{"id":18358,"date":"2018-02-17T13:35:35","date_gmt":"2018-02-17T13:35:35","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=18358"},"modified":"2018-02-17T13:35:35","modified_gmt":"2018-02-17T13:35:35","slug":"economia-francesa-recupera-vigor-com-maior-crescimento-em-6-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/economia-francesa-recupera-vigor-com-maior-crescimento-em-6-anos\/","title":{"rendered":"Economia francesa recupera vigor com maior crescimento em 6 anos"},"content":{"rendered":"<p>Paris, 30 jan (EFE).- A economia da Fran\u00e7a recuperou vigor em 2017, quando seu Produto Interno Bruto (PIB) subiu 1,9%, a maior alta desde 2011, assentada no dinamismo do investimento, nas exporta\u00e7\u00f5es e na resist\u00eancia do consumo privado, informou nesta ter\u00e7a-feira o Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INSEE).<\/p>\n<p>O dado, unanimemente classificado de positivo, permitiu ao ministro de Economia, Bruno Le Maire, ressaltar a conquista e assegurar que \u00e9 consequ\u00eancia da recupera\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a de particulares e empres\u00e1rios desde a elei\u00e7\u00e3o do presidente Emmanuel Macron.<\/p>\n<p>Le Maire afirmou que as medidas adotadas pelo atual Executivo, no poder desde junho do ano passado, se traduziram nas boas cifras do quarto trimestre, quando a economia registrou uma importante acelera\u00e7\u00e3o, com um aumento de 0,6%.<\/p>\n<p>Essa opini\u00e3o n\u00e3o \u00e9 compartilhada pela oposi\u00e7\u00e3o conservadora, que considerou que a boa din\u00e2mica da economia francesa responde ao contexto internacional e que as pol\u00edticas adotadas pelo governo anterior, presidido pelo socialista Fran\u00e7ois Hollande e no qual Macron foi ministro de Economia durante dois anos, atrasaram a recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Qualquer presidente teria o mesmo crescimento. Hollande o atrasou. O dado \u00e9 bom, mas \u00e9 duas vezes mais baixo que a m\u00e9dia mundial, declarou \u00e0 emissora BFMTV o presidente da comiss\u00e3o de finan\u00e7as da Assembleia Nacional, o deputado conservador \u00c9ric Woerth.<\/p>\n<p>O deputado acrescentou que o Executivo deveria aproveitar o vento favor\u00e1vel para enfrentar as reformas econ\u00f3micas que, em seu julgamento, o pa\u00eds necessita, que passam por cortes nas despesas sociais, diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de funcion\u00e1rios e redu\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit.<\/p>\n<p>Ainda mais se for confirmada a previs\u00e3o do INSEE, que acredita que o dinamismo se mantenha nos dois pr\u00f3ximos trimestres, com uma subida do PIB de 0,5% no atual e de 0,4% no seguinte.<\/p>\n<p>Uma tend\u00eancia que o Executivo j\u00e1 assegurou que espera aproveitar para apresentar algumas contas para este ano com um d\u00e9ficit abaixo do 3% fixado pelo pacto de estabilidade europeia, as primeiras com as quais a Fran\u00e7a cumpriria esse compromisso comunit\u00e1rio em dez anos.<\/p>\n<p>A cifra do crescimento pode dar oxig\u00eanio a Macron, cuja popularidade se viu corro\u00edda nos \u00faltimos meses nos quais adotou medidas impopulares, como a ren\u00fancia ao grande aeroporto do noroeste do pa\u00eds e os protestos de funcion\u00e1rios de pris\u00f5es e pessoal hospitalar.<\/p>\n<p>A economia francesa acelerou em rela\u00e7\u00e3o a 2016, quando o PIB tinha crescido 1,1%, um ritmo insuficiente, segundo os especialistas, para gerar emprego.<\/p>\n<p>O INSEE previu que a nova din\u00e2mica servir\u00e1 para reduzir ligeiramente a taxa de desemprego e situ\u00e1-la em 2018 em 9,4% da popula\u00e7\u00e3o ativa, tr\u00eas d\u00e9cimos a menos que a atual.<\/p>\n<p>O dinamismo da economia francesa repousou em 2017 na melhora dos investimentos, que cresceram 3,7%, frente ao 2,7% do ano anterior, apesar das administra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas a terem reduzido em 0,8%.<\/p>\n<p>Foram as empresas as que suportaram o essencial dessa din\u00e2mica, com um aumento dos investimentos de 4,3%, frente ao 3,4% de 2016.<\/p>\n<p>O outro pilar foram as exporta\u00e7\u00f5es, que subiram 3,5%, frente ao 1,9% de 2016, o que, somado a uma estabiliza\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es (4,3% frente ao 4,2% de 2016), contribu\u00edram para atenuar o impacto negativo do saldo comercial, que amputou quatro d\u00e9cimos do PIB, a metade que no ano anterior.<\/p>\n<p>Por sua vez, o consumo privado melhorou 1,3%, frente ao 2,1% de 2016, marcado por um retrocesso nas compras de bens.<\/p>\n<p>Quanto a produ\u00e7\u00e3o de bens, a Fran\u00e7a registrou um aumento de 2,3%, ap\u00f3s o 0,9% de 2016, com uma din\u00e2mica especialmente positiva na ind\u00fastria (2%) e na constru\u00e7\u00e3o (2,4%).<\/p>\n<p>O que tamb\u00e9m progrediu foi a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, 2,3%, frente \u00e0 queda de 5,6% de um 2016 marcado pelas desfavor\u00e1veis condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas. EFE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paris, 30 jan (EFE).- A economia da Fran\u00e7a recuperou vigor em 2017, quando seu Produto Interno Bruto (PIB) subiu 1,9%, a maior alta desde 2011, assentada no dinamismo do investimento, nas exporta\u00e7\u00f5es e na resist\u00eancia do consumo privado, informou nesta ter\u00e7a-feira o Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INSEE). 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