{"id":10881,"date":"2018-01-14T15:47:37","date_gmt":"2018-01-14T15:47:37","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=10881"},"modified":"2018-01-14T15:47:37","modified_gmt":"2018-01-14T15:47:37","slug":"cenario-nas-bacias-do-sistema-cantareira-e-preocupante-diz-consorcio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/cenario-nas-bacias-do-sistema-cantareira-e-preocupante-diz-consorcio\/","title":{"rendered":"Cen\u00e1rio nas bacias do Sistema Cantareira \u00e9 preocupante, diz cons\u00f3rcio"},"content":{"rendered":"<p>O volume de chuvas nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundia\u00ed (PCJ) e a vaz\u00e3o dos rios que desembocam no Sistema Cantareira, um dos maiores complexos de abastecimento d\u00e1gua de S\u00e3o Paulo, comp\u00f5em atualmente um cen\u00e1rio muito semelhante ao de 2013, ano anterior \u00e0 crise h\u00eddrica no estado. O dado, considerado preocupante, foi divulgado nesta semana pelo Cons\u00f3rcio PCJ, em balan\u00e7o que compilou dados meteorol\u00f3gicos do ano passado e os comparou aos de anos anteriores.<\/p>\n<p>Parte do terceiro parque industrial do Brasil, a Bacia PCJ tem uma import\u00e2ncia muito grande, diz o secret\u00e1rio executivo do Cons\u00f3rcio PCJ, Francisco Carlos Castro Lah\u00f3z. E \u00e9 das nascentes do Rio Piracicaba que se promove o abastecimento de cerca de 50% da regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo\u201d, acrescentou Lah\u00f3z. O Cons\u00f3rcio PCJ, primeiro organismo de bacias, criado em 1989, para gerenciamento dos recursos h\u00eddricos, participa do Conselho Nacional de Recursos H\u00eddricos.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, Lah\u00f3z informou que as bacias do PCJ contribuem para o abastecimento de \u00e1gua de cerca de 14 milh\u00f5es de pessoas, das quais 5,5 milh\u00f5es vivem em 76 munic\u00edpios na regi\u00e3o onde est\u00e3o as bacias (entre eles, moradores das cidades de Campinas e Piracicaba] e 9 milh\u00f5es da regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo e que dependem do Sistema Cantareira.<\/p>\n<p>O volume de armazenamento de \u00e1gua no Cantareira, destacou Lah\u00f3z, est\u00e1 muito pr\u00f3ximo hoje do de 2013, ano anterior ao da crise. \u201cQuando adentramos de 2013 a 2014, o Sistema Cantareira estava com 30% de sua capacidade. De 2017 para 2018, estamos com aproximadamente 40%. Pelo acumulado de precipita\u00e7\u00f5es abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica e pelo acumulado da falta de reposi\u00e7\u00e3o do len\u00e7ol fre\u00e1tico, temos uma situa\u00e7\u00e3o hoje, no Sistema Cantareira, de 43% [de volume de armazenamento]m quando o desejado seria que ele estivesse acima de 70%.\u201d<\/p>\n<p>Com esse volume, o Cantareira se encontra hoje na faixa 2, de aten\u00e7\u00e3o para desabastecimento. \u201cA pr\u00f3xima faixa \u00e9 a 3, de alerta. E estamos muito mais pr\u00f3ximos da de alerta que da normal\u201d, disse Lahoz.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio do cons\u00f3rcio, caso as chuvas deste in\u00edcio de ano n\u00e3o ocorram de forma consistente, as chances de disponibilidade de \u00e1gua e de que a popula\u00e7\u00e3o encontre dificuldades para o abastecimento, s\u00e3o grandes, principalmente porque \u00e9 esperada para este ano mais uma ocorr\u00eancia do fen\u00f4meno La Ni\u00f1a, o que pode significar fortes secas na Regi\u00e3o Sudeste.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que, desde 2012, as chuvas est\u00e3o ocorrendo abaixo das m\u00e9dias hist\u00f3ricas. Al\u00e9m disso, os len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos ainda n\u00e3o se recuperaram da escassez dos \u00faltimos anos. \u201cEntre 2015 e 2016, as chuvas foram de grande intensidade e de curta dura\u00e7\u00e3o [o que aumentou a m\u00e9dia hist\u00f3rica anual de precipita\u00e7\u00f5es, mas o subsolo n\u00e3o consegue absorver essa \u00e1gua], e o len\u00e7ol fre\u00e1tico n\u00e3o foi carregado suficientemente. Em 2014, perdemos aproximadamente 75% das nossas nascentes, que garantem os cursos de \u00e1gua. E n\u00e3o conseguimos recuperar essa perda, afirmou o secret\u00e1rio executivo do Cons\u00f3rcio PCJ.<\/p>\n<p>O que nos aflige \u00e9 que teremos talvez 40% das nascentes [este ano]. Descemos em uma linear muito baixa, e a rea\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi a contento. O que aconteceu? Em 2016, novamente as precipita\u00e7\u00f5es decresceram. E, em 2017, chegaram a redu\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas de 15% da m\u00e9dia hist\u00f3rica. E adentramos o ano de 2018 com len\u00e7ol fre\u00e1tico ainda n\u00e3o preparado para qualquer fen\u00f4meno que venha a ocorrer. Se as chuvas fossem de m\u00e9dia hist\u00f3rica, em cinco anos, se recuperariam [os len\u00e7\u00f3is]\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Lahoz destacou ainda que o Sudeste \u00e9 uma regi\u00e3o de grande impermeabiliza\u00e7\u00e3o do solo, o que traz ainda mais dificuldades para o carregamento do len\u00e7ol fre\u00e1tico.<\/p>\n<p>Chuvas abaixo da m\u00e9dia<\/p>\n<p>As precipita\u00e7\u00f5es nas bacias PCJ est\u00e3o ocorrendo abaixo da m\u00e9dia, que \u00e9 de 1.500 mil\u00edmetros. Desde 2012, alertou Lahoz, est\u00e1 havendo uma tend\u00eancia de chuvas menos volumosas na regi\u00e3o. O menor \u00edndice foi registrado em 2014, no \u00e1pice da crise h\u00eddrica, com 874 mil\u00edmetros (mm). Em 2015, houve uma recupera\u00e7\u00e3o, quando choveu 1.283 mm. Mas, em 2017, voltou a escassez de chuvas nas bacias PCJ, com volume na ordem de 1.306 mm. Apesar de ser um m\u00eas chuvoso, nos 10 primeiros dias de janeiro deste ano choveu, em m\u00e9dia, apenas 30% do que era esperado para o m\u00eas, lembrou o secret\u00e1rio executivo do Cons\u00f3rcio PCJ.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o das cabeceiras das bacias do PCJ \u2013 onde est\u00e3o os reservat\u00f3rios e o Sistema Cantareira \u2013 choveu acima da m\u00e9dia nos anos de 2015 e 2016, mas a regi\u00e3o voltou a apresentar volumes abaixo das m\u00e9dias hist\u00f3ricas no ano passado, com 1.259mm, quando o volume esperado era de 1.300 mm. Segundo o relat\u00f3rio do cons\u00f3rcio, a diminui\u00e7\u00e3o das chuvas pode ser sentida no volume de \u00e1gua que chega aos reservat\u00f3rios do Cantareira: em 2017, as vaz\u00f5es de aflu\u00eancia somaram 273,74 mil\u00edmetros c\u00fabicos por segundo (m\u00b3\/s), abaixo dos 310,01 m\u00b3\/s verificados em 2013, antes da pior crise h\u00eddrica da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>\u201cOs eventos clim\u00e1ticos extremos que verificamos nos \u00faltimos anos, somados \u00e0 possibilidade de ocorr\u00eancia de um La Ni\u00f1a, causam muita aten\u00e7\u00e3o, especialmente porque os cen\u00e1rios de 2013 est\u00e3o se repetindo e com tend\u00eancia de queda nos volumes de chuva. Tamb\u00e9m \u00e9 preocupante o comportamento do consumo de \u00e1gua, que, nos \u00faltimos dois anos, voltou a aumentar, depois de ter diminu\u00eddo e se mantido est\u00e1vel por causa da crise h\u00eddrica\u201d, disse Jos\u00e9 Cezar Saad, coordenador de projetos do Cons\u00f3rcio PCJ e respons\u00e1vel pelo Programa de Monitoramento das \u00c1guas.<\/p>\n<p>Alerta<\/p>\n<p>O alerta feito no relat\u00f3rio, destacou Lah\u00f3z, n\u00e3o \u00e9 apenas para as bacias PCJ, mas para toda a Regi\u00e3o Sudeste. \u201cN\u00e3o fazemos este alerta com foco nas bacias PCJ. Fizemos todos esses estudos pensando na Regi\u00e3o Sudeste e no Brasil, porque todo esse comportamento que avaliamos para o PCJ se encaixa perfeitamente na Regi\u00e3o Sudeste brasileira. N\u00e3o se consegue fazer uma an\u00e1lise clim\u00e1tica com a bacia hidrogr\u00e1fica de 15,4 mil quil\u00f4metros quadrados. Fen\u00f4menos como El Ni\u00f1o e La Ni\u00f1a ocorrem em uma propor\u00e7\u00e3o de \u00e1rea muito maior que essa e envolve oceanos e continentes. Ent\u00e3o, quando se faz essa an\u00e1lise, n\u00e3o se faz em uma bacia hidrogr\u00e1fica, mas para uma regi\u00e3o \u201d, disse.<\/p>\n<p>Segundo Lahoz, o mesmo estudo foi feito em 2013, quando o cons\u00f3rcio enviou um of\u00edcio para diversos \u00f3rg\u00e3os alertando sobre a possibilidade de crise no abastecimento para a Regi\u00e3o Sudeste. \u201cFizemos um of\u00edcio em dezembro de 2013, ap\u00f3s uma an\u00e1lise igual a essa, e encaminhamos para a Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA), para o Departamento de \u00c1guas e Energia El\u00e9trica, para os governos de S\u00e3o Paulo e de Minas Gerais e para a Uni\u00e3o, antevendo a crise de 2014, baseado em estudos semelhantes. Na \u00e9poca, n\u00e3o fal\u00e1vamos em crise para o PCJ, mas para a Regi\u00e3o Sudeste. E a crise aconteceu na Regi\u00e3o Sudeste\u201d, lembrou. \u201cUma vez avisamos que isso ia acontecer. E aconteceu. Agora, estamos analisando os dados e verificando que [o problema] poder\u00e1 se repetir. E temos obriga\u00e7\u00e3o de avisar.\u201d<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio de crise, ressaltou, j\u00e1 n\u00e3o pode ser evitado. \u201cEvitar n\u00e3o; amenizar, sim. Uma coisa \u00e9 o que aconteceu em 2013. N\u00f3s, do cons\u00f3rcio, fizemos o alerta [na \u00e9poca]. Agora j\u00e1 se passaram tr\u00eas meses e eram tr\u00eas meses em que a comunidade j\u00e1 deveria estar economizando e reduzindo o consumo\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para amenizar uma poss\u00edvel crise h\u00eddrica este ano, o cons\u00f3rcio recomenda que as pessoas fa\u00e7am uso suficiente de \u00e1gua, sem exageros, reduzindo o tempo de banho e evitando lavar ve\u00edculos e p\u00e1tios. E que as empresas respons\u00e1veis pelo abastecimento revisem seus sistemas e evitem o desperd\u00edcio e melhorem o armazenamento de \u00e1gua. O cons\u00f3rcio recomenda tamb\u00e9m a constru\u00e7\u00e3o de reservat\u00f3rios municipais e de bacias de reten\u00e7\u00e3o em \u00e1reas rurais e piscin\u00f5es ecol\u00f3gicos em regi\u00f5es urbanas, al\u00e9m de campanhas de sensibiliza\u00e7\u00e3o sobre o consumo racional de \u00e1gua, a busca por fontes alternativas, o combate \u00e0s perdas h\u00eddricas no abastecimento e a prote\u00e7\u00e3o de nascentes e de matas ciliares.<\/p>\n<p>Lah\u00f3z sugeriu ainda 1que as prefeituras comecem a pensar em cobrar dos empreendimentos imobili\u00e1rios a constru\u00e7\u00e3o de adutoras ou de recursos financeiros para cobrir os passivos que esse problema provoca. Isso ajudaria a evitar, segundo ele, a depend\u00eancia da chuva como solu\u00e7\u00e3o para a crise h\u00eddrica. \u201cEstamos t\u00e3o dependentes do clima porque existe uma burocracia muito grande no pa\u00eds.\u201d<\/p>\n<p>Ele defendeu tamb\u00e9m a constru\u00e7\u00e3o de mais reservat\u00f3rios para reter a \u00e1gua das chuvas e prop\u00f4s a cobran\u00e7a de uma taxa de consumo para momentos de crise. \u201cEstamos propondo que as ag\u00eancias de regula\u00e7\u00e3o, juntamente com o sistema de gerenciamento de recursos h\u00eddricos, promova uma grande discuss\u00e3o para que a gente use as mesmas metodologias que o sistema el\u00e9trico utiliza. O sistema el\u00e9trico trabalha com o bolso, com recursos financeiros. Quando os rios n\u00e3o podem mais gerar energia pela matriz el\u00e9trica, as termel\u00e9tricas entram em funcionamento, e as tarifas ficam mais altas. Esse tipo de dispositivo n\u00e3o existe ainda no abastecimento p\u00fablico. Mas ele precisa existir\u201d, disse.<\/p>\n<p>Lahoz ressaltou que a discuss\u00e3o sobre a cria\u00e7\u00e3o de uma tarifa de crise deve ser levantada no F\u00f3rum Mundial da \u00c1gua, marcado para mar\u00e7o, em Bras\u00edlia. \u201cVamos ter um stand no F\u00f3rum Mundial da \u00c1gua, onde haver\u00e1 v\u00e1rios pain\u00e9is que envolvem a reflex\u00e3o das pr\u00e1ticas do setor el\u00e9trico. Temos que, pelo bolso, pelo valor financeiro \u2013 e a \u00e1gua tem um valor econ\u00f4mico, sim \u2013 atribuir valor econ\u00f4mico \u00e0 \u00e1gua da mesma maneira que o setor el\u00e9trico atribui \u00e0 energia el\u00e9trica.\u201d<\/p>\n<p>Lahoz disse que, se as ag\u00eancias de regula\u00e7\u00e3o come\u00e7arem a cobrar uma tarifa para \u00e9pocas de crise, a popula\u00e7\u00e3o sentir\u00e1 o efeito da necessidade de reduzir o consumo da \u00e1gua pelo bolso. \u201cSe a \u00e1gua n\u00e3o tiver valor econ\u00f4mico, as pessoas v\u00e3o continuar achando que a \u00e1gua cai do c\u00e9u.\u201d<\/p>\n<p>Sistema Cantareira<\/p>\n<p>O Sistema Cantareira \u00e9 composto por seis represas, que, juntas, armazenam quase 1 trilh\u00e3o de litros de \u00e1gua. Segundo a Companhia de Saneamento B\u00e1sico do Estado de S\u00e3o Paulo (Sabesp), o Cantareira \u00e9 o maior sistema produtor da regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>As seis represas que comp\u00f5em o sistema s\u00e3o as de Jaguari, Jacare\u00ed, Cachoeira e Atibainha, localizadas na Bacia Hidrogr\u00e1fica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundia\u00ed,e as represas Paiva Castro e \u00c1guas Claros, da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Alto Tiet\u00ea.<\/p>\n<p>Outro lado<\/p>\n<p>Procurada pela Ag\u00eancia Brasil, a Secretaria de Saneamento e Recursos H\u00eddricos negou a possibilidade de problemas no abastecimento este ano. \u201cAs condi\u00e7\u00f5es dos mananciais est\u00e3o dentro do esperado para esta \u00e9poca do ano. Na Regi\u00e3o Sudeste do Brasil, o per\u00edodo chuvoso fica concentrado entre os meses de outubro e mar\u00e7o, quando o volume das represas tende a subir gradativamente, especialmente de janeiro a mar\u00e7o.\u201d<\/p>\n<p>Segundo a secretaria, a Sabesp tem hoje um sistema de abastecimento mais robusto, \u201ccom mais interliga\u00e7\u00f5es e maior capacidade de tratamento de \u00e1gua do que antes da crise h\u00eddrica\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEste ano entrar\u00e3o em funcionamento o novo Sistema Produtor S\u00e3o Louren\u00e7o e a Interliga\u00e7\u00e3o Jaguari-Atibainha, que trar\u00e3o mais 11,4 m3\/s para a Grande S\u00e3o Paulo. Al\u00e9m disso, o perfil de consumo da popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m mudou ap\u00f3s a crise h\u00eddrica e est\u00e1 abaixo do padr\u00e3o de consumo anterior. Assim, a produ\u00e7\u00e3o de \u00e1gua nos principais sistemas atualmente \u00e9 15% menor do que em 2013, ou seja, h\u00e1 menos consumo por parte dos clientes e menor retirada por parte da Sabesp\u201d, diz a nota da secretaria.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Sabesp informou que \u201cn\u00e3o existe, nesse momento, raz\u00e3o para preocupa\u00e7\u00e3o\u201d. A Sabesp cita o novo sistema produtor S\u00e3o Louren\u00e7o e a interliga\u00e7\u00e3o Jaguari-Atibainha e fala tamb\u00e9m na mudan\u00e7a de cultura da popula\u00e7\u00e3o. \u201cH\u00e1 tamb\u00e9m que se festejar a mudan\u00e7a do padr\u00e3o de consumo da popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, atualmente em m\u00e9dia 15% menor do que antes da crise h\u00eddrica. Esses fatores, ligados ao fato de que estamos em pleno per\u00edodo chuvoso, com tend\u00eancia de enchimento das represas, d\u00e3o tranquilidade \u00e0 popula\u00e7\u00e3o\u201d, diz a companhia, por meio de nota.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: N\u00e1dia Franco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O volume de chuvas nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundia\u00ed (PCJ) e a vaz\u00e3o dos rios que desembocam no Sistema Cantareira, um dos maiores complexos de abastecimento d\u00e1gua de S\u00e3o Paulo, comp\u00f5em atualmente um cen\u00e1rio muito semelhante ao de 2013, ano anterior \u00e0 crise h\u00eddrica no estado. 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