{"id":12730,"date":"2018-01-19T19:03:26","date_gmt":"2018-01-19T19:03:26","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=12730"},"modified":"2018-01-19T19:03:26","modified_gmt":"2018-01-19T19:03:26","slug":"mudanca-climatica-e-tensoes-geopoliticas-sao-os-maiores-riscos-em-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/mudanca-climatica-e-tensoes-geopoliticas-sao-os-maiores-riscos-em-2018\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7a clim\u00e1tica e tens\u00f5es geopol\u00edticas s\u00e3o os maiores riscos em 2018"},"content":{"rendered":"<p>Londres, 17 jan (EFE).- Os efeitos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica e as tens\u00f5es geopol\u00edticas, assim como a inseguran\u00e7a na internet, s\u00e3o os principais riscos para o mundo em 2018, \u00e9 o que indica o Relat\u00f3rio Global de Riscos do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial (FEM), apresentado nesta quarta-feira no Reino Unido.<\/p>\n<p>O estudo, que ser\u00e1 debatido na c\u00fapula de Davos (Su\u00ed\u00e7a) entre os dias 23 e 26 de janeiro, alerta que a melhora da economia mundial ap\u00f3s a crise de 2007 oferece a oportunidade de adotar medidas contra a fragilidade sist\u00eamica que afeta as sociedades, as economias e o meio ambiente.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio, elaborado com base em uma pesquisa que envolveu 1000 empres\u00e1rios e especialistas, revela que o primeiro risco para o planeta, segundo as pessoas consultadas, \u00e9 a mudan\u00e7a clim\u00e1tica e suas consequ\u00eancias ao meio ambiente.<\/p>\n<p>O clima extremo, a perda da biodiversidade e os desastres naturais s\u00e3o percebidos como os maiores perigos para 2018, \u00e0 frente de outros fatores como o terrorismo e a desigualdade social, que dominaram edi\u00e7\u00f5es anteriores.<\/p>\n<p>Neste momento, pouco est\u00e1 sendo feito sobre a mudan\u00e7a clim\u00e1tica e de forma tardia, mas ainda \u00e9 poss\u00edvel melhorar as coisas se agirem com urg\u00eancia, declarou em Londres a chefe de risco do Zurich Insurance Group, Alison Martin.<\/p>\n<p>Outro risco em ascens\u00e3o, segundo o relat\u00f3rio, \u00e9 a seguran\u00e7a insuficiente na internet, que exp\u00f5e tanto as empresas como os Estados e os governos a poss\u00edveis ataques externos, que est\u00e3o cada vez mais frequentes.<\/p>\n<p>O presidente de Risco Global e Digital da seguradora Marsh, John Drzik, alertou que a exposi\u00e7\u00e3o cibern\u00e9tica est\u00e1 crescendo pela interconectividade dos dispositivos, como computadores e telefones celulares, e pediu a empresas e governos que melhorem suas defesas.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso investir mais na rea\u00e7\u00e3o e n\u00e3o s\u00f3 na preven\u00e7\u00e3o destes ciberataques, bem como na gest\u00e3o de risco, afirmou Drzik.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio indica que 59% dos entrevistados percebe que o mundo enfrenta mais riscos em 2018, contra 7% que opinaram que h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o dos perigos.<\/p>\n<p>Segundo os autores, esta vis\u00e3o negativa corresponde \u00e0 deteriora\u00e7\u00e3o do ambiente geopol\u00edtico, pois 93% dos entrevistados espera que este ano haja piores embates pol\u00edticos e econ\u00f4micos entre as principais pot\u00eancias e 80% preveem mais guerras entre eles.<\/p>\n<p>Martin constatou que h\u00e1 no mundo um aumento do populismo, do protecionismo e do nacionalismo e uma queda do multilaterismo, e advertiu que, como os riscos s\u00e3o sist\u00eamicos, exigem uma resposta coletiva.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio assinala que o populismo e as quest\u00f5es de cultura e identidade est\u00e3o causando tens\u00f5es pol\u00edticas dentro e entre um n\u00famero crescente de pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia (UE), incluindo Pol\u00f4nia, Hungria e, de outras maneiras, a Espanha.<\/p>\n<p>O estudo prev\u00ea que a polariza\u00e7\u00e3o entre grupos com diferentes legados culturais e valores permanecer\u00e1 como uma fonte de risco pol\u00edtico nos pa\u00edses ocidentais em 2018 e mais adiante.<\/p>\n<p>Ainda que, ao contr\u00e1rio do que ocorreu em exerc\u00edcios anteriores, a economia n\u00e3o seja vista como um risco flagrante, os autores alertam que h\u00e1 fatores preocupantes que persistem, como a supervaloriza\u00e7\u00e3o dos ativos &#8211; entre eles, por exemplo, a moeda Bitcoin &#8211; e a desigualdade, que, em um mundo interconectado, pode derivar em outros tipos de perigo.<\/p>\n<p>Richard Samans, membro do conselho diretor do FEM, afirmou que o \u00f3rg\u00e3o far\u00e1 em Davos uma chamada coletiva de reforma do capitalismo para reduzir o descontentamento social, algo no qual j\u00e1 se concentrou a edi\u00e7\u00e3o de 2017.<\/p>\n<p>Samans, que insistiu que o F\u00f3rum de Davos, que tem fama de atrair milion\u00e1rios e magnatas, melhorou sua representatividade, adiantou que na pr\u00f3xima semana ser\u00e1 apresentado o novo \u00cdndice de Desenvolvimento Inclusivo, que ser\u00e1 uma alternativa mais ampla ao \u00edndice de Produto Interno Bruto (PIB). EFE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Londres, 17 jan (EFE).- Os efeitos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica e as tens\u00f5es geopol\u00edticas, assim como a inseguran\u00e7a na internet, s\u00e3o os principais riscos para o mundo em 2018, \u00e9 o que indica o Relat\u00f3rio Global de Riscos do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial (FEM), apresentado nesta quarta-feira no Reino Unido. 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