{"id":11195,"date":"2018-01-16T20:36:49","date_gmt":"2018-01-16T20:36:49","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=11195"},"modified":"2018-01-16T20:36:49","modified_gmt":"2018-01-16T20:36:49","slug":"500-anos-depois-cientistas-descobrem-o-que-matou-os-astecas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/500-anos-depois-cientistas-descobrem-o-que-matou-os-astecas\/","title":{"rendered":"500 anos depois, cientistas descobrem o que matou os Astecas"},"content":{"rendered":"<p>Durante quase quinhentos anos, a ci\u00eancia tentou entender exatamente o que dizimou a popula\u00e7\u00e3o asteca, o povo ind\u00edgena que morava no M\u00e9xico antes da invas\u00e3o dos europeus. Havia v\u00e1rias teorias para a epidemia, conhecida apenas por \u2018cocoliztli\u2019 \u2013 \u2018pestil\u00eancia\u2019, na l\u00edngua n\u00e1uatle \u2013 poderia ser var\u00edola, sarampo, caxumba e at\u00e9 mesmo gripe. Mas, finalmente, a verdadeira culpada foi encontrada por cientistas alem\u00e3es: febre ent\u00e9rica \u2013 tamb\u00e9m conhecida como febre tifoide.<\/p>\n<p>Causada por uma variedade da bact\u00e9ria salmonela, a febre tifoide matou 15 milh\u00f5es de astecas em 5 anos, entre 1545 e 1550 \u2013 o correspondente a 80% da popula\u00e7\u00e3o. Ashild Vagene, co-autor do estudo publicado no peri\u00f3dico cient\u00edfico <em>Nature Ecology and Evolution<\/em>, explicou ao jornal ingl\u00eas <em>The Guardian<\/em> que a cocoliztli n\u00e3o foi, por\u00e9m, a \u00fanica praga que atingiu a regi\u00e3o na \u00e9poca. \u201cA cocoliztli de 1545-50 foi uma das muitas epidemias que afetaram o M\u00e9xico depois da chegada dos europeus\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Violenta, a tifoide doen\u00e7a mata em cerca de tr\u00eas ou quatro dias \u2013 ap\u00f3s causar febres altas, dores de cabe\u00e7a e sangramento dos olhos, boca e nariz. Esse surto \u00e9 considerado um dos mais mortais da hist\u00f3ria da humanidade, chegando perto da Peste Negra, que tirou 25 milh\u00f5es de vida no oeste da Europa durante o s\u00e9culo XIV.<\/p>\n<p>A descoberta veio ap\u00f3s a extra\u00e7\u00e3o de DNA de 29 esqueletos enterrados em um cemit\u00e9rio da \u00e9poca da cocoliztli; neles, os cientistas descobriram tra\u00e7os da bact\u00e9rica <em>salmonela ent\u00e9rica<\/em> \u2013 que n\u00e3o s\u00f3 causa a febre ent\u00e9rica como tamb\u00e9m estava presente na Europa na mesma \u00e9poca.<\/p>\n<p>O outro co-autor do estudo, Alexander Herbig, tamb\u00e9m explicou a conclus\u00e3o da descoberta. \u201cN\u00f3s testamos todos os pat\u00f3genos de bact\u00e9rias e v\u00edrus dispon\u00edveis, e a salmonela ent\u00e9rica foi o \u00fanico germe detectado\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel, por\u00e9m, que outros pat\u00f3genos tenham passado despercebidos ou sejam completamente desconhecidos. Ainda assim, agora \u00e9 poss\u00edvel confirmar \u2013 de uma vez por todas \u2013 que o grande azar dos astecas foi justamente ter sido encontrados pelos espanh\u00f3is.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante quase quinhentos anos, a ci\u00eancia tentou entender exatamente o que dizimou a popula\u00e7\u00e3o asteca, o povo ind\u00edgena que morava no M\u00e9xico antes da invas\u00e3o dos europeus. Havia v\u00e1rias teorias para a epidemia, conhecida apenas por \u2018cocoliztli\u2019 \u2013 \u2018pestil\u00eancia\u2019, na l\u00edngua n\u00e1uatle \u2013 poderia ser var\u00edola, sarampo, caxumba e at\u00e9 mesmo gripe. 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