{"id":12468,"date":"2018-01-19T17:29:03","date_gmt":"2018-01-19T17:29:03","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=12468"},"modified":"2018-01-19T17:29:03","modified_gmt":"2018-01-19T17:29:03","slug":"confianca-do-consumidor-fecha-2017-estavel-mostra-indicador-do-spc-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/confianca-do-consumidor-fecha-2017-estavel-mostra-indicador-do-spc-brasil\/","title":{"rendered":"Confian\u00e7a do consumidor fecha 2017 est\u00e1vel, mostra indicador do SPC Brasil"},"content":{"rendered":"<p>A confian\u00e7a do consumidor encerrou o ano de 2017 de maneira est\u00e1vel, considerando o Indicador de Confian\u00e7a do Consumidor (ICC), que concluiu o \u00faltimo m\u00eas de dezembro com 40,9 pontos, mantendo-se praticamente est\u00e1vel na compara\u00e7\u00e3o com o in\u00edcio do ano passado, quando o \u00edndice se encontrava em 41,9 pontos.<\/p>\n<p>A escala do indicador varia de zero a 100, sendo que abaixo de 50,0 pontos significa um predom\u00ednio da percep\u00e7\u00e3o negativa tanto com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia como das finan\u00e7as pessoais. Os dados s\u00e3o do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) e da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), divulgados hoje (15) em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u201cPara os pr\u00f3ximos meses, espera-se que o processo de recupera\u00e7\u00e3o da economia, j\u00e1 em curso, produza efeitos mais percept\u00edveis para o consumidor, melhorando a avalia\u00e7\u00e3o tanto do momento atual como as perspectivas para o futuro. O reestabelecimento da confian\u00e7a, a gera\u00e7\u00e3o de empregos e crescimento da renda s\u00e3o fatores fundamentais para esse processo de sa\u00edda da recess\u00e3o, pois favorecem a retomada do consumo, alimentando o ciclo virtuoso da economia\u201d, explicou o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.<\/p>\n<p>Desemprego<\/p>\n<p>Um dos componentes que formam o ICC \u00e9 o Indicador de Percep\u00e7\u00e3o do Cen\u00e1rio Atual, que mede a avalia\u00e7\u00e3o que os consumidores fazem do momento presente da economia e da pr\u00f3pria vida financeira. Nesse caso, tamb\u00e9m houve estabilidade na conclus\u00e3o do ano. O \u00edndice fechou dezembro de 2017 em 29,9 pontos, pouco acima dos 29,6 observado em janeiro, mas levemente abaixo dos 30,7 pontos que vigorava em novembro.<\/p>\n<p>Em termos percentuais, 84% dos consumidores avaliam de forma negativa o atual momento da economia contra apenas 2% que a consideram boa. Outros 13% t\u00eam uma vis\u00e3o neutra a respeito. Quando o assunto se det\u00e9m ao estado atual de sua pr\u00f3pria vida financeira, a avalia\u00e7\u00e3o positiva \u00e9 um pouco melhor e atinge 12% dos entrevistados, contra 43% de pessimistas e 45% dos que t\u00eam uma vis\u00e3o neutra.<\/p>\n<p>Segundo o indicador, o desemprego ainda \u00e9 o principal vil\u00e3o daqueles que consideram suas finan\u00e7as em momento cr\u00edtico: 33% atribuem \u00e0 desocupa\u00e7\u00e3o a principal causa do pessimismo. A dificuldade em pagar as contas tamb\u00e9m pesa, igualmente citada por 33% dos entrevistados. A queda da renda familiar ficou com 14%, ao passo que 13% tiveram algum imprevisto que acabou afetando as finan\u00e7as de casa.<\/p>\n<p>Considerando os consumidores que t\u00eam uma vis\u00e3o particularmente positiva a respeito de suas finan\u00e7as, metade (50%) deles atribui o bom momento ao controle que exercem sobre suas contas. Outros 10% disseram n\u00e3o sofrer problemas no or\u00e7amento porque contam com uma reserva.<\/p>\n<p>Para os que avaliam mal o estado da economia, novamente o desemprego (39%) \u00e9 citado como a principal causa. Al\u00e9m disso, 30% reclamam dos altos pre\u00e7os e 20% se queixam das altas taxas de juros. \u201cAo longo dos \u00faltimos meses as taxas de juros recuaram, mas ainda permanecem elevadas, sobretudo as direcionadas as pessoas f\u00edsicas. J\u00e1 a infla\u00e7\u00e3o, embora sob controle, acumulou sucessivas altas em um per\u00edodo recente, o que faz com que o consumidor ainda tenha a percep\u00e7\u00e3o de que est\u00e1 pagando mais caro pelos produtos que consomem\u201d, disse a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.<\/p>\n<p>Expectativas<\/p>\n<p>O Indicador de Expectativa, que \u00e9 um outro componente que ajuda a formar o Indicador de Confian\u00e7a, fechou o ano de 2017 com 51,8 pontos, pouco menor dos 54,2 pontos registrados em janeiro do ano passado e dos 53,0 pontos observados em novembro \u00faltimo. Segundo as entidades, o que contribuiu com o dado levemente acima do n\u00edvel neutro foram as perspectivas sobre a pr\u00f3pria vida financeira, que marcaram 60,6 pontos. Quando se trata da economia em geral, o indicador marcou 43,1 pontos.<\/p>\n<p>Entre os que est\u00e3o pessimistas, o principal motivo apontado \u00e9 a corrup\u00e7\u00e3o e a impunidade dos pol\u00edticos (45%), seguido daqueles que discordam das medidas econ\u00f4micas adotadas pelo atual governo (15%) e a percep\u00e7\u00e3o de que o desemprego continuar\u00e1 aumentando (14%). J\u00e1 considerando os otimistas, a maior parte (41%) n\u00e3o sabe explicar as raz\u00f5es de acreditarem na melhora, 11% confiam que as pessoas v\u00e3o voltar a consumir e 10% que o desemprego recuar\u00e1.<\/p>\n<p>Finan\u00e7as pessoais<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s expectativas para a pr\u00f3pria vida financeira, a maioria (53%) est\u00e1 otimista, contra 17% de pessimistas. Outros 25% possuem uma vis\u00e3o neutra a respeito. Entre os otimistas, o principal motivo \u00e9 a esperan\u00e7a em arrumar novo emprego ou receber uma promo\u00e7\u00e3o (32%), seguido daqueles que n\u00e3o sabem explicar o motivo do otimismo (29%). J\u00e1 entre os pessimistas, os principais motivos apontados s\u00e3o: descren\u00e7a na melhora da economia (41%), percep\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os altos (21%) e poucas perspectivas de uma recoloca\u00e7\u00e3o profissional (9%).<\/p>\n<p>Custo de vida<\/p>\n<p>Mesmo com infla\u00e7\u00e3o sob controle, o indicador mostrou que o que mais pesa na vida da maioria dos consumidores \u00e9 o custo de vida, mencionado por 53% dos entrevistados. Tamb\u00e9m pesa sobre o or\u00e7amento das fam\u00edlias o desemprego (18%) e o endividamento (11%). De modo geral, 77% dos entrevistados notaram aumento dos pre\u00e7os ao fazer as compras de supermercado. Para 74,6%, houve aumento do custo da conta de luz e para 74,6%, houve aumento do pre\u00e7o dos combust\u00edveis.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o indicador, 6% dos consumidores que exercem atividade remunerada t\u00eam um alto receio de serem demitidos pelos pr\u00f3ximos meses. Para 22%, o receio de demiss\u00e3o \u00e9 m\u00e9dio, ao passo que 44% n\u00e3o enxergam esse risco.<\/p>\n<p>\u201cO desemprego \u00e9 um dos efeitos sociais mais sens\u00edveis da crise econ\u00f4mica, pois impacta diretamente na confian\u00e7a dos consumidores e, portanto, no consumo. A boa not\u00edcia \u00e9 que, ainda que lentamente, o mercado come\u00e7a a dar sinais de recupera\u00e7\u00e3o e, seguindo essa toada, pode dar um sentimento de maior seguran\u00e7a aos consumidores\u201d, avaliou Marcela Kawauti.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Fernando Fraga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A confian\u00e7a do consumidor encerrou o ano de 2017 de maneira est\u00e1vel, considerando o Indicador de Confian\u00e7a do Consumidor (ICC), que concluiu o \u00faltimo m\u00eas de dezembro com 40,9 pontos, mantendo-se praticamente est\u00e1vel na compara\u00e7\u00e3o com o in\u00edcio do ano passado, quando o \u00edndice se encontrava em 41,9 pontos. 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