{"id":12728,"date":"2018-01-19T19:02:43","date_gmt":"2018-01-19T19:02:43","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=12728"},"modified":"2018-01-19T19:02:43","modified_gmt":"2018-01-19T19:02:43","slug":"astronomos-descobrem-primeiro-buraco-negro-dentro-de-aglomerado-globular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/astronomos-descobrem-primeiro-buraco-negro-dentro-de-aglomerado-globular\/","title":{"rendered":"Astr\u00f4nomos descobrem primeiro buraco negro dentro de aglomerado globular"},"content":{"rendered":"<p>Berlim, 17 jan (EFE).- Uma equipe de astr\u00f4nomos encontrou pela primeira vez um buraco negro dentro de um aglomerado globular de estrelas, uma descoberta que p\u00f5e em d\u00favida as teorias vigentes, que consideravam que este fato n\u00e3o era poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Segundo informou nesta quarta-feira o Observat\u00f3rio Europeu do Sul (ESO, na sigla em ingl\u00eas) em um comunicado, os cientistas est\u00e3o convencidos de que no aglomerado NGC 3201, situado na constela\u00e7\u00e3o meridional de Vela, h\u00e1 um buraco negro inativo, com uma massa quatro vezes maior que a do Sol.<\/p>\n<p>Benjamin Giesers, pesquisador da Universidade de G\u00f6ttingen (Alemanha) e respons\u00e1vel pelo estudo, explicou que, at\u00e9 pouco tempo, acreditava-se que quase todos os buracos negros desapareceriam dos aglomerados globulares depois de pouco tempo, e que sistemas como este sequer deveriam existir. Mas, obviamente, este n\u00e3o \u00e9 o caso.<\/p>\n<p>Giesers acrescentou que esta descoberta \u00e9 a primeira detec\u00e7\u00e3o direta dos efeitos gravitacionais de um buraco negro de massa estelar em um aglomerado globular, um achado que ajuda a compreender a forma\u00e7\u00e3o dos aglomerados globulares e a evolu\u00e7\u00e3o dos buracos negros e dos sistemas bin\u00e1rios, e que \u00e9 vital para compreender o contexto das fontes de ondas gravitacionais.<\/p>\n<p>De acordo com a nota do ESO, esta \u00e9 uma importante descoberta que ter\u00e1 grande repercuss\u00e3o na compreens\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o dos aglomerados de estrelas, dos buracos negros e das origens dos eventos de ondas gravitacionais.<\/p>\n<p>A equipe de astr\u00f4nomos encontrou este buraco negro ao observar, a partir do telesc\u00f3pio VLT do observat\u00f3rio da ESO situado no deserto do Atacama (Chile), uma estrela do aglomerado NGC 3201 que se comportava de modo muito estranho.<\/p>\n<p>O astro se move para tr\u00e1s e para frente a velocidades de v\u00e1rias centenas de milhares de quil\u00f4metros por hora, com um padr\u00e3o que se repete a cada 167 dias, um fato que s\u00f3 poderia ser explicado se o corpo estivesse orbitando um buraco negro.<\/p>\n<p>(O astro) orbitava ao redor de algo totalmente invis\u00edvel que tinha uma massa de mais de quatro vezes a do Sol. S\u00f3 poderia se tratar de um buraco negro!, assinalou Giesers. EFE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Berlim, 17 jan (EFE).- Uma equipe de astr\u00f4nomos encontrou pela primeira vez um buraco negro dentro de um aglomerado globular de estrelas, uma descoberta que p\u00f5e em d\u00favida as teorias vigentes, que consideravam que este fato n\u00e3o era poss\u00edvel. 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