nenhum ind\u00edcio de que isso possa acontecer, assegurou o ministro Barros.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Siqueira, do laborat\u00f3rio de pesquisa de doen\u00e7as febris do Instituto Nacional de Doen\u00e7as Infecciosas, explica que isto deve ser uma preocupa\u00e7\u00e3o das autoridades, mas acredita que ainda n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de febre amarela urbana.<\/p>\n<p>Trata-se de uma situa\u00e7\u00e3o nunca vista antes, com o v\u00edrus circulando inesperadamente perto de centros urbanos, reconhece Marcos Boulos, da Secretaria de Sa\u00fade.<\/p>\n<p>O especialista esclarece que a doen\u00e7a entrou em S\u00e3o Paulo por lugares diferentes, vindo de Minas Gerais, o estado mais afetado pelo v\u00edrus no ano passado, com 153 mortes em um semestre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Longas filas nos hospitais, escassez de vacinas, parques fechados e mais de 40 mortos em 2018: um surto de febre amarela que se aproxima de \u00e1reas urbanas do estado de S\u00e3o Paulo obrigou a extremar medidas para conter o p\u00e2nico e a doen\u00e7a. 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