{"id":12458,"date":"2018-01-19T17:25:27","date_gmt":"2018-01-19T17:25:27","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=12458"},"modified":"2018-01-19T17:25:27","modified_gmt":"2018-01-19T17:25:27","slug":"pastoral-da-terra-65-pessoas-foram-assassinadas-em-conflitos-no-campo-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/pastoral-da-terra-65-pessoas-foram-assassinadas-em-conflitos-no-campo-em-2017\/","title":{"rendered":"Pastoral da Terra: 65 pessoas foram assassinadas em conflitos no campo em 2017"},"content":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) contabiliza 65 pessoas assassinadas em conflitos no campo em 2017, o que faz do Brasil o pa\u00eds mais violento para as popula\u00e7\u00f5es camponesas no mundo, de acordo com a CPT. Os dados s\u00e3o preliminares e devem integrar relat\u00f3rio que a comiss\u00e3o divulga, todos os anos, com balan\u00e7o sobre conflitos no campo no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O estudo destaca o crescimento de assassinatos em massa como m\u00e9todo para exterminar grupos que atuam em defesa de direitos. Nos \u00faltimos anos, as mortes de lideran\u00e7as vinham sendo mais frequentes que as chacinas, por isso a comiss\u00e3o caracteriza o ano de 2017 como \u201co da volta dos massacres no campo\u201d. \u201cO que n\u00f3s estamos vendo \u00e9 isto: um Brasil que est\u00e1 eliminando, de forma sistem\u00e1tica, pessoas que lutam pela terra, pela \u00e1gua\u201d, diz o integrante da coordena\u00e7\u00e3o nacional da CPT, Paulo C\u00e9sar.<\/p>\n<p>Entre os crimes mapeados pela CPT, est\u00e3o as chacinas de Pau D\u2019Arco, no Par\u00e1, em maio, quando dez trabalhadores rurais foram assassinados; de Colniza, em Mato Grosso, em abril, quando nove posseiros e agricultores foram executados; e a de Vilhena, no estado de Rond\u00f4nia, onde tr\u00eas trabalhadores rurais foram mortos por lutarem pela reforma agr\u00e1ria, segundo as informa\u00e7\u00f5es recebidas por integrantes da comiss\u00e3o que atuam em diferentes regi\u00f5es do Brasil.<\/p>\n<p>Paulo C\u00e9sar relata que a Pastoral da Terra avalia que a situa\u00e7\u00e3o guarda conex\u00e3o com a crise pol\u00edtica vivenciada no Brasil, o que leva \u00e0 agudiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m das disputas de interesses entre comunidades tradicionais, agricultores em geral e grupos interessados em explorar territ\u00f3rios, como o agroneg\u00f3cio, setor que tem conquistado mais espa\u00e7o institucional: \u201cO significado disso para o campo est\u00e1 sendo desastroso, porque tanto a for\u00e7a das bancadas quanto das empresas que alimentam essa pol\u00edtica t\u00eam sido muito grande\u201d.<\/p>\n<p>Os dados de 2017 revelam que houve piora no cen\u00e1rio em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, quando o relat\u00f3rio da CPT indicou o pior resultado desde 2003. Em 2016, as diversas formas de viol\u00eancia no campo resultaram em 61 mortes. Em 2015 foram 50 pessoas assassinadas em conflitos agr\u00e1rios. Diante disso, a comiss\u00e3o alerta que \u00e9 preciso ter pol\u00edticas efetivas para garantir seguran\u00e7a \u00e0s pessoas que vivem e lutam no campo.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Denise Griesinger<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) contabiliza 65 pessoas assassinadas em conflitos no campo em 2017, o que faz do Brasil o pa\u00eds mais violento para as popula\u00e7\u00f5es camponesas no mundo, de acordo com a CPT. 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