{"id":12246,"date":"2018-01-19T16:11:47","date_gmt":"2018-01-19T16:11:47","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=12246"},"modified":"2018-01-19T16:11:47","modified_gmt":"2018-01-19T16:11:47","slug":"procuradoria-avalia-pedido-de-inquerito-para-investigar-ministro-da-casa-civil-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/procuradoria-avalia-pedido-de-inquerito-para-investigar-ministro-da-casa-civil-2\/","title":{"rendered":"Procuradoria avalia pedido de inqu\u00e9rito para investigar ministro da Casa Civil"},"content":{"rendered":"<p>As mensagens obtidas pela Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato com a apreens\u00e3o do celular do ex-presidente da OAS Jos\u00e9 Adelm\u00e1rio Pinheiro Filho, conhecido nos meios empresarial e pol\u00edtico como L\u00e9o Pinheiro, devem servir de base para gerar uma nova lista de investigados a ser encaminhada pelo procurador-geral da Rep\u00fablica, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n<p>Ao menos tr\u00eas ministros da presidente Dilma Rousseff aparecem nos di\u00e1logos obtidos na investiga\u00e7\u00e3o: o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner (PT); o ministro da Comunica\u00e7\u00e3o Social, Edinho Silva (PT); e o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB).<\/p>\n<p>Nesta quinta-feira, 7, o jornal O Estado de S.Paulo revelou mensagens de Pinheiro em que Jaques Wagner fala sobre a libera\u00e7\u00e3o de recursos do governo federal. Os di\u00e1logos, segundo os investigadores, tamb\u00e9m indicam que Wagner intermediou negocia\u00e7\u00f5es para o financiamento de campanhas eleitorais em Salvador, em 2012, no per\u00edodo em que esteve \u00e0 frente do governo da Bahia (2007-2014). Em uma primeira an\u00e1lise, o di\u00e1logo \u00e9 considerado grave por investigadores.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o preliminar \u00e9 de que as conversas de L\u00e9o Pinheiro escancaram os intestinos de Bras\u00edlia e rela\u00e7\u00f5es pouco republicanas de pol\u00edticos com empres\u00e1rios na capital federal. Pinheiro tinha acesso a praticamente toda a classe pol\u00edtica, de acordo com a investiga\u00e7\u00e3o. Caber\u00e1 ao grupo que auxilia Janot decifrar, nas pr\u00f3ximas semanas, os supostos esquemas mencionados nos di\u00e1logos obtidos e identificar o que pode ser enquadrado como ind\u00edcio de crime &#8211; casos em que devem ser feitos pedidos de abertura de inqu\u00e9rito.<\/p>\n<p>As mensagens do celular de Pinheiro foram transcritas pela Pol\u00edcia Federal e Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal no Paran\u00e1, onde correm as investiga\u00e7\u00f5es da Lava Jato na 1.\u00aa inst\u00e2ncia. No fim de 2015, a PF encaminhou \u00e0 Procuradoria os casos em que h\u00e1 men\u00e7\u00e3o a pol\u00edticos com foro privilegiado. O celular de L\u00e9o Pinheiro levou ao conhecimento de investigadores tanto conversas diretas com os pol\u00edticos, como contatos com intermedi\u00e1rios e men\u00e7\u00f5es aos parlamentares e ministros.<\/p>\n<p>Nomes<\/p>\n<p>A lista de pol\u00edticos mencionados nas conversas registradas no celular de L\u00e9o Pinheiro inclui, al\u00e9m dos tr\u00eas ministros de Estado, os presidentes da C\u00e2mara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Tamb\u00e9m fazem parte das conversas, de acordo com fontes com acesso \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es, os senadores Edison Lob\u00e3o (PMDB-MA) e Lindbergh Farias (PT-RJ); e os deputados federais Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Osmar Terra (PMDB-RS).<\/p>\n<p>L\u00e9o Pinheiro usava apelidos para se referir aos pol\u00edticos, como Brahma sobre o ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. No caso de Lindbergh, a refer\u00eancia identificada pelos investigadores \u00e9 a alcunha lindinho. N\u00e3o h\u00e1 identifica\u00e7\u00e3o, at\u00e9 o momento, de trocas de mensagens diretas entre Lula e o ex-presidente da OAS.<\/p>\n<p>O ex-tesoureiro do PT Jo\u00e3o Vaccari e o ex-deputado federal e ex-l\u00edder do partido na C\u00e2mara C\u00e2ndido Vaccarezza (PT-SP), j\u00e1 investigados na Lava Jato, tamb\u00e9m surgem nas mensagens. Ainda h\u00e1 conversas sobre o ex-tesoureiro do PT condenado no mensal\u00e3o, Del\u00fabio Soares, e sobre o advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), Aroldo Cedraz.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 de que na volta do recesso do STF, em fevereiro, parte das decis\u00f5es da Procuradoria seja revelada. No total, o material com mensagens de L\u00e9o Pinheiro tem quase 600 p\u00e1ginas. O envolvimento do ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, est\u00e1 entrela\u00e7ado \u00e0s a\u00e7\u00f5es de Eduardo Cunha.<\/p>\n<p>H\u00e1 relatos de combina\u00e7\u00e3o de encontro entre Cunha e o ex-presidente da OAS, por exemplo, com intermedia\u00e7\u00e3o de Henrique Eduardo Alves, segundo fontes com acesso ao material.<\/p>\n<p>Defesas<\/p>\n<p>O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, disse em nota estar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico e demais \u00f3rg\u00e3os competentes para quaisquer esclarecimentos. Ele negou irregularidades na rela\u00e7\u00e3o com L\u00e9o Pinheiro. Na nota, o ministro manifestou rep\u00fadio \u00e0 reiterada pr\u00e1tica de vazamentos de informa\u00e7\u00f5es preliminares e inconsistentes, que n\u00e3o contribuem para andamento das apura\u00e7\u00f5es e do devido processo legal.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em nota, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB), afirmou que refuta qualquer ila\u00e7\u00e3o baseada em premissas equivocadas ou interpreta\u00e7\u00f5es absurdas.<\/p>\n<p>O presidente da C\u00e2mara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tamb\u00e9m criticou o vazamento seletivo de informa\u00e7\u00f5es. Supostos di\u00e1logos que a PGR (Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica) atribuiu a mim n\u00e3o s\u00e3o comigo. Tamb\u00e9m acho estranho que s\u00f3 vazaram di\u00e1logos comigo quando existem 632 p\u00e1ginas de conversas com outras pessoas. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As mensagens obtidas pela Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato com a apreens\u00e3o do celular do ex-presidente da OAS Jos\u00e9 Adelm\u00e1rio Pinheiro Filho, conhecido nos meios empresarial e pol\u00edtico como L\u00e9o Pinheiro, devem servir de base para gerar uma nova lista de investigados a ser encaminhada pelo procurador-geral da Rep\u00fablica, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal. 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